A crise financeira atual é a tragédia mais anunciada pela mídia em toda história, depois do colapso ambiental. Há anos se lê sobre "bolha imobiária", mas a economia seguia em ritmo acelerado, desgovernada. Muito se usa a metáfora da locomotiva na economia, os Estados Unidos sendo o carro a puxar os outros vagões. Acho que dentro dessa locomotiva há um bando de diferentes nacionalidades e aptidões, e de dentro dos outros vagões tentam escapar diferentes pessoas, no seu geral quem tenta pensar. O resto é estagiário ou passageiro. Corretores da bolsa, donos de banco, traficantes de droga que enriquecem alimentando esse frenesi, advogados que usam a justiça a favor do seu cliente, e mais o resto da humanidade que crê no bem, ou não. Todos estamos nesse trem. Todos vítimas. Se podem explicar por diferentes metáforas e linguagens as origens do colapso do dinheiro virtual, mas o que ninguém consegue explicar é como não se pôde mudar a trajetória do trem, barco, sistema, em direção ao desfiladeiro. Acho que teve muita gente que se preparou bem, entre perdas e ganhos, algo garantiu. Mas muitos desavisados, em um sistema social que aboliu a reflexão, agora se pergunta, o que acontece. Mas tem algo de patético nisso, como se assistíssimos um "tele catch" uma luta livre fake, aquelas de mascarados, acreditando no embate. Sob o rótulo de "burrocracia" sistemas complexos de regulamentação foram abolidos. Em seu lugar, a liberdade. Pois bem, encurtando o assunto. Agora que nem os economistas sabem o que está acontecendo, e o que vai acontecer, chegou a hora dos INTELECTUAIS!! Dedicados, SÉRIOS, profundos mas também versáteis, eles não vão salvar o mundo de nada, mas podem tranquilizar muito com todos seus sinônimos para sintomas, ao descobrirmos que, mais uma vez, o mundo não acabou, só ficou diferente. Então vamos tentar aproveitar as características desse "diferente" primeiro por falar sobre ele. Alguém se arrisca a começar? Intelectual, não tenha medo de ser um.
Clique e vai! Cornelius: Sensurround: Music Sensurround is the visual component to 2007's Sensuous(Everloving). Collaborators include Tsujikawa Kochiro, Japanese art/design collective Groovisions & Takagi Masakatsu, who together produce vivid and captivating complements to the album.DVD available at the Everlovi
RELEASE NÃO OFICIAL E PESSOAL Sábado que vem volta a lenda viva da noite de Porto Alegre. Pulp Friction no Ocidente Sábado, dia 11. Celebrando a abertura do Festival Cine Esquema Novo a Pulp faz uma homenagem odarismo, ao bem estar bem Brasil. No som e no telão o melhor dos embalos do nossos animados e "tristes" trópicos. Yog, Dregus, Lio e Rafones, o agora Quarteto Frictástico se revezam na missão deliciosa. No Ox, rock pra quem pede, e pede mais, e mais...Sugestões nos comments, plis.
Tenho grande respeito pelo Fernando Meirelles. Típico self-made- man brasileiro, chegou lá pela inteligência, não por bajulação ou por política, mas por muito talento e trabalho, depois de ralar na tv, na publicidade, pelo que faço, imagino algumas que passou(um audiovisual...). Bem, na publicidade aprendeu a filmar bonito, a fazer a inteligência verter pelo melhor enquadramento, e também a ser dinâmico, aproveitando cada frame de seus poucos segundos para comunicar um conceito. Aprendeu também a usar referências. Impossibilitados de imaginar, face às inúmeras possibilidades visuais com que contam os clientes e criadores, é mais fácil concordar acerca de uma imagem. É o famoso "desenha que sou surfista" que um dia já falei aqui sobre e ainda vou falar mais, já que é uma questão importantíssima na arte e na publicidade atual. Bem. Aí o Meirelles resolveu fazer filmes. E se deu bem, muito bem. Se o primeiro, "Domésticas" passou meio batido, mas já mostrava todo domínio da linguagem, "Cidade de Deus" ainda dispensa comentários, vamos poder falar mal desse filme daqui uns 3 anos, mas ainda não dá. Ele simplesmente quebrou paradigmas. Subverteu a equação cinema de pobre = cinema pobre, adaptou um livro bom fazendo um filme bom e conseguiu dar ao cinema a intensidade que os filmes publicitários experimentaram nesse começo de século. Mas com Saramago não se brinca... O Escritor português emprestou sua inteligência à muita gente, que ficava com um QI superior só ao levar o livro em baixo do braço, ou até na praia. Mas de fato ele deixa a gente mais inteligente, porque sua escrita é uma verdadeira luta pela preservação da mente erudita, não pela vaidade acadêmica, mas porque vivemos num mar de palavras do qual o significado nos escapa, usamos muito e mal. Com Saramago refletimos o porque de falarmos como falamos, de pensar e agir como fazemos. Ele pára a rodinha redundante e automática do ratinho da nossa mente, faz da reflexão uma bênção, acima das ideologias e das paixões. Pois bem. Ele é frio. Quem se emociona ou não é quem lê o surrealismo da vida, através das metáforas que ele nos apresenta. Cegueira universal, a morte que entra em greve, um pedaço de terra que se desprende do continente. São pra pensar... Em um filme, o jogo é outro. Blindness, do Meirelles, respeita o tom grave do livro. E só. Transforma o surrealismo da situação-tema do filme, a cegueira coletiva, em um filme de terror. Claro que foi essa a sacada do filme: "Porrrrrra meu, esse filme dá um puuuuta filme de terror!" O problema é que num mundo de Saramago, de Revista Bravo, de Ilustrada, isso não pega bem. Então começam os pecados. Vou enumerar o que senti, porque me alonguei na conversa: 1. O livro é frio, o filme não, ele implora e escorre compaixão e humanidade. 2. Os personagens principais no livro agem condicionados aos fatos. No filme, isso fica insuportável, e quando há uma revolta com a situação, um problema de casal se sobrepõe à uma revolta. DR. 3. O problema da cena do estupro não é a cena em si, mas a absurda resignação com que as mulheres se submetem, no livro fica mais explícito, apesar de implícito(...), a pressão dos seus homens para que o fizessem, metáfora... 4. A trilha tem momentos constrangedores. Uakti me gerou expectativa, mas talvez, as referências encobriram a intenção da cena. 5. Em vários momentos eu me sentia assistindo um documentário sobre a vida, encomendado pelo Banco Real. Tão humano que fica fake. 6. Os offs, ai os offs. Um amigo uma vez me deu um conselho para a vida toda: evite os offs rafa. Eles subestimam o espectador e o próprio diretor. Tudo bem que é o DannyGlover, mas nem que fosse o Pereio! 7. O elenco multiculti. Que coisa mais anos 2000, multiculturalismo...Não dá. O mundo é de guetos que se cruzam, mas sua convivência é negociada. Das diferenças se vêem as identidades. Sem diferenças, são só olhos mais puxados ou menos, e uma língua diferente. Não basta pra compor um personagem, ele ter uma etnia diferente. Só em filmes publicitários. 8. Se em Saramago questionamos as palavras, em Meirelles somos expostos a imagens que na nossa imaginação podem passar, mas na tela, para todos, incomoda, não questiona. Cai no óbvio. O mau com cara de mau, cachorros comendo visceras de uma criança NÃO PRECISAVA.
Pois é, o filme foi montado a partir de muitas referências, muitas sacadas, uma ótima fotografia, uma arte forçada, mas coerente...Bem tens uma apresentação, mas não uma obra. Insuficiente e até prejudicado pela natural expectativa que criou. Não é filmão, nem que quisesse. FIcou no meio do caminho entre a sutileza e o pulso forte
Continuo admirando a corajem e o desprendimento de Meireles, voto por ele no que que quiser, quero muitos e melhores filmes dele, pelo que ele agrega em talento humano, sendo uma pessoa transparente, bem sucedida e com uma imagem "do bem", sem a malandragem e proseltismo que durante anos sufocaram o cinema brasileiro. Até peço perspectiva na crítica que faço.
Li á algum tempo já o livro, e foi marcante entrar naquele mundo. Ver um figurino c&a na minha imaginação me provoca. É tão perigosa a adaptação, que sai do cinema precisando urgentemente ler Saramago, porque fiquei desconfiando até da obra desse bom velhinho que gosto muito. Não teria eu me deixado levar pela aura dele? Que se tirarmos isto, sobra uma obra prolixa e panfletária? Acreditem, fiquei em dúvida, vou ter que ler.
Dica: Para quem vai ver o filme. Se ficar muito chocado com a podridão humana nas cenas do asilo se confortem: já não precisarão conhecer o nosso infame, interditado e ainda funcionando PRESÍDIO CENTRAL DE PORTO ALEGRE( Bah meu, isso é que seria filme de terror...) Legal
Acompanhem as agruras existenciais e sinceras de Fernando Meirelles em Blindness, o blog: http://blogdeblindness.blogspot.com/
Esse joguinho simples vai fazer você lembra de war, mas principalmente de geografia. Repare que não vai estar no nível de um americano ou de um paulista, mas terá sua dificuldade inicial. Depois melhora, refresca e acelera o cerebro. Tem o modo buscar no mapa pelos nomes de cidades, e também por fotos, que é muito legal porque tu busca não só pela foto, se ficar em dúvida o nome do autor ou da fonte podem te ajudar. http://www.travelpod.com/traveler-iq/game1
Mais um da série BLOGS ÚTEIS, o indeed, ou IFMV atualiza constantemente seus videos, melhor que qualquer MTV(lembra qd era referência de videoclipes?). Além disso tem videos clássicos de jazz e coisas mais antigas. Pra botar nos favoritos. http://ifmv.blogspot.com/
Dave Trott, sobre o dilema entre o “certo” e o “interessante”:
“I always tell students they will usually have to make a choice.
On the one hand: being right, but dull.
On the other hand: being wrong, but interesting.
So which should they choose?
I say go for interesting every time.
Why doesn’t most advertising work?
Because it’s ‘right’.
It’s been debated, discussed, argued, briefed, researched, debriefed, rebriefed, until it’s ‘right’.
And that’s the problem: it’s right.
It’s not interesting.
It’s not interesting, so no one notices it.
No one notices it so no one remembers it.
No one remembers it so it doesn’t work.”
20080903
Na primeira sexta do mês a MARMOTA volta ao PORÃO DO BECO! O que ela encontra? Gente jovem, bonita e maluca, os 3 tiozinhos safados do TRIO FRICTURA (Rafones, Dreguz e LIO) e os amigos da vez:Bruno (CAUBY) Suman e a banda ALCALÓIDES e seus pu-pu-punk rocks divertidos.
É dia 05 de setembro no PORÃO DO BECO, SEXTA, 23h, ingressos a 12 reais.
Quis saber mais sobre o ÍBA, O MONSTRO DO GUAÍBA, e na falta absoluta de mais informações, fui checar uns dados sobre Porto Alegre, maior cidade dentre as que são banhadas pelo LAGO GUAÍBA(já estou me acostumando).
Bem, como são eleições, esses dados ficam disponíveis em qualquer lugar. No caso a fonte(dos dados, não das conjecurações) foi o CLICRBS.
Qualidade de vida
Expectativa de vida: 71,59 anos (FEE/2000) 80.038 hectares de áreas verdes (SMAM) 1 milhão de árvores plantadas em vias públicas Mortalidade infantil: 12,37 por mil nascimentos (FEE/2006) Parques: 8, além do Parque Natural do Morro do Osso, da Reserva Biológica do Lami, e do Parque Saint'Hilaire Praças: 571 urbanizadas Esgoto Tratado: 27% Taxa de anafalbetismo: 3,45% (FEE/2000)
Me chamou a atenção, o fato de que apenas 27% do esgoto é tratado! São 1.415.237 habitantes (FEE/2006) e... Abastecimento: 99,5% da população Número total de ligações: 271.282 Unidades com água e esgoto cloacal: 119.145 Unidades com água e esgoto misto (cloacal e pluvial): 77.613
A grande maioria não tem esgoto tratado, 1.143,955 pessoas, ainda que quase todas recebam água limpinha na torneira, despejam todos os seus piores substantivos, os quais prefiro manter longe deste blog.
Assim, pode-se imaginar que todo esse caldo, somados às contribuições de vizinhos como São Leopoldo que por sua vez tem apenas 21% da m... tratada, e mais dejetos industrias, tudo com um molho de óleo de barcos e frigideiras, é inevitável associar o ÍBA como uma espécie de Jacaré que ficou bombado. Sim, os Jacarés são frequentadores do encontro do Riacho IPIRANGA, que deságua no Guaíba. Água, sofás, pneus, animais...Bem, os Jacarés gostam de tomar sol ali também. Não acredita?
Talvez essa dieta tenha provocado uma adaptação ao novo meio. Pode-se ver que o pescoço grande é útil para alcançar lugares mais altos, além do Rio, como a calçada, por exemplo, onde encontra uma fartura de alimento. Mas repito, são conjecções, supositórias e imaginantes.
Bem, se alguém mais poder contribuir para essa investigação, será de grande utilidade para este momento, em que novamente temos a chance de discutir esses fenômenos.
Para o próximo : o ÌBA, é um problema da cidade, do estado, federal ou chamem a CNN? Em breve faremos desenhos para comprovar a teoria.
Porto Alegre é do contra e tem mania de grandeza. Só isso justifica o fato de que, apesar de ser um Lago, o Guaíba ainda é chamado Rio Guaíba.
Os rios Gravataí, Sinos, Caí e Jacuí desembocam no Delta do Jacuí, formando então o Guaíba, que banha os municípios de Porto Alegre, Eldorado do Sul, Guaíba, Barra do Ribeiro e Viamão. A partir do Guaíba, as águas vão para a Lagoa dos Patos e, por seqüência, para o Oceano Atlântico. Possui área de 547 quilômetros quadrados, comprimento de 50 quilômetros, largura variável entre 900 metros e 19 quilômetros, profundidade média de 3 metros e canal de navegação entre 4 a 6 metros, volume de 1,5 bilhão de metros cúbicos.
Pois é uma área bem grande e ainda desconhecida. A maioria dos portoalegrenses só lembram do "Rio" Guaíba por causa de seu belo pôr-do-sol, mais conhecido entre os locais como " o mais bonito do mundo". Por isso, não é de estranhar que os locais não conheçam, nunca viram, nem ouviram falar do ÍBA, ou " O Monstro Do Rio Guaíba".
Apenas pessoas que todos os dias podem dar uma olhada no Guaíba tem a possibilidade de vê-lo, uma vez que, para sorte de todos, ele não sai da água. Porém, pouco se sabe sobre o ÌBA. OS que viram, pescadores, jet-skyers, velejadores e barqueiros em geral não tem relatos concretos sobre ele. Mas se identificou um hábito peculiar. De 4 em 4 anos ele aparece com mais frequência, coincidindo com as campanhas para prefeitura da capital dos gaúchos. Assim, se oferece uma boa oportunidade de, olhando atentamente para o Lago Guaíba(e para seu nome correto)poder vislumbrar, entre as amplas possibilidades de desfrute da vista, da água, da navegação entre as ilhas e margens opostas, além de observar o ÍBA, que parece querer ver, de 4 em 4 anos, se alguém dá bola pra ele e para o Lago que lhe serve de habitat.
O Creative commons reune educadores, pesquisadores, criativos, cientistas FREE-THINKERS em geral, numa espécie de arca de noé de conhecimento e ação, principalmente. È um bom caminho de encontro de pessoas que buscam conectar desejos a atividades e outras culturas, de uma forma livre. E baseada na rede, multiplicar o conhecimento. è um excelente botão de pânico, Dê uma olhada AQUI. Desde 2005 essa comunidade se reúne fisicamente, em 2006 foi no Rio de Janeiro(sim, o Brasil é muito presente no meio digital mesmo) e esse ano é no Japão. Coisas interessantes, pra variar do círculo CULTURA POP - EGO RECLAMÃO - MÚSICAS HYPES - CINEMA YOUTUBADO.
Que Porto Alegre é uma capital com alma de cidade pequena, todo mundo sabe. Mas é muito irritante pra quem trabalha com cultura e diversão. Como produtor de festas há 5 anos, comecei com a Pulp Friction e nela estou, depois de passagens interessantes como sócio de bar, o SUBJAZZ, o Beco, e dono de outro, o MOSH. Bom, mas minha herança cultural vem de longe. Além de acompanhar o surgimento do tal Rock gaucho(tinha até uma banda URRO, que apesar do nome, tocava o que hoje se chama samba-rock, que me fez pegar nojo), dirigi em 92 uma série de programas pra RBS TV, Talentos do Sul, onde pude ver de perto o esforço pra sobreviver que ótimos artistas tinham que fazer, tocando nos poucos lugares que havia. Basicamente, Opinião e Ocidente, que resistem, e o finado Porto de Elis. Depois surgiu o Garagem Hermética. O garagem, cuja história se pode acompanhar em blog, pela visão particular do seu ex-dono Léo Felipe, foi um passo importante, porque como era mais underground, permitia que bandas se formassem em contato com o público desde o início, o que era bom, porque normalmente se levavam anos de desenvolvimento técnico e puxa saquismo da midia pra ter algum reconhecimento, que em poucos shows já se poderiam obter. E assim Porto Alegre desenvolveu uma cultura quase autosuficiente de artistas, festas, cultura e diversão. Nos últimos anos, parece que tudo veio abaixo. Não foi uma coisa, nem outra, mas o que se vê: - Festa é mais legal que show. De uma hora pra outra, as festas ficaram mais divertidas, e faço parte disso, porque quando a Pulp começou, só se saia pra dançar em rave, discoteque gay ou baile de coroa. Rock, nada. Depois que o Léo e o Ricardo venderam o Garagem, ele acabou sendo fechado por quase 2 anos pela prefeitura, e ao reabrir, a magia tinha ido embora, junto com o público que frequentava. Assim, quando rolava um show, acabava o show e acabava tudo, porque não tinha um mísero dj pra tocar um Kinks e a coisa ficar Wild Thing. Era uma correria pra esquina em busca da cerveja barata. Aí não dá né? TINHA QUE TER UMA FESTA! - A cerveja barata. Ninguém honesto e consciente consegue conciliar cerveja barata com show. Tem que investir um monte pra ter uma estrutura de som, luz e BANHEIROS em um lugar que receba um público. E ponto. Aí também entrei com a incosciência de cobrar barato, no MOSH, mas porque? Porque as pessoas querem beber barato, pagar barato pra ver show, fazer tudo barato. Ms NÃO DÁ. Não aguentei a vergonha semanal de ter que pagar uma miséria pras bandas porque era o que sobrava. - O ROCK GAUCHO. Gaucho é bairrista. Põe um dos rock mais legais feitos no Brasil e...fudeu. Não adianta trazer banda de fora, a galera tá nem aí. Claro, há exceções como a Mallu Magalhães, que recentemente lotou o Porão, e o próprio GIG ROCK, que trouxe coisas boas de fora. MAs falamos de 365 dias em uma cidade de 1 milhão de habitantes, não de uma semana ou de um bar com capacidade pra 500 pessoas. - O NEGÓCIO. Como tudo vira negócio, o under também virou, e o lucro maior é o que importa. As festas precisam de gente, porque gente precisa de gente e gente precisa de bandas? Não, precisa de gente e bebida barata e uma música pra animar. Quem precisa de banda são as próprias bandas, pra se firmar e aí sim começar a fazer alguma diferença cultural. Mas raramente se vê gente de banda em show de outras bandas. DJ? Hoje em dia qualquer um toca. Eu comecei assim, um qualquer um. Mas ficou demais. Agora o que se vê na própria divulgação das festas(sim, nem falo mais de show porque virou raridade) é que o som não é o que importa. Tanto que convivem as mais variadas tribos em busca da...cerveja barata e de GENTE. Como mortos-vivos, são capazes de ficar 2 horas na fila de um lugar porque ele vai bombar. Algum show especial? Não. Gente e...
Agora, qualquer show que cobre 20 reais é caríssimo, o que inviabiliza casas e eventos com qualidade, e muito menos show de fora. Porto Alegre tem o ingresso mais barato do Brasil. Mas eu me pergunto: se a ceva é barata(ok, não é a mais barata do Brasil), se os shows são baratos, se ninguém mais compra cd, as roupas são de brechó, no que gastam o dinheiro? Mas quando tem uma festa open, todo mundo tem 30 reais pra passar a noite bebendo( quem consegue, bebe mais do que precisa). Amigos, o fim chegou. A cultura open acabou com os critérios. E Porto Alegre não passa de uma cidade do interior, onde, na falta do que fazer, se bebe até morrer.
Mas vou estar lá, fazendo a minha festinha, porque foi assim que comecei, ao invés de reclamar, inventei. Dedico esse post a quem se puxa: DISCONEXO, LO PEOR, KISS MY JAZZ, OK:ROCK, BLOW UP e às bandas gauchas, que sinceramente, não sei do que vivem.
Trascender, relativizar, nuvens de confusão? Remédios auditivos, cotonetes mentais: de Arvo Part. http://www.arvopart.info/
Bom para medo de ser cabeça, de ouvir música cabeça, de ler. Desde os anos 80 brincamos de adolescente. Será que a própria brincadeira não pode amadurecer?
Um bom antídoto para a síndrome de ficar velho, é passar a amar coisas "de velho". Tons outonais, livros empilhados, notícias pelo rádio, café com jornal, saraus, jazz, guaíba e música clássica(os primeiros cds eram só de música clássica, lembra?). Há um enorme prazer em flertar com o celestial, o sublime, o equilibrio, a maturidade. Re-compensa.
Lembra dos sreensavers? nos primordios eram formas geométricas que mudavam de cor. Eu deixei de usar, vai ver é porque se passa mais tempo no computador. MAs achei um site que tem um screensaver muito legal MESMO. É um relógio que dá a hora de 5 em 5 segundos, no intervalo, 5 segundos de dança. Pode parecer ingênuo, mas deixe um som QUALQUER tocando no computador, e para isso recomendo LAST FM , SAIA DA FRENTE DO COMPUTADOR. Quando voltar lá estarão elas, as japinhas graciosas dançando no ritmo da música. É uma ação de uma marca de roupas japonesas, mas isso não importa, né!? UNIQLOCK
Próxima festa vamos chutar a jaca pra longe. Além de tocar os hits que as pessoas gostam de cantar junto, os disco-electros que fazem o clima ficar luxo, também um pouco de OUTRA COISA. Porto Alegre é um lugar hermético. As pessoas vem de fora, fica 2 dias, comem um churrasco, falam com algumas pessoas vips e vão embora. As pessoas que vão e voltam, ficam falando de como o metrô funciona bem, de como o atendimento é bem melhor(essa é fácil, atendentes em Porto alegre tem TODOS aquele ar de que só estão ali pra quebrar um galho, deles e do cliente, mas isso é outro post) mas são poucos que põem coisas diferentes na roda, até porque poucos procuram coisas diferentes em outros lugares, tipo achando tal rua "tri Osvaldo Aranha"... Assim, sons diferentes ficam confinados a programas de rádio multiculti de baixa audiência. Mas tem muita coisa boa. E melhor que falar é mostrar, e numa fsta pode ser ótimo. Quero olhar pra Pulp e me sentir no subterrâneo dos Balcâs, esperando a guerra acabar...
ORIENTE-SE O Trio Frictura embarcou no Orient Express em busca da diversão verdadeira, além dos its e hits, e a primeira parada é no leste europeu. PULP PERESTROIKA!!!!!!!! Sob os codinomes de Rafalov, Dreguski e Leo Felipenko vão baixar o melhor do som balcânico, o funk europeu. Além do seu jet set list de Rocks, pops, discos e etnics. Para embalar, doses free de Black Russian até 01 da manhã. Camarada convidado: YOG MARS. No Ox, lounge com Mr. Diego Carter(kiss my jazz) que vai refrescar seus ouvidos com o melhor da soul 'n jazz music.
A PULP FRICTION vai partir! SÁBADO, DIA 12 DE JULHO, 22h Ingressos antecipados a 15, na Lei Básica. Na hora 20, sempre valendo aquela cervejinha.
Nada como ver um blog sendo útil. O mini com seu conector tem feito a mais interessante cobertura do festival de publicidade de Cannes qu eu tenho lido. ou pelo menos a que me dá mais vontade de ler. Mas ele está mais interessado no que se faz em propaganda além de filmes publicitários, que se há muito tempo atrás já foi quase sinônimo de publicidade, com o tempo foram perdendo espaço para as infinitas possibilidades da internet. E a presente revolução é a da interação, do foco mais voltado a participar da vida dos consumidores, do que simplesmente jogar conceitos de mais, melhor ou mais bonito, etc. Isso está mudando, e o blog dele não fala só de PP, claro, uma vez que o rapaz é músico e arrisca umas artes gráficas. Vale a pena conferir. Eu trabalho com comerciais há algum tempo já, e tenho notado uma certa decadência de orçamentos, mas ao mesmo tempo, uma tentativa maior pela criatividade. Digo tentativa, e aí está um pouco da frustração atual, porque quem tem grana pra anunciar no caríssimo meio televisão, acaba entrando no RISCO ZERO. Estão lá todos os clichês possíveis, e o que mais me transmite é uma grande insegurança, que acaba limitando a criatividade. Por isso, a maneira de ser criativo é sê-lo na própria mídia, usando internet, ações e eventos. Aí entra meu "outro eu". Como sempre gostei da função"junta-povo" desde quando furava telhas nos telhados da vizinhança, fazendo clipes imaginários com meus colegas no palco mais alto do mundo, ou agora, sócio de uma festa bem sucedida e que sempre gera uma polêmica em torno da questão: tocar pra se divertir, tocar pra trabalhar, ou os dois( a que eu preifiro pensar que existe)? Bom, ficou a dica, vai lá no MINI!
Ontem os tive, quando converso com alguém, às vezes me empolgo e tiro idéias muito da minha caixola, porque grande leitor não sou, não tenho paciência, mas parece que algumas coisas fazem sentido, pelo menos pra mim. Do que me lembro de ontem: - A fixação quase religiosa dos japoneses pelos ídolos pop e imagens em geral. A base filosófico-cultural japonesa está no zen-budismo. Não há santos, e o buda do zen, quase não aparece, é uma parde branca muitas vezes. E o que esles encontram no mundo ocidental a que foram praticamente empurrados? MUITOS ÍCONES culturais, de todos os tipos. IDORU - A arte sempre tem narrativa,mesmo quando não há personagem ou contexto, ou conflito. Tudo isto está impresso no PROCESSO do artista, que na sua obra terminada(e o que termina uma obra é o prazo, geralmente). Frase: " Quando vejo uma tela, vejo sempre um grande THE END". è uma frase ridícula, mas pode gerar alguma discussão por aí, boa sorte. - Essa é bem óbvia, mas muitos não se dão conta. Não exist mais esquerdsa ou direita nos partidos brasileiros, estão todos no centro, e o que pode diferenciar um partido de outro? Marketing, só isso.
20080610
Ontem vi o excelente "Em Paris". Palavras soltas pra definir: concreto, maduro, humano, vivo, apaixonado. Esse diretor é muito bom, porque ele realmente passa, com talento, a "coisa viva" que vale a pena ver em um filme. Deixa frivolidades de lado, elas aparecem como brincadeiras. Os diálogos falam de amor, cai no vazio das palavras, mas há honestidade no que os personagens falam. Eu tive verdadeiros arrepios de verdade, de me ver exposto à assuntos que na minha vida fujo. É constrangedor, mas elegante, porque seus personagens, seu cinema quer no fim, amor, e não fazer cinema falando de amor. Não é um filme para exercitar linguagens, estilo, não se pensa nisso. Estamos como em uma conversa rara, franca, ouvindo uma emoção pura, não racionalizada, incongruente, humana. E as palavras são bem escolhidas, e quando viram música, não há vergonha alheia, mas sim encantamento. Quem consegue isso hoje em dia? Desde já, virei fã. E a trilha é ÓTIMA! Entree jazzyes e rocks, e uma música 80's muito bacana que tira um personagem da depressão.
As gravações de gabinete, reveladas pelo vice governador Paulo Feijó, incrimando o governo Yeda, a partira das declarações do seu secretário da articulação política, César Buzatto, me provocaram a escrever. Mas pensando bem, é tão óbvio, o sistema é que está podre. O financiamento público das campanhas é urgente. Reforma política o quanto antes. Enquanto não mudar, vai ser sempre um novo caso de corrupção pra encher o espáço de jornais, rádios e televisões, bem como papos de buteco, beiras de churrasqueira e passeios públicos em geral. Chover no molhado, trocadilho perfeito para este dia de Porto Alegre com 96% de humidade no ar. Dá vergonha. Mas vergonha de quem? Todo mundo é conivente com a palhaçada instalada. Políticos, eleitores, imprenssa, em graus diferentes de alienamento ou participação, todo mundo sabe disso. Mas a vergonha mais comum é a que censura manifestações como no video abaixo. Vergonha alheia. Acho que tem que ser estimulada, sacudindo e questionando o que fazemos pelo mundo, e ter feito isso em uma praça de alimentação, foi ótimo. Veja como as pessoas ficam incomodadas, mas aos poucos vão cedendo. O conformismo é forte, mas não indestrutível. Viva a arte, viva a vergonha alheia que os musicais provocam!
Imagem forte. A dialética dela? Bem, é a visão do absurdo, um carro, que pelos vidros pretos parece ter vida própria, destruindo a opção humana, coletiva e pacífica pela bicicleta. Imagem de um confronto que realmente vivemos. Nesse caso foi uma saída que provocou emergência.
Momento confessional de blog: Eu tive uma fase DARK. Gostar de The CUre, basicamente. Lembro de conhecê-los pela Ipanema. O Jimi Joe era o nosso guru, além de alguns programas do "Pra começo de conversa", que teve como apresentadores o Cunha Junior e o Peninha Bueno. Ali éramos expostosao que acontecia no mundo, basicamente na Inglaterra, porque EUA era Madonna, Michael e Bruce Springsteen. Fora o KISS, claro. Pois bem, o novo tinha seu lugar no Reino Unido. Como adolescente, me encaixava no clichê DEPRÊ. Gostava de ligar o som, deitar no chão e deixar o clima soturno dos Cure me invadir. Charlote Sometimes, A Forest, TODAS músicas do disco "IN CONCERT", de 84, que comprei e vinha com um selo" Recomendado pela Fluminense FM". Imagina,até uma rádio carioca(que era a Ipanema deles) recomendava. Eu sempre gostei de coisas meio "misticas", acreditava em xamanismos, magias, e tudo isso tinha um nome pra mim na época "som psicodélico". Com o tempo eu descobri que o espiritual deles tava nas drogas mesmo, mas aí já tava nos mestres, Jimi Hendrix e Jim Morrison. Mas na época eu queria o novo, o moderno. E era isso. Tinha uma característica que eu gostava muito nesse som, é que não era estritamente rock e ocidental. As guitarras com seus pedais FLANGER e os teclados com 1000 sons diferentes, levavam suas músicas pra outros continentes. Tons de arábia, de Espanha, de asia, a volta ao mundo em um lado de disco. Isso eu gostava MUITO. QUando fui tocar, um tempo depois, experimentava muito e também gostava desses elementos "de fora". Tudo pra sair da casinha vaila. Hoje os deixo com um exemplo BEM DESCONHECIDO desses tempos "psicodélicos". a banda THE CREATURES, formada pelo casal Bugdie e Siouxie, baterista e vocal do SIOUXIE & THE BANSHEES. Veja como nessa música e video, eles viajam por vários continentes em 3 minutos.
20080529
Essa foto é de uma tribo que não tem contato com a civilização. O sertanista que localizou disse que não entrega as coordenadas pra ninguém, nem pra Funai. Quando ouço o Lula dizer que a Amazônia é nossa, me dá arrepios. Nós quem, cara-pálida? Não vou perder meu tempo falando em política. Acho que tem que ser assim. Descobrir, resolver, sem entregar as coordenadas.
Efeito muito simples, idéia genial, mas só bate porque foi bem feita. Quando se faz bem feito parece fácil...Esse efeito se chama croma, os garotos segura cartões verdes, e a imagem que se vê é aplicada neles, acompanhando o movimento. O som é bacana também, são franceses, segundo o http://rraurl.uol.com.br "A música tem a ‘marca francesa' toda derramada em seu rap low fi guiado por um baixo pulsante, bateria de marcação 1-2 e refrão deliciosamente pop. No lado B, remixes de In Flagranti e dos italianos do Bloody Beetroots, que tiram toda a suavidade da faixa e a mergulharam nas distorções sintéticas do maximal."
Sempre em vermelho, sempre caixas altas,pouco tempo. A placa que jaz com a epígrafe do que vai ser.
A Emergência precisa de símbolos fortes. Mas as imagens são dialéticas. A mesma que aponta emergência, dizendo que problemas estão acontecendo, fora de controle, também servem para trazer iluminação, caminho, SAÍDA
3.SAÍDA
Sempre em verde, sempre o bonequinho apressado, e uma seta
Para esquerda ou direita, ou em frente. Um passo adiante e você já não está no mesmo lugar. A sabedoria do óbvio. Viva a filosofia das placas. SEM tempo de ler bulas,genérico.
4.Sair do lugar, fábrica, escritório, casa, da rua, saímos, chegamos. Buscar CONFORTO, nem sempre. SALVAÇÃO, do quê, pra quê? Onde? Talvez a única pergunta respondida. Pelo próprio movimento.
“Para onde vamos Dean? Não sei, mas vamos, mas vamos,Sal.”
5.Em trânsito, em transe, a Viva a filosofia do trocadilho fácil.
LIgue o rádio, escute a musica das notícias. tente não escutar os comerciais. Impossível, ouvido não tem pálpebra.
MELHOR CONDIÇÃO
6. ENGARRAFAMENTO
Escolhas apressadas.
O etanol é uma saída ou uma escolha apressada?
Afinal, tem um carro atrás buzinando.
BIBI
Carroças incomodam demais no trânsito
BIBI
Sempre me dá um dó danado de um motorista com carro parado no meio do rush.
7.E MERGIR
NOVAS IDÉIAS EM “EMERGÊNCIA”
Sair do escuro do presente e ver a luz. O mesmo tempo e lugar, outra disposição
Não há mais FUTURO
Mas sim escolhas
Músicas novas são apenas novas escolhas
D tom, de ritmo
Imagens novas são escolhas de cores, olhares, foco.
8. Antes CHAVES agora BOTÕES
VIrar, agora apertar.
automático
eletrônico
positivo
negativo
instantâneo
não contínuo
preciso
material
wireless
inerte
9. URGÊNCIA
O sol vai cair. O sinal está aberto e lá vem os carros.
Força que motiva escolhas. Não há mais tempo para a reflexão. As idéias tem um objetivo concreto. IR EM FRENTE, ESQUERDA OU DIREITA. O instinto de sobrevivência estabelece a nova ética.
Que causa ou conseqüência...Agora é o que fazer.
Diante da avalanche, da enchente ou do ciclone, só se leva o básico, o indispensável. Ou se submerge com tudo, ou se EMERGE com o que precisa. Muitas coisas poucos braços, salvem braços!
10. DESEMBARQUE
É uma saída ou uma chegada?
Chego na estação e saio pra rua.
OU só peço pra descer.
Do que eu desceria?
Surfista prateado, perscrutador de mundos
Vou pesquisar.
Vou sair pra rua.
11. Uma rua de atividade.
Pessoa ou paisagem.
Esquerda ou direita.
Pra onde aponta o olhar.
Dar significado ao que está vivo.
significado a estar vivo.
12. Um evento. Cada manifestação, um senão. Coragem pra fazer e coração tranqüilo pra viver. O verbo sempre. No começo foi o verbo, e no fim o ponto. E no recomeço a sentença. Sempre vai recomeçar. O ponto é a pausa da respiração. Escrever é prender a respiração. Autosustentar o sistema com o oxigênio guardado. Autosustentar o sistema com o pensamento próprio. Sempre resposta, claro. Porque as idéias são tão próprias quanto o oxigênio é do tubo. Não é, sendo.
DESEMBARQUE É uma saída ou uma chegada? Chego na estação e saio pra rua. OU só peço pra descer. Do que eu desceria? Da minha rotina, sempre, ainda que seja uma rotina privelegiada, que me permite ficar escrevendo em blog, compondo músicas com músicas dos outros, surfando, enfim. Mas desceria dela. Pra sair pra outra rua. Uma rua de atividades IMPORTANTES, de paisagens diferentes. Onde estou, até pessoa é paisagem.
FAZER DE OUTRO MODO É uma saída. A mesma coisa de sempre, mas de um jeito diferente. Melhor? Não sei, aí reavalia, segue ou desce. Transbordo pra outra linha. De ação e de pensamento. Mijar em pé. Aprendi assim. Mijar sentado? Pode ser melhor mesmo. Não é tão fácil quanto parece, não sujar um banheiro.
ÁGUA Pra lavar. Pra recomeçar a partir do que está limpo. Mais CLARO, aiunda que não transparente, mas só com o que precisa. Sem sujeira de idéias, de coisas boiando na mente. Quem não as tem? Eu também tenho medo do mesmo.
Escolhas apressadas. O etanol é uma saída ou uma escolha apressada? Afinal, tem um carro atrás buzinando.
BIBI
Carroças incomodam demais no trânsito
BIBI
Sempre me dá um dó danado de um motorista com carro parado no meio do rush.
BIBI
Vergonha. A gente convive com a vergonha. Ou é o cartão que não passa, o time que não ganha(e perde feio). A corrupção diária. Os presos alojados num conteiner de caminhão. Vergonhas. Não as tem quem não lê notícia, porque se lê é que se importa, deveria ser. BIBI Esquerda ou direita. GPS. Deveria existir um GPS ético. Ou será o "dia 05", dia de pagar contas. Como posso questionar um assistente que abandona um trabalho por outro em que ganha mais? Afinal, quem está salvando o mundo aqui? É sempre a própria pele. Seja a física ou a ideológica. Então.
Meu GPS ético poderia me dizer. Não mexa com arte, você não é artista, não é seu único recurso. Mas então arte seria sustento e só. É justamente não ser sustento que sustenta pra mim a idéia da arte, em mim. Coisa sem fim. Coisa-fim.
Como é bom, sair pra rua e tirar fotos. Digitar, comentar, relacionar.
O verbo sempre. No começo foi o verbo, e no fim o ponto. E no recomeço a sentença. Sempre vai recomeçar. O ponto é a pausa da respiração. Escrever é prender a respiração. Autosustentar o sistema com o oxigênio guardado. Autosustentar o sistema com o pensamento próprio. Sempre resposta, claro. Porque as idéias são tão próprias quanto o oxigênio é do tubo. Não é, sendo.
Noícias do mundo Ou notícias da vida. Pólos onde qualquer blog trafega, mas que muito se excluem. Ou bem falo do umbigo, ou mal chuto sobre o resto. Ou quem vai querer saber do meu, e o que mais posso dizer do nosso. Mas bem, do meu pode ser o nosso sempre né? Pude ler na vizinha Carolina, que gostaria de ter conhecido Maria, a mulher que sua mãe não foi. Pois ontem falei de Edgar, o homem que vive frustrado por não ter sido o Ferretti que poderia ter sido. O que, publicitário multitalentoso(sim, porque atrás da surrada palavra publicitário se escondem vários alentos diversos, artista plastico, poeta, músico...) teria se mudado nos anos 70 para São Paulo e estaria tomando Whiskie com Whashigton Olivetto, divulgando o nome do Caxias Futebol Clube e introduzindo hábitos saudáveis como cantar em coro em festas, ao invés de cheirar cocaína. Por isso não concordo com quem disse que somos o resultados de nossas escolhas. Somos o que convive com as frustrações. O homem/mulher que se olha no espelho, e ajeita o mínimo cabelo do lado direito para esconder a careca do centro da cabeça. O que encolhe a barriga ao olhar no espelho, para relaxá-la em público. O que vai pra zona sul e gosta do clima de rio, mas não o DE JANEIRO. Vida que segue, tão desvalorizada, mas sempre fruto de milagres como não ser atropelado, doença ou sequestro( o Washington foi , papai). Vivemos no pior dos mundos, vivemos no melhor dos mundos. Nem reis cagavam tão higienicamente como nós hoje em dia. Blablabla. Um blog, enfim. Frases cumpridas num parachoque de caminhão impossível. Eu simplifico tudo mesmo.
Tenho um irmão mais novo e me lembrei muito disso hoje. Como sou um pouco pessoa= eu + filmes, essam "lembrança" veio pelo filme de ontem, " Cassandra's Dream" e o que vi hoje, e queria ver há tempos, "Nada é para Sempre". Tanto no Filme do Woody e do R. Redfort, o drama gira em torno de dois irmãos, muito próximos, e escolhas diferentes, com uma diferença, se no de R. Redfordt o final de cada um é diferente, o de Woody é o mesmo. Ambos os filmes tem um cunho moral, uma tragédia que representa um julgamento, senão do autor, da moral da época que se apresenta. No filme de Redfort, que se passa na época da lei seca, nos EUA, com um sistema de valores que buscava retomar uma moral que parecia perdida depois da primeira guerra, um elo muito forte entre os irmãos está na pesca, hábito aprendido do seu pai, muito bom para a metáfora de um pai que ensina a pescar, e é um lider espiritual da sua família, presente, mas superior. O bem e o mal está mais claro, um opta por um, o outro vira à esquerda. No Casandra's, que se passa na Inglaterra de hj, já corroída moralmente, o pai é um loser dono de um restaurante endividado e que é confrontado com essa realidade nos almoços de família pela sua mulher frustrada. Os filhos assistem a isso, tentando um destino melhor para eles, mas como é um mundo já mais restrito para sonhos e para "o bem", eles optam por milagres mais instantâneos. Num mundo sem bem ou mal, ambos caminhos se confundem. Esse é um pouco o dilema que passo hoje, quando algo acontece ao meu irmão, eu, irmaõ mais velho, não sei se a minha luz é a de uma janela que se abre, deixando entrar a pureza através do sol e do ar, ou se é mais uma luz repetida, martelada pelo interruptor, pronta no seu tom e intensidade, mas garantida só enquanto ouver energia. Desliga e deu. Grandes valores,onde quer que estejam, me abençoem...