Ontem saiu uma reportagem no caderno donna, sobre os grupinhos no colégio. De que havia a turma dos bacanas e a dos excluidos. Sempre teve isso. E eu sempre tentei estar dentre os bacanas, pra avacalhar, e dos excluidos, pra me sentir um cara legal.
Hoje eu me sinto bacana entre excluídos e excluído entre os bacanas. Tem uma coisa muito especial em ser excluído, uma bizarrice escondida, um segredo mortal, uma não obviedade. Os bacanas são sempre óbvios, estão sempre cercados de outros bacanas, concordam muito entre si, especialmente quando o papo é identificar quem é menos bacana do que eles.
Outro dia li o Juremir Machado( O mais bacana de todos os excluídos, um Deus entre os laicos). Ele falava das pessoas que usam a expressão bacana, dizia que não conseguia usar esta expressão, que isso era coisa do pessoal da casa de cinema. Nada como quem está fora do nosso mundinho, para nos sentirmos por dentro de alguma coisa, mesmo quando não temos a mínima idéia do que seja essa coisa.