20070418

Ontem assisti, em cópia pirata, ao PERFUME, filme baseado em um livro que li entre redes em floripa há uns 15 anos atrás. Muito fiel ao livro(no que diz repsito a uma memoria de 15 anos atrás ser capaz de guardar), enfrentou com recursos literários a difícil missão de registrar em tela, os cheiros. Mesmo quando mostra, é mais pela evocação de nomes e palavras do que por imagens, que faz alusão ao cheiro. Madeira, pedra quente, agua, laranjeira. Vemos, mas a evocação da PALAVRA é que bate mais rápido no nosso cortex cerebral, cerebelo ou ce-lá o que.
Mas o filme´é muito bom, o ator que faz o papel do serial-smeling é ótimo, e tá lá o Dustin Hoffman numa pontinha daquelas que ele se especializou em fazer. Brilha, de canto.
Deu uma vontade louca de desenvolver o olfato. O curioso é que, além de eu nnca ter me ligado nisso, estou com uma gripe, e de cheiros, nem o cheiro...
Mas é impressão minha ou cheiros não são tão relevantes hoje em dia? Mundo asséptico e de ar condicionado, acho que não mais mesmo.
Lembro da minha época de adolescente entrando pras hordas de conquistadores baratos, o cheiro da moda vinha de um perfume chamado STILLETO. Era o must. Tempos depois vim a descobrir que o CKONE era bom, mas aí já não praticava mais rituais basicos de conquista.
Passar perfume atrás da orelha e nos pulsos. Vou tentar novamente, assim que passar da gripe...