20080610


Ontem vi o excelente "Em Paris".
Palavras soltas pra definir: concreto, maduro, humano, vivo, apaixonado.
Esse diretor é muito bom, porque ele realmente passa, com talento, a "coisa viva" que vale a pena ver em um filme. Deixa frivolidades de lado, elas aparecem como brincadeiras. Os diálogos falam de amor, cai no vazio das palavras, mas há honestidade no que os personagens falam. Eu tive verdadeiros arrepios de verdade, de me ver exposto à assuntos que na minha vida fujo. É constrangedor, mas elegante, porque seus personagens, seu cinema quer no fim, amor, e não fazer cinema falando de amor. Não é um filme para exercitar linguagens, estilo, não se pensa nisso. Estamos como em uma conversa rara, franca, ouvindo uma emoção pura, não racionalizada, incongruente, humana. E as palavras são bem escolhidas, e quando viram música, não há vergonha alheia, mas sim encantamento. Quem consegue isso hoje em dia? Desde já, virei fã. E a trilha é ÓTIMA! Entree jazzyes e rocks, e uma música 80's muito bacana que tira um personagem da depressão.

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