A manhã vai passando. O céu prenunciava uma chuva terrível, mas agora a roupa já está pendurada no varal. Ouço um piano revitalizador...O piano é voz de uma cultura mais sutil. Longe da agressividade, da ignorância, do medo de ter medo, do medo de ser triste, verdadeira síndrome desses tempos funcionalistas. Antes as pessoas tinha direito a ser tristes. Hoje é bola pra frente demais. Ultrapassamos a meta, mas deixamos o próprio jogo pra trás. Mas eu não. Eu gosto de filme "parado", trip-hop, Debussy e Dostoiewsky.