20081031

TOC - TrOCadilho

Quem me conhece sabe, eu devia ser publicitário mesmo, tamanha compulsividade em fazer trocadilhos, inventar nomes de festas e tal. Mas pra ser publicitario não basta ser criativo. O cara tem que planejar, criar mio limitado em cima de um cliente 99.9999% das vezes inseguro. A[i criatividade, meu amigo, é mais gerencial.
Mas, voltando aos trocadilhos, funciona assim. Começam a me contar uma história, quando se vislumbra uma conexão entre o sujeito e a frase inteira, eu resumo assim: 
Nome + contexto: trocadilho= resumo da frase.
Exemplo, Ontem um amigo me falou que foi no show do Julio Reni e pegou no sono= Julio MIMI.
QUeria ir na festa do Flosstradamus, mas ouvi no myspace e...FRUSTRADAMUS.
O que acho legal é o poder de síntese de um trocadilho, passa o contexto JUNTO com o nome.
Eu não consigo articular frases muito longas, no meio da frase mudo de idéia, acho que é uma razão de gostar da síntese.
PULP FRICTION! Ou festa com influência de cinema cult e clima de sensualidade e diversão.
Ah, pra registrar, quem me batizou como RAFAHELL foi o Padrax, vocalista da Grosseria e queridão da cidade. Porque nas festas sou RAFAS agora? Ah, vai levar o inferno no nome pra saber...

20081029

WHASUUUUUP 2008



Tambem poderiam acrescentar o fato de que até a Bud não é mais americana.
Realmente, what's up?

BEAT CHIC presents: LES JOHNSON

::: Quinta feira 30 outubro 22h - CABO HORN :::
Rua da República, 649 - cidade baixa - porto alegre
Les Johnson começou em 1998 tocando bossa nova e música de churrascaria. Entre vários shows e diversas formações, em 2003 lançou o seu primeiro disco pela Trama, o qual teve uma boa repercussão na época e hoje está fora de catálogo. Agora estão de volta trazendo pérolas sonoras como “Jessica”, “Tabhatta”, “Alegria” e “Clube Brasil”, além de versões de clássicos, obscuridades e vinhetas de Rádio AM, no melhor clima lounge/easy listening. Suas influências são: Ennio Morricone, Lafayette, Italian Grooves 60´s & 70´s, Serge Gainsbourg, Barigozzi Group, Juan Garcia Esquivel, etc.

http://www.myspace.com/lesjohnsonlounge

20081027

A dura vida em um mundo FREE


Se alguém já leu o FREE, do Chris Anderson, se alguém tem algum palpite, pode botar na roda.

Eu sinceramente, não sei.

Acho que o conteudo vai virar uma commoditie.

Vai ter um preço por minuto/hints. Quem vai financiar vão ser grandes distribuidores de conteúdo, as plataformas digitais de hoje, uol, google, etc.(etc podia ser nome de uma né?). Elas vão ter a possibilidade de conquistar patrocínio e distribuir os dividendos entre seus fornecedores.

Os custos de produção tendem a baixar. Com a cloud computing, armazenamento e programas de edição estarão on line, diminuido o investimento em computação. Trabalhos associados tendem a crescer, diminuindo também o custo de funcionários em empresas.

A questão é o financiamento. Em um mundo de crédito escasso, o escambo vai crescer. A produtora presta um serviço pra um ator participar, um comercial pra um restaurante oferecer comida, linha de desconto para o produção em postos de gasolina, etc. Parece amador e utópico, mas em mundo com escassez de dinheiro como aparece na esquina, as colaborações tendem a ter um papel importante. Aí vai ser grande a responsabilidade no gerenciamento de recursos e pessoas. Ou seja, pra tudo ser free, tem que mudar muita coisa e se passar muito trabalho...

20081024

Designers para Obama

Não são só músicos, atores e atrizes que estão demonstrando o seu apoio para o candidado à presidência dos Estados Unidos, Barack Obama. Cinquenta designers fizeram pôsteres para demonstrar o seu apoio ao candidado, e vários deles ficaram bem legais... maisAchei essa interessante, porque dá bem a idéia do que penso ser a eleição americana: um grande espetáculo, um tele catch, com resultado previsível, e que não vai mudar muita coisa. Ou alguém não lembra que o Bill Clinton também invadiu lá uns países, Somália, Kosovo(pra isso despejando toneladas de bombas na bela Belgrado), além dos democratas serem super protecionistas em favor de seus trabalhadores locais. Mas esperança alheia a gente respeita, tivesse lá, votava no negão, claro!


Ótimo curta de animação

20081013

Sobre a vida num mundo líquido-moderno

Separei esses dois trechos a segurir, antes, mas Bauman fala de cidades, de planejamento urbano, ao falar de cultura, ao falr de individuo. É a hermeneutica, a leveza da hermeneutica, que desapegada de todo o peso intelectual de séculos mundos que já passaram, pode usar a inteligência que chegou até aqui graças a todo esse acumulo de conceitos, pra exercer sua estratégia mental, e menos bibliografia.


Ana Arendt in b.p78

“Na atitude básica do indivíduo moderno, que, em sua alienação em relação ao mundo, só pode realmente revelar-se ma privacidade e intimidade dos encontros face a face”.

Zygmunt Bauman

O estado vira o agente. Honestos corretores das necessidades(leia-se pressões) do mercado. A cultura é gerenciada para o indivíduo, consumidor, suas necessidades pagas. São esses os critérios, de mercado de consumo.


http://vidaliquidabauman.blogspot.com/

20081011

INTELECTUAL, CHEGOU A SUA HORA!



A crise financeira atual é a tragédia mais anunciada pela mídia em toda história, depois do colapso ambiental. Há anos se lê sobre "bolha imobiária", mas a economia seguia em ritmo acelerado, desgovernada. Muito se usa a metáfora da locomotiva na economia, os Estados Unidos sendo o carro a puxar os outros vagões. Acho que dentro dessa locomotiva há um bando de diferentes nacionalidades e aptidões, e de dentro dos outros vagões tentam escapar diferentes pessoas, no seu geral quem tenta pensar. O resto é estagiário ou passageiro.
Corretores da bolsa, donos de banco, traficantes de droga que enriquecem alimentando esse frenesi, advogados que usam a justiça a favor do seu cliente, e mais o resto da humanidade que crê no bem, ou não. Todos estamos nesse trem. Todos vítimas. Se podem explicar por diferentes metáforas e linguagens as origens do colapso do dinheiro virtual, mas o que ninguém consegue explicar é como não se pôde mudar a trajetória do trem, barco, sistema, em direção ao desfiladeiro.
Acho que teve muita gente que se preparou bem, entre perdas e ganhos, algo garantiu. Mas muitos desavisados, em um sistema social que aboliu a reflexão, agora se pergunta, o que acontece. Mas tem algo de patético nisso, como se assistíssimos um "tele catch" uma luta livre fake, aquelas de mascarados, acreditando no embate.
Sob o rótulo de "burrocracia" sistemas complexos de regulamentação foram abolidos. Em seu lugar, a liberdade. Pois bem, encurtando o assunto. Agora que nem os economistas sabem o que está acontecendo, e o que vai acontecer, chegou a hora dos INTELECTUAIS!!
Dedicados, SÉRIOS, profundos mas também versáteis, eles não vão salvar o mundo de nada, mas podem tranquilizar muito com todos seus sinônimos para sintomas, ao descobrirmos que, mais uma vez, o mundo não acabou, só ficou diferente.
Então vamos tentar aproveitar as características desse "diferente" primeiro por falar sobre ele.
Alguém se arrisca a começar?
Intelectual, não tenha medo de ser um.

20081008

Cornelius:

Esse japonês é muito cool.

Clique e vai! Cornelius: Sensurround: Music
Sensurround is the visual component to 2007's Sensuous(Everloving). Collaborators include Tsujikawa Kochiro, Japanese art/design collective Groovisions & Takagi Masakatsu, who together produce vivid and captivating complements to the album.DVD available at the Everlovi

20081005

Pulp Friction # 69 - Edição "Eu te amo, porra!"

RELEASE NÃO OFICIAL E PESSOAL
Sábado que vem volta a lenda viva da noite de Porto Alegre.
Pulp Friction no Ocidente Sábado, dia 11.
Celebrando a abertura do Festival Cine Esquema Novo
a Pulp faz uma homenagem odarismo, ao bem estar bem Brasil. No som e no telão o melhor dos embalos do nossos animados e "tristes" trópicos. Yog, Dregus, Lio e Rafones, o agora Quarteto Frictástico se revezam na missão deliciosa.
No Ox, rock pra quem pede, e pede mais, e mais...Sugestões nos comments, plis.

20080925

Semana Farroupilha 2008

Não sou tão ufanista, mas acho que esse filme ficou mais pro lado sensível. Eu que fiz(e mais uma galera!)

20080923


Rare grooves, etnobeats, roquinhos, pancadão, classic disco, space mambo...

THAT'S PULP!
Sexta, 26/09, a partir da meia-noite no clubinho-delícia da Independência, o Cabaret do Beco.

Discotecagem do balançante Trio Frictura (Dregus, Rafones & Lio)
e do querido pulpilo Yog Mars (el sexy barbudón).
Convidados especiais: Funk Soul Brothers (100% black music).

Hostess: Miss Giroflai.
Ingressos: R$15 no local, ou R$10 na lista amiga:
http://www.orkut.com.br/CommMsgs.aspx?cmm=49793586&tid=5248939228292869059&na=4

Do it again...
O quê? PULP CABARET
Sexta, 26/10

Onde? Cabaret do Beco (Independência, 590)
Quanto? R$15
Como? Superbad! Hu-ha!

20080918

Cegueira, um ensaio sobre.




Tenho grande respeito pelo Fernando Meirelles. Típico self-made- man brasileiro, chegou lá pela inteligência, não por bajulação ou por política, mas por muito talento e trabalho, depois de ralar na tv, na publicidade, pelo que faço, imagino algumas que passou(um audiovisual...). Bem, na publicidade aprendeu a filmar bonito, a fazer a inteligência verter pelo melhor enquadramento, e também a ser dinâmico, aproveitando cada frame de seus poucos segundos para comunicar um conceito. Aprendeu também a usar referências. Impossibilitados de imaginar, face às inúmeras possibilidades visuais com que contam os clientes e criadores, é mais fácil concordar acerca de uma imagem. É o famoso "desenha que sou surfista" que um dia já falei aqui sobre e ainda vou falar mais, já que é uma questão importantíssima na arte e na publicidade atual.
Bem. Aí o Meirelles resolveu fazer filmes. E se deu bem, muito bem. Se o primeiro, "Domésticas" passou meio batido, mas já mostrava todo domínio da linguagem, "Cidade de Deus" ainda dispensa comentários, vamos poder falar mal desse filme daqui uns 3 anos, mas ainda não dá. Ele simplesmente quebrou paradigmas. Subverteu a equação cinema de pobre = cinema pobre, adaptou um livro bom fazendo um filme bom e conseguiu dar ao cinema a intensidade que os filmes publicitários experimentaram nesse começo de século.
Mas com Saramago não se brinca...
O Escritor português emprestou sua inteligência à muita gente, que ficava com um QI superior só ao levar o livro em baixo do braço, ou até na praia. Mas de fato ele deixa a gente mais inteligente, porque sua escrita é uma verdadeira luta pela preservação da mente erudita, não pela vaidade acadêmica, mas porque vivemos num mar de palavras do qual o significado nos escapa, usamos muito e mal. Com Saramago refletimos o porque de falarmos como falamos, de pensar e agir como fazemos. Ele pára a rodinha redundante e automática do ratinho da nossa mente, faz da reflexão uma bênção, acima das ideologias e das paixões.
Pois bem. Ele é frio. Quem se emociona ou não é quem lê o surrealismo da vida, através das metáforas que ele nos apresenta. Cegueira universal, a morte que entra em greve, um pedaço de terra que se desprende do continente. São pra pensar...
Em um filme, o jogo é outro.
Blindness, do Meirelles, respeita o tom grave do livro. E só. Transforma o surrealismo da situação-tema do filme, a cegueira coletiva, em um filme de terror. Claro que foi essa a sacada do filme: "Porrrrrra meu, esse filme dá um puuuuta filme de terror!" O problema é que num mundo de Saramago, de Revista Bravo, de Ilustrada, isso não pega bem. Então começam os pecados.
Vou enumerar o que senti, porque me alonguei na conversa:
1. O livro é frio, o filme não, ele implora e escorre compaixão e humanidade.
2. Os personagens principais no livro agem condicionados aos fatos. No filme, isso fica insuportável, e quando há uma revolta com a situação, um problema de casal se sobrepõe à uma revolta. DR. 
3. O problema da cena do estupro não é a cena em si, mas a absurda resignação com que as mulheres se submetem, no livro fica mais explícito, apesar de implícito(...), a pressão dos seus homens para que o fizessem, metáfora...
4. A trilha tem momentos constrangedores. Uakti me gerou expectativa, mas talvez, as referências encobriram a intenção da cena.
5. Em vários momentos eu me sentia assistindo um documentário sobre a vida, encomendado pelo Banco Real. Tão humano que fica fake.
6. Os offs, ai os offs. Um amigo uma vez me deu um conselho para a vida toda: evite os offs rafa. Eles subestimam o espectador e o próprio diretor. Tudo bem que é o Danny Glover, mas nem que fosse o Pereio!
7. O elenco multiculti. Que coisa mais anos 2000, multiculturalismo...Não dá. O mundo é de guetos que se cruzam, mas sua convivência é negociada. Das diferenças se vêem as identidades. Sem diferenças, são só olhos mais puxados ou menos, e uma língua diferente. Não basta pra compor um personagem, ele ter uma etnia diferente. Só em filmes publicitários.
8. Se em Saramago questionamos as palavras, em Meirelles somos expostos a imagens que na nossa imaginação podem passar, mas na tela, para todos, incomoda, não questiona. Cai no óbvio. O mau com cara de mau, cachorros comendo visceras de uma criança NÃO PRECISAVA.

Pois é, o filme foi montado a partir de muitas referências, muitas sacadas, uma ótima fotografia, uma arte forçada, mas coerente...Bem tens uma apresentação, mas não uma obra. Insuficiente e até prejudicado pela natural expectativa que criou. Não é filmão, nem que quisesse. FIcou no meio do caminho entre a sutileza e o pulso forte

Continuo admirando a corajem e o desprendimento de Meireles, voto por ele no que que quiser, quero muitos e melhores filmes dele, pelo que ele agrega em talento humano, sendo uma pessoa transparente, bem sucedida e com uma imagem "do bem", sem a malandragem e proseltismo que durante anos sufocaram o cinema brasileiro. Até peço perspectiva na crítica que faço. 
Li á algum tempo já o livro, e foi marcante entrar naquele mundo. Ver um figurino c&a na minha imaginação me provoca.
É tão perigosa a adaptação, que sai do cinema precisando urgentemente ler Saramago, porque fiquei desconfiando até da obra desse bom velhinho que gosto muito. Não teria eu me deixado levar pela aura dele? Que se tirarmos isto, sobra uma obra prolixa e panfletária?
Acreditem, fiquei em dúvida, vou ter que ler.

Dica:
Para quem vai ver o filme. Se ficar muito chocado com a podridão humana nas cenas do asilo se confortem: não precisarão conhecer o nosso infame, interditado e ainda funcionando PRESÍDIO CENTRAL DE PORTO ALEGRE( Bah meu, isso é que seria filme de terror...)
Legal

Acompanhem as agruras existenciais e sinceras de Fernando Meirelles em Blindness, o blog:
http://blogdeblindness.blogspot.com/

20080914

Travel IQ Challenge: Joguinho legal.

Esse joguinho simples vai fazer você lembra de war, mas principalmente de geografia. Repare que não vai estar no nível de um americano ou de um paulista, mas terá sua dificuldade inicial. Depois melhora, refresca e acelera o cerebro. Tem o modo buscar no mapa pelos nomes de cidades, e também por fotos, que é muito legal porque tu busca não só pela foto, se ficar em dúvida o nome do autor ou da fonte podem te ajudar.
http://www.travelpod.com/traveler-iq/game1