20031121

Brazil, Rio de Janeiro.
Cecília dos Prazeres, renomada pesquisadora, funcionaria da Fiocruz, sai do trabalho e no caminho de casa, e é abordada por 3 assaltantes que levam seu carro. Dentro do carro uma caixa, dentro da caixa, amostras de vírus da febre tifóide, do cólera, entre outros exemplos de aberrações letais ao ser humano.
No dia seguinte o seu carro é encontrado, sem as amostras.
Aguardem novas(cof, cof)notí(cofcofcofcof)notícias.

20031119

Olha só que análise. Eu nunca consigo sair do: achei bem legal. Mas me deleito com com a argumentação. Recebi esse mail do Enrique, que viu o curta na Austria, pela internet.

Querido Rafa,

comecei a ver o teu curta com certa apreensão, pois não sabia o que é que podia resultar, mas com o decorrer do filme, pouco a pouco, fui-me empolgando e sentindo a tensão do protagonista que não encontra sua mulher e também não entende muito bem o que é que está acontecendo. Os fatos levam-no a ser guiado pelos outros, sem ele perceber muito bem como é que isso pode estar acontecendo com ele, como é que ele pode estar frente à sua possível mulher e não consegue reconhecê-la. Não chega a ser angustioso (pelo menos na telinha em que eu pude ver o curta), mas é chocante, irreal, ilógico. Gostei também dos joguinhos da montagem. A artificialidade nas obras de arte são um prazer para mim, só que, às vezes, não encaixam, mas quando tudo bate corretamente, aprecio mesmo. Também dá para sentir que o diretor sabe dirigir e o roteiro é sólido. E o final, a fala do teu tio sobre o fato real que inspirou o filme, é ótima, chama o sorriso, quase a gargalhada. Encaixa perfeitamente na lógica da montagem artificial, que poderia ter sido um erro, pois, afinal de contas, estamos perante um caso grave para o protagonista, só que tão absurdo que essa gradação artificial, essa distância do narrador, neste caso o diretor, leva o espectador a juntar todas as peças no final, com a presença do teu tio contando a sua historinha. O jogo temporal do curta, penso, está muito bem organizado e em nenhum momento o espectador perde o fio narrativo, e era fácil que o perdesse, pois jogas bastante, interrompendo a tensão do hospital, muito absurda, que, talvez, se fosse toda apresentada sem interrupções, seria demasiado irreal, inacreditável.

Bom, meu amigão, vi filme com prazer e gostei do que vi.

Um forte abraço

E.
É claro que eu vou muito com a cara da Beca, e até gosto do curta dela, foi só maneira de falar, tem que explicar porque tem gente que não gosta de entender e adora uma competição. Acho saudável.
O que eu não acho saudável é o Hique ter que remontar seu Francisca, a Rainha dos Pampas, porque o Raul Corta Jr. achou muito Gay. É claro que é, essa é a graça da história, tava no argumento, no roteiro, desde sempre, e foi aprovado pela comissão de seleção. O que o pessoal dessa comissão iria achar dessa censura que tá rolando? Na hora da decisão todos se acharam muito modernos apoiando esse projeto, agora que ficou pronto caíram na real. É medo. Nada mais. E a mediocridade que vem junto.
O Hique não pode nem protestar, porque a Rbs sempre tem um trabalho pra ele. Ninguem vai protestar porque todo mundo quer trabalhar.
É a censura, minha gente, poderosa, e agora em versão 2003, silenciosa.
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Vivemos num limite muito sutil entre nosso egoísmo natural, e uma necessidade de estar com o outro. Somos sobreviventes.

20031118

Aquela lista, pra quem não entendeu,´é uma lista dos 40 melhores diretores, que saiu no THE GUARDIAN, de Londres.
Acabei de saber que perdi o primeiro lugar do Perfeição para o Ponto de Vista. Saco, tentei não dar bola pra nota, no fundo sabia que ia ser ultrapassado, mas acho que me contagiei com a torcida da família e amigos. Competição é uma merda, agora tô chateado e com nojo da Beca, que dirigiu aquela história piegas e improvável.
Mas como disse a Carola, todos os taxistas de Porto Alegre devem ter feito campanha. Até os cegos votaram. Ver sinopse no clicrbs.
Vai passar.