Ontem no Cocacola musicmixer foi bacana ver a Ultraman com o EduK tocando repelente, até a nova do DeFalla achei legal, aquela UH-LÁLÁLÁ,TÕ AMANDO VOCÊ...bem imbecil, bem Rock 'n Roll. E o Edu é o eterno ídolo, fazer o quê, um abobado da mesma idade que eu...Sempre paguei pau.
Depois uma sessão Ramones com a Tequila e o Rodolfo, bacana, deu vontade de pogar, mas fiquei com medo de tropeçar em algum playboy, maioria no recinto. Fora a galera da area VIP, o resto era uma garotada estranha. Se eu fizesse shows teria dificuldade de achar alguém interessante numa platéia hoje em dia.
Depois o Scandurra, foi esquentando, o cara resolveu se divertir, sem banda, sem preconceito, tudo nas maquininha, coisas bobocas até pra quem curte som eletrônico, mas lá pelas tantas faz um pusta som com a guitarra no Marshall. Poderia se meter a Moby, mas não, só quer diversão, uma beleza, valeu a noite.
Depois chegando em casa, altas horas já, tocava no radio uma do disco antológico e já perdido, GIL & JORGE, "Quem mando brincar de amor". Me transportei a outra época, cheia de descobertas musicais, ouvíamos esse som em Tramandaí, que com o astral da gente e desse disco(e mais mutantes) ficava um lugar maravilhoso. O Centro do mundo.E de fato foi o Centro do mundo: O Lana foi pra Montreal, O Pablo pra Londres, o Flavio pra Sidney, o Daniel pra Ilhéus, e minha Vó pro Céu, eu e a mãe tamos aqui em Porto. Fiquei um pouco melancólico, queria esse disco de volta.
Me lembrei que pode estar com o HUGO!!
20021129
20021127
Lendo a Caverna do Saramago, na passagem em que o velho oleiro está apanhando com uma manual para aprender a fazer moldes de gesso para a fabricação em série de bonecos de barro, seu novo produto, uma vez que seus canecos, pratos e panelas de barro o "Centro" não queria mais, lembrei-me de meu último trabalho na Espanha. A tradução de manuais para o português.
Detalhe: eu sempre odiei manuais.
Estava em Girona, recém recuperado de uma crise de ciática que me aboletou numa cama justo quando estava para ir à Ibiza, o que talvez tenha me salvo da morte por prazer. Foi um período de descanso, estava com a Sabrina, que cuidou de mim, já que eu tava num bagaço físico-químico e emocional. Passaram-se uns 15 dias assim, no sossego, até que tive que sair da casa em que estava, a Sabrina teve que voltar à Madrid e eu nada de melhorar. Fui me instalar na casa da Conceição, anjo da guarda gaúcha, que conseguiu tudo pra mim em Girona. Mas eu estava pior, inválido na cama. Comecei a pegar nojo da cidade, da Europa. Aí fui melhorando. No dia que digo, estou bom, recebo um mail de uma empresa de tradução. Liguei e era isso, teria que ir a Madrid fazer o trabalho. Começava aí, sem saber minha volta ao Brasil.
Cheguei em Madrid no dia 7 de setembro, e era festa na casa do Brasil. Ali encontrei a Miriam, mãe do Enrique e que iria me acolher mais uma vez para que fizesse o trabalho, e a Karen, minha ex-namorada, indignada pelo fato de eu estar com outra sem sua conciência. Fomos todos os brasileiros e simpatizantes para sua casa bebemorar. A Sabrina iria sair com amigas para evitar constrangimentos. Algumas horas depois, as pessoas começaram a ir embora e a K pediu que eu ficasse. Discutimos, mas nos acalmamos. Quando fui sair, a porta não queria abrir. Tentei com força, com alicate, com a mente, nada, a porta não abria. Resolvemos dar um tempo e voltamos à conversa. Pra que? Tudo que estava já mais calmo novamente se enturvou, voltaram gritos e choros. Depois de tentar dormir e nada. fui à porta. Como que dando a autorização, como se a madeira e o aço portassem intenções de um Deus que se por acaso existisse, a porta abriu. Fui embora.
Minha reunião com o dono da editora seria dali a algumas horas. Estava um caco. Mas nada adiantou, após um café, ele me entregou os calhamaços em espanhol e inglês para a tradução. Deveria ser compreendido em Portugal, talvez o próprio Saramago as tivesse que ler.
Foram uns 15 dias de café, computador e dicionários. Nunca tive paciência para ler manuais, e ali estava eu, digerindo palavras e regurgitando-as em outra língua. As diferenças do português para o "brasileiro" vão surgindo, novamente a Mirian "a me ajudar". E o ódio crescendo. Entreguei, recebi, comprei a passagem e me mandei para o Brasil, a salvo.
Às vezes pensava nos problemas que instaladores de portas automáticas poderiam estar tendo ao ler aquele estranho português do manual, mas talvez confiem em uma conciência da portas, trasmitidas através do aço e parafusos, com a intenção de algum Deus. Espero que estas portas se abram quando seus donos queiram. Ou quando os assuntos tenham terminado.
Detalhe: eu sempre odiei manuais.
Estava em Girona, recém recuperado de uma crise de ciática que me aboletou numa cama justo quando estava para ir à Ibiza, o que talvez tenha me salvo da morte por prazer. Foi um período de descanso, estava com a Sabrina, que cuidou de mim, já que eu tava num bagaço físico-químico e emocional. Passaram-se uns 15 dias assim, no sossego, até que tive que sair da casa em que estava, a Sabrina teve que voltar à Madrid e eu nada de melhorar. Fui me instalar na casa da Conceição, anjo da guarda gaúcha, que conseguiu tudo pra mim em Girona. Mas eu estava pior, inválido na cama. Comecei a pegar nojo da cidade, da Europa. Aí fui melhorando. No dia que digo, estou bom, recebo um mail de uma empresa de tradução. Liguei e era isso, teria que ir a Madrid fazer o trabalho. Começava aí, sem saber minha volta ao Brasil.
Cheguei em Madrid no dia 7 de setembro, e era festa na casa do Brasil. Ali encontrei a Miriam, mãe do Enrique e que iria me acolher mais uma vez para que fizesse o trabalho, e a Karen, minha ex-namorada, indignada pelo fato de eu estar com outra sem sua conciência. Fomos todos os brasileiros e simpatizantes para sua casa bebemorar. A Sabrina iria sair com amigas para evitar constrangimentos. Algumas horas depois, as pessoas começaram a ir embora e a K pediu que eu ficasse. Discutimos, mas nos acalmamos. Quando fui sair, a porta não queria abrir. Tentei com força, com alicate, com a mente, nada, a porta não abria. Resolvemos dar um tempo e voltamos à conversa. Pra que? Tudo que estava já mais calmo novamente se enturvou, voltaram gritos e choros. Depois de tentar dormir e nada. fui à porta. Como que dando a autorização, como se a madeira e o aço portassem intenções de um Deus que se por acaso existisse, a porta abriu. Fui embora.
Minha reunião com o dono da editora seria dali a algumas horas. Estava um caco. Mas nada adiantou, após um café, ele me entregou os calhamaços em espanhol e inglês para a tradução. Deveria ser compreendido em Portugal, talvez o próprio Saramago as tivesse que ler.
Foram uns 15 dias de café, computador e dicionários. Nunca tive paciência para ler manuais, e ali estava eu, digerindo palavras e regurgitando-as em outra língua. As diferenças do português para o "brasileiro" vão surgindo, novamente a Mirian "a me ajudar". E o ódio crescendo. Entreguei, recebi, comprei a passagem e me mandei para o Brasil, a salvo.
Às vezes pensava nos problemas que instaladores de portas automáticas poderiam estar tendo ao ler aquele estranho português do manual, mas talvez confiem em uma conciência da portas, trasmitidas através do aço e parafusos, com a intenção de algum Deus. Espero que estas portas se abram quando seus donos queiram. Ou quando os assuntos tenham terminado.
20021126
Fui a Floripa este findesemana. A Accorde, produtora da novelinha, está fazendo um DVD meio experimental, do Nei Matogrosso. Experimental só no sentido da grana, pq é bem careta, gravação do show ao vivo. Pude matar saudades daquela drena do Talentosdo Sul, shows de bandas gauchas(10 anos se foram) ficar com o diretor e dizer, vai no violão, não o de sete cordas. O baixo! O legal é que é um show em que o Nei só canta Cartola, arranjos de bom gosto, maravilha. Chegamos no sábado de tarde, e tinha a noite livre, liguei pro pai dizendo que ia e ele disse, legal, tenho um casamento, então vem de paletógravata e vamos beber por conta!
A igreja no alto da Lagoa da Conceição muito bonita, mas muito quente, então quando o padre disse "vamos olhar para baixo e pedir misericordia porque ela é uma das formas do amor(MEUDEUS)" aproveitei e saí pra rua, fumar um cigarro. Depois veio o pai, sentamos em um banco e conversamos como há muito tempo não. E na recepção, muita champagne e quitutes e brincar com as manas. Levar a menorzinha ao parquinho, ouvindo seu papo humpf hâ bleba bêê...E dançar juntinho com minha mana metade do meu tamanho, show na pista...é, foi meigo.
Domingo trabalhei no teatro montando tudo e gravando à noite.
Segunda caminhei da Barra da Lagoa até o Moçambique. Nadei pelado num instante deserto e quando voltei pra galera marquei 2 gols da vitória do meu time sobre a areia e o adversário.
Agora estou um rubi, duro e vermelhobrilhante.
Tenho medo do sol, está tudo escuro aqui, não vou sair, só à noite.
A igreja no alto da Lagoa da Conceição muito bonita, mas muito quente, então quando o padre disse "vamos olhar para baixo e pedir misericordia porque ela é uma das formas do amor(MEUDEUS)" aproveitei e saí pra rua, fumar um cigarro. Depois veio o pai, sentamos em um banco e conversamos como há muito tempo não. E na recepção, muita champagne e quitutes e brincar com as manas. Levar a menorzinha ao parquinho, ouvindo seu papo humpf hâ bleba bêê...E dançar juntinho com minha mana metade do meu tamanho, show na pista...é, foi meigo.
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> > > LINHA, TENHO CERTEZA QUE AÍ SIM, VAI LHE INTERESSAR!
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