De novo a história dos prêmios. Tá, última vez, apesar de blog ser o pulpito da autoreferência. Mas até pra isso sou ateu.
Bem, eu gostaria de ter ganho pra poder dizer algumas palavras. É absurdo, aparentemente trabalhamos em um negócio em que uma imagem vale por mil palavras. Mas o que nos faz chegar até aí valem milhões de palavras. Muito agradecer e muito dedicar. Só isso.
Mas devo confessar que eu me sinto quase maldito, cult. Ganhei no contraste. Os prêmios em branco. Eu no preto. Yng.
Ou Yang? Os que ficaram em dúvida comprovam minha teoria.
Ganhei um parenteses na zero hora. Depois dizem que a RBS é grêmio. Eu não entendo mais nada.
Até o próximo.
20031212
20031210
PREMIO HISTÓRIAS CURTAS 2003
Eu realmente achava que alguma coisa levaria. Mas nada. Muitos abraços, o que foi ótimo. FUi extremamente consolado por pessoas que também acreditaram na minha aposta de curta. Foi ótimo, eu me sentia como se realmente tivesse ganho alguma coisa. E meu comportamento foi digníssimo, um espírito esportivo olímpico!
Mas essa página é só minha...
Não vi o Melhor curta, "O Homem que nada fazia e um dia fez", melhor direção também(na hora em que anunciaram "Rafael...F...igueiredo" eu e a minha torcida tivemos um frio na barriga, mas confesso que antes da metade eu já saquei que não ia rolar nada). Vi o "Ponto de Vista". Eles tem suas qualidades, merecem tudo. Mas eu, e acho que meus colegas dos outros curtas também, tive a sensação de ser convidado para uma festa de uma produtora. Dos 11 prêmios, 9 foram para os 3 curtas direta, ou indiretamente ligados à Cooperativa de Video. Hoje me senti um otário de acreditar que poderia ter ganho alguma coisa, não estando ligado a uma produtora que emprega muita gente, pessoas que fizeram parte da votação da "Academia". Me disseram que tinha gente na sala perguntando: qual é o nome do que é pra votar mesmo? Mas isso é suuuupernormal.
A apresentação, tipo Oscar, foi bem legal, parabéns ao Perin, que apesar de não me chamar pra trabalhar mais, é um cara competente e esforçado. Os convidados para apresentar o evento ficavam tirando sarro dos seus textos, tava uma coisa bem Bagasexta, acho que tá virando um estilo gaucho de se autoavacalhar. O que salvou foi a homenagem ao Walmor Chagas, emocionate e merecida. Passaram um numero dele no fantástico, declamando "Poema em linha reta", do Fefê Pessoa, foi um ótimo consolo aos "perdedores"da noite.
"Nunca conhecia alguém que não tivesse levado porrada...todos os meus amigos, tem sido campeões em tudo...
...estou cansado de semideuses, onde é que se pode encontar apenas gente?"
Tudo a ver não?
À saída da sessão fiz questão de acender-lhe um cigarro. Sempre admirei muito aqueles cabelos brancos fofos sobre a pele morena de um galâ, gay.
Foi meio palhaçada. Mas é isso aí, ano que vem tem mais!
E não venham me tirar pra loser...
So why dont u kill me?
Mas essa página é só minha...
Não vi o Melhor curta, "O Homem que nada fazia e um dia fez", melhor direção também(na hora em que anunciaram "Rafael...F...igueiredo" eu e a minha torcida tivemos um frio na barriga, mas confesso que antes da metade eu já saquei que não ia rolar nada). Vi o "Ponto de Vista". Eles tem suas qualidades, merecem tudo. Mas eu, e acho que meus colegas dos outros curtas também, tive a sensação de ser convidado para uma festa de uma produtora. Dos 11 prêmios, 9 foram para os 3 curtas direta, ou indiretamente ligados à Cooperativa de Video. Hoje me senti um otário de acreditar que poderia ter ganho alguma coisa, não estando ligado a uma produtora que emprega muita gente, pessoas que fizeram parte da votação da "Academia". Me disseram que tinha gente na sala perguntando: qual é o nome do que é pra votar mesmo? Mas isso é suuuupernormal.
A apresentação, tipo Oscar, foi bem legal, parabéns ao Perin, que apesar de não me chamar pra trabalhar mais, é um cara competente e esforçado. Os convidados para apresentar o evento ficavam tirando sarro dos seus textos, tava uma coisa bem Bagasexta, acho que tá virando um estilo gaucho de se autoavacalhar. O que salvou foi a homenagem ao Walmor Chagas, emocionate e merecida. Passaram um numero dele no fantástico, declamando "Poema em linha reta", do Fefê Pessoa, foi um ótimo consolo aos "perdedores"da noite.
"Nunca conhecia alguém que não tivesse levado porrada...todos os meus amigos, tem sido campeões em tudo...
...estou cansado de semideuses, onde é que se pode encontar apenas gente?"
Tudo a ver não?
À saída da sessão fiz questão de acender-lhe um cigarro. Sempre admirei muito aqueles cabelos brancos fofos sobre a pele morena de um galâ, gay.
Foi meio palhaçada. Mas é isso aí, ano que vem tem mais!
E não venham me tirar pra loser...
So why dont u kill me?
20031208
Ontem saiu uma reportagem no caderno donna, sobre os grupinhos no colégio. De que havia a turma dos bacanas e a dos excluidos. Sempre teve isso. E eu sempre tentei estar dentre os bacanas, pra avacalhar, e dos excluidos, pra me sentir um cara legal.
Hoje eu me sinto bacana entre excluídos e excluído entre os bacanas. Tem uma coisa muito especial em ser excluído, uma bizarrice escondida, um segredo mortal, uma não obviedade. Os bacanas são sempre óbvios, estão sempre cercados de outros bacanas, concordam muito entre si, especialmente quando o papo é identificar quem é menos bacana do que eles.
Outro dia li o Juremir Machado( O mais bacana de todos os excluídos, um Deus entre os laicos). Ele falava das pessoas que usam a expressão bacana, dizia que não conseguia usar esta expressão, que isso era coisa do pessoal da casa de cinema. Nada como quem está fora do nosso mundinho, para nos sentirmos por dentro de alguma coisa, mesmo quando não temos a mínima idéia do que seja essa coisa.
Hoje eu me sinto bacana entre excluídos e excluído entre os bacanas. Tem uma coisa muito especial em ser excluído, uma bizarrice escondida, um segredo mortal, uma não obviedade. Os bacanas são sempre óbvios, estão sempre cercados de outros bacanas, concordam muito entre si, especialmente quando o papo é identificar quem é menos bacana do que eles.
Outro dia li o Juremir Machado( O mais bacana de todos os excluídos, um Deus entre os laicos). Ele falava das pessoas que usam a expressão bacana, dizia que não conseguia usar esta expressão, que isso era coisa do pessoal da casa de cinema. Nada como quem está fora do nosso mundinho, para nos sentirmos por dentro de alguma coisa, mesmo quando não temos a mínima idéia do que seja essa coisa.
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