20100530

As abelhas do Saúde no copo.

Elas podem voar até 40 km em busca de algo doce. Foi o que aprendeu o atendente da banca do Saúde no copo, em frente ao Parcão, provavelmente da onde vem as centenas de abelhas que infestam o lugar, proporcionando picadas ardentes e inflamantes no funcionários. Eles não podem matar as abelhas, nem tampouco usar repelente spray em nome da saúde que vendem nos copos em forma de deliciosos sucos e smooties. Assim, se vem obrigados a trabalhar vendendo saúde e pondo em risco a própria.
A cena é chocante, tanto pelo numero de abelhas, quanto pela fila que se forma na frente, no endereço mais "de primeiro mundo" de Porto Alegre, cercado por lojas de moda, agências de publicidade entre outros lugares que abastecem essa fila de gente muito informada e consciente da saúde. Da própria, porque com a saúde dos muito simpáticos funcionários do quiosque, nem seu patrão se preocupa, porque nunca tem o repelente que eles poderiam usar, em creme.
A secretaria da saúde poderia fiscalizar esse ambiente insalubre, inclusive para os clientes, que não são imunes à abelhas, apesar de seu maior contra cheque. A secretaria do meio ambiente não pode aplicar multa às abelhas, mesmo que pudesse mas não sabem seu endereço, no que poderia ajudar o corpo de bombeiros removendo a colmeia. Disseram aos funcionários que eles mesmo deveriam procurar. Foi quando o jovem atendente suspirou ao saber que, além do enorme parque à sua frente, suas companheiras de espaço poderiam estar morando em um raio de até 40 km em volta.
Quem sabe na mesma cidade de periferia de um deles.