20080521


DESEMBARQUE
É uma saída ou uma chegada?
Chego na estação e saio pra rua.
OU só peço pra descer.
Do que eu desceria?
Da minha rotina, sempre, ainda que seja uma rotina privelegiada, que me permite ficar escrevendo em blog, compondo músicas com músicas dos outros, surfando, enfim.
Mas desceria dela. Pra sair pra outra rua.
Uma rua de atividades IMPORTANTES, de paisagens diferentes.
Onde estou, até pessoa é paisagem.

FAZER DE OUTRO MODO
É uma saída. A mesma coisa de sempre, mas de um jeito diferente.
Melhor? Não sei, aí reavalia, segue ou desce.
Transbordo pra outra linha. De ação e de pensamento.
Mijar em pé. Aprendi assim. Mijar sentado? Pode ser melhor mesmo.
Não é tão fácil quanto parece, não sujar um banheiro.


ÁGUA
Pra lavar. Pra recomeçar a partir do que está limpo.
Mais CLARO, aiunda que não transparente, mas só com o que precisa.
Sem sujeira de idéias, de coisas boiando na mente. Quem não as tem?
Eu também tenho medo do mesmo.

20080520

MAIS EMERGÊNCIA


Escolhas apressadas.
O etanol é uma saída ou uma escolha apressada?
Afinal, tem um carro atrás buzinando.

BIBI

Carroças incomodam demais no trânsito

BIBI

Sempre me dá um dó danado de um motorista com carro parado no meio do rush.

BIBI

Vergonha. A gente convive com a vergonha. Ou é o cartão que não passa, o time que não ganha(e perde feio). A corrupção diária. Os presos alojados num conteiner de caminhão. Vergonhas. Não as tem quem não lê notícia, porque se lê é que se importa, deveria ser.
BIBI

Esquerda ou direita.
GPS.
Deveria existir um GPS ético. Ou será o "dia 05", dia de pagar contas. Como posso questionar um assistente que abandona um trabalho por outro em que ganha mais? Afinal, quem está salvando o mundo aqui? É sempre a própria pele. Seja a física ou a ideológica. Então.

Meu GPS ético poderia me dizer. Não mexa com arte, você não é artista, não é seu único recurso. Mas então arte seria sustento e só. É justamente não ser sustento que sustenta pra mim a idéia da arte, em mim. Coisa sem fim. Coisa-fim.

Como é bom, sair pra rua e tirar fotos. Digitar, comentar, relacionar.

O verbo sempre. No começo foi o verbo, e no fim o ponto. E no recomeço a sentença. Sempre vai recomeçar. O ponto é a pausa da respiração. Escrever é prender a respiração. Autosustentar o sistema com o oxigênio guardado. Autosustentar o sistema com o pensamento próprio. Sempre resposta, claro. Porque as idéias são tão próprias quanto o oxigênio é do tubo. Não é, sendo.

Vou respirar agora.