Ontem assisti, em cópia pirata, ao PERFUME, filme baseado em um livro que li entre redes em floripa há uns 15 anos atrás. Muito fiel ao livro(no que diz repsito a uma memoria de 15 anos atrás ser capaz de guardar), enfrentou com recursos literários a difícil missão de registrar em tela, os cheiros. Mesmo quando mostra, é mais pela evocação de nomes e palavras do que por imagens, que faz alusão ao cheiro. Madeira, pedra quente, agua, laranjeira. Vemos, mas a evocação da PALAVRA é que bate mais rápido no nosso cortex cerebral, cerebelo ou ce-lá o que.
Mas o filme´é muito bom, o ator que faz o papel do serial-smeling é ótimo, e tá lá o Dustin Hoffman numa pontinha daquelas que ele se especializou em fazer. Brilha, de canto.
Deu uma vontade louca de desenvolver o olfato. O curioso é que, além de eu nnca ter me ligado nisso, estou com uma gripe, e de cheiros, nem o cheiro...
Mas é impressão minha ou cheiros não são tão relevantes hoje em dia? Mundo asséptico e de ar condicionado, acho que não mais mesmo.
Lembro da minha época de adolescente entrando pras hordas de conquistadores baratos, o cheiro da moda vinha de um perfume chamado STILLETO. Era o must. Tempos depois vim a descobrir que o CKONE era bom, mas aí já não praticava mais rituais basicos de conquista.
Passar perfume atrás da orelha e nos pulsos. Vou tentar novamente, assim que passar da gripe...