20020808
A manhã vai passando. O céu prenunciava uma chuva terrível, mas agora a roupa já está pendurada no varal. Ouço um piano revitalizador...O piano é voz de uma cultura mais sutil. Longe da agressividade, da ignorância, do medo de ter medo, do medo de ser triste, verdadeira síndrome desses tempos funcionalistas. Antes as pessoas tinha direito a ser tristes. Hoje é bola pra frente demais. Ultrapassamos a meta, mas deixamos o próprio jogo pra trás. Mas eu não. Eu gosto de filme "parado", trip-hop, Debussy e Dostoiewsky.
20020807
EU ACREDITO NA IMORTALIDADE. Mas ela não está no céu, nirvana, ou coisa que o Vahala. Ela esta na arte, e a arte vale qualquer sacrificio justamente por isso. Meu amigo C. T. fala de Renato Russo, Cazuza...Poderiam suas poesias serem tão incisivas, instigantes, certas, enfim, se não fosse o risco corrido em suas próprias vidas? Vamos viver uma vida mediocre movida pelo medo do ridículo ou da morte. Isso não é vida, é passagem. Turismo.
Realmente, é tudo uma questão de escolha.
Para a maioria...
Para alguns não há escolha.
Para estes, mais que tolerância, um mínimo de respeito.
Realmente, é tudo uma questão de escolha.
Para a maioria...
Para alguns não há escolha.
Para estes, mais que tolerância, um mínimo de respeito.
20020805
ACABOU!!!!!!!!!Acabram as gravaçoes de mais um curta. É o momento que imagino quando começam as gravações, tudo aquilo pela frente, horas, angustias, equívocos, risadas, idéias mágicas...Mas chega uma hora acaba. São tantos detalhes que envolvem uma gravação, se depende tanto das pessoas, que é uma dinâmica de grupo, de manter o clima, ser amigo e profissional ao mesmo tempo. Eu acho que estou cada vez melhor nessa de assistente. Foram tantas idéias minhas de planos, principalmente os travellings...Acho que foi por que de tanto montar uma versão mais leve, chamada ligeirinho, mas que me enchia o saco, princpalmente pelo peso do carrinho, nas gravações de um documentário, que acabei pegando gosto por essa linguagem, que engenhosamente junta planos de uma decupagem em 1 só. Leva tempo, ensaio, pro fotógrafo é ruim de iluminar, mas vale a pena...
Enfim, mas o meu trabalho principal é: falar a toda equipe o que vamos fazer, com antecedencia, coordenar o instante da gravação, envolvendo nisso a minha voz, que é alta, dá um certo respeito...
Ontem teve uma engraçada, Parou um carro no fundo do quadro, e eu entre pedir e ir fui, correndo, bom, o carro disparou, como um cavalo assustado, tudo em quadro, me senti um gorila...Mas enfim.
Só o que ainda me irrita é quando falta convicção ao diretor e ele fica indeciso e quer continuar gravando, esperando pela mágica do cinema. Ela vem, mas não é repetindo 500 vezes. E a cada vez, deve se precisar bem o motivo por que vai se tentar fazer melhor, senão a desmotivação pega. afinal, ninguem é palhaço de ninguém.
Mas a Ivana, pra o 1. curta, foi bem legal, ela é calma quando está tudo certo, um pouco ansiosa com os detalhes, às vezes muito acomodada na cadeira de diretor, dirigindo no monitor. Mas confesso, se eu tivesse um assistente como eu, não me importaria de ficar bem assim, só tranquilo, filosofando sobre o contra-luz.
Agora recebo as vistas de Edu e Kim para animar essa tarde de segundas intenções.
Enfim, mas o meu trabalho principal é: falar a toda equipe o que vamos fazer, com antecedencia, coordenar o instante da gravação, envolvendo nisso a minha voz, que é alta, dá um certo respeito...
Ontem teve uma engraçada, Parou um carro no fundo do quadro, e eu entre pedir e ir fui, correndo, bom, o carro disparou, como um cavalo assustado, tudo em quadro, me senti um gorila...Mas enfim.
Só o que ainda me irrita é quando falta convicção ao diretor e ele fica indeciso e quer continuar gravando, esperando pela mágica do cinema. Ela vem, mas não é repetindo 500 vezes. E a cada vez, deve se precisar bem o motivo por que vai se tentar fazer melhor, senão a desmotivação pega. afinal, ninguem é palhaço de ninguém.
Mas a Ivana, pra o 1. curta, foi bem legal, ela é calma quando está tudo certo, um pouco ansiosa com os detalhes, às vezes muito acomodada na cadeira de diretor, dirigindo no monitor. Mas confesso, se eu tivesse um assistente como eu, não me importaria de ficar bem assim, só tranquilo, filosofando sobre o contra-luz.
Agora recebo as vistas de Edu e Kim para animar essa tarde de segundas intenções.
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