20080530

DARK? Muitas cores, na verdade...

Momento confessional de blog:
Eu tive uma fase DARK. Gostar de The CUre, basicamente. Lembro de conhecê-los pela Ipanema. O Jimi Joe era o nosso guru, além de alguns programas do "Pra começo de conversa", que teve como apresentadores o Cunha Junior e o Peninha Bueno. Ali éramos expostosao que acontecia no mundo, basicamente na Inglaterra, porque EUA era Madonna, Michael e Bruce Springsteen. Fora o KISS, claro.
Pois bem, o novo tinha seu lugar no Reino Unido. Como adolescente, me encaixava no clichê DEPRÊ. Gostava de ligar o som, deitar no chão e deixar o clima soturno dos Cure me invadir. Charlote Sometimes, A Forest, TODAS músicas do disco "IN CONCERT", de 84, que comprei e vinha com um selo" Recomendado pela Fluminense FM". Imagina,até uma rádio carioca(que era a Ipanema deles) recomendava.
Eu sempre gostei de coisas meio "misticas", acreditava em xamanismos, magias, e tudo isso tinha um nome pra mim na época "som psicodélico". Com o tempo eu descobri que o espiritual deles tava nas drogas mesmo, mas aí já tava nos mestres, Jimi Hendrix e Jim Morrison. Mas na época eu queria o novo, o moderno. E era isso. Tinha uma característica que eu gostava muito nesse som, é que não era estritamente rock e ocidental. As guitarras com seus pedais FLANGER e os teclados com 1000 sons diferentes, levavam suas músicas pra outros continentes. Tons de arábia, de Espanha, de asia, a volta ao mundo em um lado de disco. Isso eu gostava MUITO. QUando fui tocar, um tempo depois, experimentava muito e também gostava desses elementos "de fora". Tudo pra sair da casinha vaila. Hoje os deixo com um exemplo BEM DESCONHECIDO desses tempos "psicodélicos". a banda THE CREATURES, formada pelo casal Bugdie e Siouxie, baterista e vocal do SIOUXIE & THE BANSHEES.
Veja como nessa música e video, eles viajam por vários continentes em 3 minutos.

20080529

Essa foto é de uma tribo que não tem contato com a civilização. O sertanista que localizou disse que não entrega as coordenadas pra ninguém, nem pra Funai. Quando ouço o Lula dizer que a Amazônia é nossa, me dá arrepios. Nós quem, cara-pálida? Não vou perder meu tempo falando em política. Acho que tem que ser assim. Descobrir, resolver, sem entregar as coordenadas.

20080528

VIVE LE CROMA

Efeito muito simples, idéia genial, mas só bate porque foi bem feita. Quando se faz bem feito parece fácil...Esse efeito se chama croma, os garotos segura cartões verdes, e a imagem que se vê é aplicada neles, acompanhando o movimento.
O som é bacana também, são franceses, segundo o http://rraurl.uol.com.br
"A música tem a ‘marca francesa' toda derramada em seu rap low fi guiado por um baixo pulsante, bateria de marcação 1-2 e refrão deliciosamente pop. No lado B, remixes de In Flagranti e dos italianos do Bloody Beetroots, que tiram toda a suavidade da faixa e a mergulharam nas distorções sintéticas do maximal."

20080527

EMERGÊNCIA - Apresentação no Pecha Kucha





2. SAÍDAS

Sempre em vermelho, sempre caixas altas,pouco tempo. A placa que jaz com a epígrafe do que vai ser.

A Emergência precisa de símbolos fortes. Mas as imagens são dialéticas. A mesma que aponta emergência, dizendo que problemas estão acontecendo, fora de controle, também servem para trazer iluminação, caminho, SAÍDA

3.SAÍDA

Sempre em verde, sempre o bonequinho apressado, e uma seta

Para esquerda ou direita, ou em frente. Um passo adiante e você já não está no mesmo lugar. A sabedoria do óbvio. Viva a filosofia das placas. SEM tempo de ler bulas, genérico.

4.Sair do lugar, fábrica, escritório, casa, da rua, saímos, chegamos. Buscar CONFORTO, nem sempre. SALVAÇÃO, do quê, pra quê? Onde? Talvez a única pergunta respondida. Pelo próprio movimento.

“Para onde vamos Dean? Não sei, mas vamos, mas vamos,Sal.”

5.Em trânsito, em transe, a Viva a filosofia do trocadilho fácil.

LIgue o rádio, escute a musica das notícias. tente não escutar os comerciais. Impossível, ouvido não tem pálpebra.

MELHOR CONDIÇÃO



6. ENGARRAFAMENTO

Escolhas apressadas.

O etanol é uma saída ou uma escolha apressada?

Afinal, tem um carro atrás buzinando.

BIBI

Carroças incomodam demais no trânsito

BIBI

Sempre me dá um dó danado de um motorista com carro parado no meio do rush.

7.E MERGIR

NOVAS IDÉIAS EM “EMERGÊNCIA”

Sair do escuro do presente e ver a luz. O mesmo tempo e lugar, outra disposição

Não há mais FUTURO

Mas sim escolhas

Músicas novas são apenas novas escolhas

D tom, de ritmo

Imagens novas são escolhas de cores, olhares, foco.

8. Antes CHAVES agora BOTÕES

VIrar, agora apertar.

automático

eletrônico

positivo

negativo

instantâneo

não contínuo

preciso

material

wireless

inerte

9. URGÊNCIA

O sol vai cair. O sinal está aberto e lá vem os carros.

Força que motiva escolhas. Não há mais tempo para a reflexão. As idéias tem um objetivo concreto. IR EM FRENTE, ESQUERDA OU DIREITA. O instinto de sobrevivência estabelece a nova ética.

Que causa ou conseqüência...Agora é o que fazer.

Diante da avalanche, da enchente ou do ciclone, só se leva o básico, o indispensável. Ou se submerge com tudo, ou se EMERGE com o que precisa. Muitas coisas poucos braços, salvem braços!

10. DESEMBARQUE

É uma saída ou uma chegada?

Chego na estação e saio pra rua.

OU só peço pra descer.

Do que eu desceria?

Surfista prateado, perscrutador de mundos

Vou pesquisar.

Vou sair pra rua.

11. Uma rua de atividade.

Pessoa ou paisagem.

Esquerda ou direita.

Pra onde aponta o olhar.

Dar significado ao que está vivo.

significado a estar vivo.

12. Um evento. Cada manifestação, um senão. Coragem pra fazer e coração tranqüilo pra viver. O verbo sempre. No começo foi o verbo, e no fim o ponto. E no recomeço a sentença. Sempre vai recomeçar. O ponto é a pausa da respiração. Escrever é prender a respiração. Autosustentar o sistema com o oxigênio guardado. Autosustentar o sistema com o pensamento próprio. Sempre resposta, claro. Porque as idéias são tão próprias quanto o oxigênio é do tubo. Não é, sendo.

Vou respirar agora.