A crise financeira atual é a tragédia mais anunciada pela mídia em toda história, depois do colapso ambiental. Há anos se lê sobre "bolha imobiária", mas a economia seguia em ritmo acelerado, desgovernada. Muito se usa a metáfora da locomotiva na economia, os Estados Unidos sendo o carro a puxar os outros vagões. Acho que dentro dessa locomotiva há um bando de diferentes nacionalidades e aptidões, e de dentro dos outros vagões tentam escapar diferentes pessoas, no seu geral quem tenta pensar. O resto é estagiário ou passageiro. Corretores da bolsa, donos de banco, traficantes de droga que enriquecem alimentando esse frenesi, advogados que usam a justiça a favor do seu cliente, e mais o resto da humanidade que crê no bem, ou não. Todos estamos nesse trem. Todos vítimas. Se podem explicar por diferentes metáforas e linguagens as origens do colapso do dinheiro virtual, mas o que ninguém consegue explicar é como não se pôde mudar a trajetória do trem, barco, sistema, em direção ao desfiladeiro. Acho que teve muita gente que se preparou bem, entre perdas e ganhos, algo garantiu. Mas muitos desavisados, em um sistema social que aboliu a reflexão, agora se pergunta, o que acontece. Mas tem algo de patético nisso, como se assistíssimos um "tele catch" uma luta livre fake, aquelas de mascarados, acreditando no embate. Sob o rótulo de "burrocracia" sistemas complexos de regulamentação foram abolidos. Em seu lugar, a liberdade. Pois bem, encurtando o assunto. Agora que nem os economistas sabem o que está acontecendo, e o que vai acontecer, chegou a hora dos INTELECTUAIS!! Dedicados, SÉRIOS, profundos mas também versáteis, eles não vão salvar o mundo de nada, mas podem tranquilizar muito com todos seus sinônimos para sintomas, ao descobrirmos que, mais uma vez, o mundo não acabou, só ficou diferente. Então vamos tentar aproveitar as características desse "diferente" primeiro por falar sobre ele. Alguém se arrisca a começar? Intelectual, não tenha medo de ser um.
Clique e vai! Cornelius: Sensurround: Music Sensurround is the visual component to 2007's Sensuous(Everloving). Collaborators include Tsujikawa Kochiro, Japanese art/design collective Groovisions & Takagi Masakatsu, who together produce vivid and captivating complements to the album.DVD available at the Everlovi
RELEASE NÃO OFICIAL E PESSOAL Sábado que vem volta a lenda viva da noite de Porto Alegre. Pulp Friction no Ocidente Sábado, dia 11. Celebrando a abertura do Festival Cine Esquema Novo a Pulp faz uma homenagem odarismo, ao bem estar bem Brasil. No som e no telão o melhor dos embalos do nossos animados e "tristes" trópicos. Yog, Dregus, Lio e Rafones, o agora Quarteto Frictástico se revezam na missão deliciosa. No Ox, rock pra quem pede, e pede mais, e mais...Sugestões nos comments, plis.
Tenho grande respeito pelo Fernando Meirelles. Típico self-made- man brasileiro, chegou lá pela inteligência, não por bajulação ou por política, mas por muito talento e trabalho, depois de ralar na tv, na publicidade, pelo que faço, imagino algumas que passou(um audiovisual...). Bem, na publicidade aprendeu a filmar bonito, a fazer a inteligência verter pelo melhor enquadramento, e também a ser dinâmico, aproveitando cada frame de seus poucos segundos para comunicar um conceito. Aprendeu também a usar referências. Impossibilitados de imaginar, face às inúmeras possibilidades visuais com que contam os clientes e criadores, é mais fácil concordar acerca de uma imagem. É o famoso "desenha que sou surfista" que um dia já falei aqui sobre e ainda vou falar mais, já que é uma questão importantíssima na arte e na publicidade atual. Bem. Aí o Meirelles resolveu fazer filmes. E se deu bem, muito bem. Se o primeiro, "Domésticas" passou meio batido, mas já mostrava todo domínio da linguagem, "Cidade de Deus" ainda dispensa comentários, vamos poder falar mal desse filme daqui uns 3 anos, mas ainda não dá. Ele simplesmente quebrou paradigmas. Subverteu a equação cinema de pobre = cinema pobre, adaptou um livro bom fazendo um filme bom e conseguiu dar ao cinema a intensidade que os filmes publicitários experimentaram nesse começo de século. Mas com Saramago não se brinca... O Escritor português emprestou sua inteligência à muita gente, que ficava com um QI superior só ao levar o livro em baixo do braço, ou até na praia. Mas de fato ele deixa a gente mais inteligente, porque sua escrita é uma verdadeira luta pela preservação da mente erudita, não pela vaidade acadêmica, mas porque vivemos num mar de palavras do qual o significado nos escapa, usamos muito e mal. Com Saramago refletimos o porque de falarmos como falamos, de pensar e agir como fazemos. Ele pára a rodinha redundante e automática do ratinho da nossa mente, faz da reflexão uma bênção, acima das ideologias e das paixões. Pois bem. Ele é frio. Quem se emociona ou não é quem lê o surrealismo da vida, através das metáforas que ele nos apresenta. Cegueira universal, a morte que entra em greve, um pedaço de terra que se desprende do continente. São pra pensar... Em um filme, o jogo é outro. Blindness, do Meirelles, respeita o tom grave do livro. E só. Transforma o surrealismo da situação-tema do filme, a cegueira coletiva, em um filme de terror. Claro que foi essa a sacada do filme: "Porrrrrra meu, esse filme dá um puuuuta filme de terror!" O problema é que num mundo de Saramago, de Revista Bravo, de Ilustrada, isso não pega bem. Então começam os pecados. Vou enumerar o que senti, porque me alonguei na conversa: 1. O livro é frio, o filme não, ele implora e escorre compaixão e humanidade. 2. Os personagens principais no livro agem condicionados aos fatos. No filme, isso fica insuportável, e quando há uma revolta com a situação, um problema de casal se sobrepõe à uma revolta. DR. 3. O problema da cena do estupro não é a cena em si, mas a absurda resignação com que as mulheres se submetem, no livro fica mais explícito, apesar de implícito(...), a pressão dos seus homens para que o fizessem, metáfora... 4. A trilha tem momentos constrangedores. Uakti me gerou expectativa, mas talvez, as referências encobriram a intenção da cena. 5. Em vários momentos eu me sentia assistindo um documentário sobre a vida, encomendado pelo Banco Real. Tão humano que fica fake. 6. Os offs, ai os offs. Um amigo uma vez me deu um conselho para a vida toda: evite os offs rafa. Eles subestimam o espectador e o próprio diretor. Tudo bem que é o DannyGlover, mas nem que fosse o Pereio! 7. O elenco multiculti. Que coisa mais anos 2000, multiculturalismo...Não dá. O mundo é de guetos que se cruzam, mas sua convivência é negociada. Das diferenças se vêem as identidades. Sem diferenças, são só olhos mais puxados ou menos, e uma língua diferente. Não basta pra compor um personagem, ele ter uma etnia diferente. Só em filmes publicitários. 8. Se em Saramago questionamos as palavras, em Meirelles somos expostos a imagens que na nossa imaginação podem passar, mas na tela, para todos, incomoda, não questiona. Cai no óbvio. O mau com cara de mau, cachorros comendo visceras de uma criança NÃO PRECISAVA.
Pois é, o filme foi montado a partir de muitas referências, muitas sacadas, uma ótima fotografia, uma arte forçada, mas coerente...Bem tens uma apresentação, mas não uma obra. Insuficiente e até prejudicado pela natural expectativa que criou. Não é filmão, nem que quisesse. FIcou no meio do caminho entre a sutileza e o pulso forte
Continuo admirando a corajem e o desprendimento de Meireles, voto por ele no que que quiser, quero muitos e melhores filmes dele, pelo que ele agrega em talento humano, sendo uma pessoa transparente, bem sucedida e com uma imagem "do bem", sem a malandragem e proseltismo que durante anos sufocaram o cinema brasileiro. Até peço perspectiva na crítica que faço.
Li á algum tempo já o livro, e foi marcante entrar naquele mundo. Ver um figurino c&a na minha imaginação me provoca. É tão perigosa a adaptação, que sai do cinema precisando urgentemente ler Saramago, porque fiquei desconfiando até da obra desse bom velhinho que gosto muito. Não teria eu me deixado levar pela aura dele? Que se tirarmos isto, sobra uma obra prolixa e panfletária? Acreditem, fiquei em dúvida, vou ter que ler.
Dica: Para quem vai ver o filme. Se ficar muito chocado com a podridão humana nas cenas do asilo se confortem: já não precisarão conhecer o nosso infame, interditado e ainda funcionando PRESÍDIO CENTRAL DE PORTO ALEGRE( Bah meu, isso é que seria filme de terror...) Legal
Acompanhem as agruras existenciais e sinceras de Fernando Meirelles em Blindness, o blog: http://blogdeblindness.blogspot.com/
Esse joguinho simples vai fazer você lembra de war, mas principalmente de geografia. Repare que não vai estar no nível de um americano ou de um paulista, mas terá sua dificuldade inicial. Depois melhora, refresca e acelera o cerebro. Tem o modo buscar no mapa pelos nomes de cidades, e também por fotos, que é muito legal porque tu busca não só pela foto, se ficar em dúvida o nome do autor ou da fonte podem te ajudar. http://www.travelpod.com/traveler-iq/game1
Mais um da série BLOGS ÚTEIS, o indeed, ou IFMV atualiza constantemente seus videos, melhor que qualquer MTV(lembra qd era referência de videoclipes?). Além disso tem videos clássicos de jazz e coisas mais antigas. Pra botar nos favoritos. http://ifmv.blogspot.com/
Dave Trott, sobre o dilema entre o “certo” e o “interessante”:
“I always tell students they will usually have to make a choice.
On the one hand: being right, but dull.
On the other hand: being wrong, but interesting.
So which should they choose?
I say go for interesting every time.
Why doesn’t most advertising work?
Because it’s ‘right’.
It’s been debated, discussed, argued, briefed, researched, debriefed, rebriefed, until it’s ‘right’.
And that’s the problem: it’s right.
It’s not interesting.
It’s not interesting, so no one notices it.
No one notices it so no one remembers it.
No one remembers it so it doesn’t work.”
20080903
Na primeira sexta do mês a MARMOTA volta ao PORÃO DO BECO! O que ela encontra? Gente jovem, bonita e maluca, os 3 tiozinhos safados do TRIO FRICTURA (Rafones, Dreguz e LIO) e os amigos da vez:Bruno (CAUBY) Suman e a banda ALCALÓIDES e seus pu-pu-punk rocks divertidos.
É dia 05 de setembro no PORÃO DO BECO, SEXTA, 23h, ingressos a 12 reais.
Quis saber mais sobre o ÍBA, O MONSTRO DO GUAÍBA, e na falta absoluta de mais informações, fui checar uns dados sobre Porto Alegre, maior cidade dentre as que são banhadas pelo LAGO GUAÍBA(já estou me acostumando).
Bem, como são eleições, esses dados ficam disponíveis em qualquer lugar. No caso a fonte(dos dados, não das conjecurações) foi o CLICRBS.
Qualidade de vida
Expectativa de vida: 71,59 anos (FEE/2000) 80.038 hectares de áreas verdes (SMAM) 1 milhão de árvores plantadas em vias públicas Mortalidade infantil: 12,37 por mil nascimentos (FEE/2006) Parques: 8, além do Parque Natural do Morro do Osso, da Reserva Biológica do Lami, e do Parque Saint'Hilaire Praças: 571 urbanizadas Esgoto Tratado: 27% Taxa de anafalbetismo: 3,45% (FEE/2000)
Me chamou a atenção, o fato de que apenas 27% do esgoto é tratado! São 1.415.237 habitantes (FEE/2006) e... Abastecimento: 99,5% da população Número total de ligações: 271.282 Unidades com água e esgoto cloacal: 119.145 Unidades com água e esgoto misto (cloacal e pluvial): 77.613
A grande maioria não tem esgoto tratado, 1.143,955 pessoas, ainda que quase todas recebam água limpinha na torneira, despejam todos os seus piores substantivos, os quais prefiro manter longe deste blog.
Assim, pode-se imaginar que todo esse caldo, somados às contribuições de vizinhos como São Leopoldo que por sua vez tem apenas 21% da m... tratada, e mais dejetos industrias, tudo com um molho de óleo de barcos e frigideiras, é inevitável associar o ÍBA como uma espécie de Jacaré que ficou bombado. Sim, os Jacarés são frequentadores do encontro do Riacho IPIRANGA, que deságua no Guaíba. Água, sofás, pneus, animais...Bem, os Jacarés gostam de tomar sol ali também. Não acredita?
Talvez essa dieta tenha provocado uma adaptação ao novo meio. Pode-se ver que o pescoço grande é útil para alcançar lugares mais altos, além do Rio, como a calçada, por exemplo, onde encontra uma fartura de alimento. Mas repito, são conjecções, supositórias e imaginantes.
Bem, se alguém mais poder contribuir para essa investigação, será de grande utilidade para este momento, em que novamente temos a chance de discutir esses fenômenos.
Para o próximo : o ÌBA, é um problema da cidade, do estado, federal ou chamem a CNN? Em breve faremos desenhos para comprovar a teoria.
Porto Alegre é do contra e tem mania de grandeza. Só isso justifica o fato de que, apesar de ser um Lago, o Guaíba ainda é chamado Rio Guaíba.
Os rios Gravataí, Sinos, Caí e Jacuí desembocam no Delta do Jacuí, formando então o Guaíba, que banha os municípios de Porto Alegre, Eldorado do Sul, Guaíba, Barra do Ribeiro e Viamão. A partir do Guaíba, as águas vão para a Lagoa dos Patos e, por seqüência, para o Oceano Atlântico. Possui área de 547 quilômetros quadrados, comprimento de 50 quilômetros, largura variável entre 900 metros e 19 quilômetros, profundidade média de 3 metros e canal de navegação entre 4 a 6 metros, volume de 1,5 bilhão de metros cúbicos.
Pois é uma área bem grande e ainda desconhecida. A maioria dos portoalegrenses só lembram do "Rio" Guaíba por causa de seu belo pôr-do-sol, mais conhecido entre os locais como " o mais bonito do mundo". Por isso, não é de estranhar que os locais não conheçam, nunca viram, nem ouviram falar do ÍBA, ou " O Monstro Do Rio Guaíba".
Apenas pessoas que todos os dias podem dar uma olhada no Guaíba tem a possibilidade de vê-lo, uma vez que, para sorte de todos, ele não sai da água. Porém, pouco se sabe sobre o ÌBA. OS que viram, pescadores, jet-skyers, velejadores e barqueiros em geral não tem relatos concretos sobre ele. Mas se identificou um hábito peculiar. De 4 em 4 anos ele aparece com mais frequência, coincidindo com as campanhas para prefeitura da capital dos gaúchos. Assim, se oferece uma boa oportunidade de, olhando atentamente para o Lago Guaíba(e para seu nome correto)poder vislumbrar, entre as amplas possibilidades de desfrute da vista, da água, da navegação entre as ilhas e margens opostas, além de observar o ÍBA, que parece querer ver, de 4 em 4 anos, se alguém dá bola pra ele e para o Lago que lhe serve de habitat.
O Creative commons reune educadores, pesquisadores, criativos, cientistas FREE-THINKERS em geral, numa espécie de arca de noé de conhecimento e ação, principalmente. È um bom caminho de encontro de pessoas que buscam conectar desejos a atividades e outras culturas, de uma forma livre. E baseada na rede, multiplicar o conhecimento. è um excelente botão de pânico, Dê uma olhada AQUI. Desde 2005 essa comunidade se reúne fisicamente, em 2006 foi no Rio de Janeiro(sim, o Brasil é muito presente no meio digital mesmo) e esse ano é no Japão. Coisas interessantes, pra variar do círculo CULTURA POP - EGO RECLAMÃO - MÚSICAS HYPES - CINEMA YOUTUBADO.
Que Porto Alegre é uma capital com alma de cidade pequena, todo mundo sabe. Mas é muito irritante pra quem trabalha com cultura e diversão. Como produtor de festas há 5 anos, comecei com a Pulp Friction e nela estou, depois de passagens interessantes como sócio de bar, o SUBJAZZ, o Beco, e dono de outro, o MOSH. Bom, mas minha herança cultural vem de longe. Além de acompanhar o surgimento do tal Rock gaucho(tinha até uma banda URRO, que apesar do nome, tocava o que hoje se chama samba-rock, que me fez pegar nojo), dirigi em 92 uma série de programas pra RBS TV, Talentos do Sul, onde pude ver de perto o esforço pra sobreviver que ótimos artistas tinham que fazer, tocando nos poucos lugares que havia. Basicamente, Opinião e Ocidente, que resistem, e o finado Porto de Elis. Depois surgiu o Garagem Hermética. O garagem, cuja história se pode acompanhar em blog, pela visão particular do seu ex-dono Léo Felipe, foi um passo importante, porque como era mais underground, permitia que bandas se formassem em contato com o público desde o início, o que era bom, porque normalmente se levavam anos de desenvolvimento técnico e puxa saquismo da midia pra ter algum reconhecimento, que em poucos shows já se poderiam obter. E assim Porto Alegre desenvolveu uma cultura quase autosuficiente de artistas, festas, cultura e diversão. Nos últimos anos, parece que tudo veio abaixo. Não foi uma coisa, nem outra, mas o que se vê: - Festa é mais legal que show. De uma hora pra outra, as festas ficaram mais divertidas, e faço parte disso, porque quando a Pulp começou, só se saia pra dançar em rave, discoteque gay ou baile de coroa. Rock, nada. Depois que o Léo e o Ricardo venderam o Garagem, ele acabou sendo fechado por quase 2 anos pela prefeitura, e ao reabrir, a magia tinha ido embora, junto com o público que frequentava. Assim, quando rolava um show, acabava o show e acabava tudo, porque não tinha um mísero dj pra tocar um Kinks e a coisa ficar Wild Thing. Era uma correria pra esquina em busca da cerveja barata. Aí não dá né? TINHA QUE TER UMA FESTA! - A cerveja barata. Ninguém honesto e consciente consegue conciliar cerveja barata com show. Tem que investir um monte pra ter uma estrutura de som, luz e BANHEIROS em um lugar que receba um público. E ponto. Aí também entrei com a incosciência de cobrar barato, no MOSH, mas porque? Porque as pessoas querem beber barato, pagar barato pra ver show, fazer tudo barato. Ms NÃO DÁ. Não aguentei a vergonha semanal de ter que pagar uma miséria pras bandas porque era o que sobrava. - O ROCK GAUCHO. Gaucho é bairrista. Põe um dos rock mais legais feitos no Brasil e...fudeu. Não adianta trazer banda de fora, a galera tá nem aí. Claro, há exceções como a Mallu Magalhães, que recentemente lotou o Porão, e o próprio GIG ROCK, que trouxe coisas boas de fora. MAs falamos de 365 dias em uma cidade de 1 milhão de habitantes, não de uma semana ou de um bar com capacidade pra 500 pessoas. - O NEGÓCIO. Como tudo vira negócio, o under também virou, e o lucro maior é o que importa. As festas precisam de gente, porque gente precisa de gente e gente precisa de bandas? Não, precisa de gente e bebida barata e uma música pra animar. Quem precisa de banda são as próprias bandas, pra se firmar e aí sim começar a fazer alguma diferença cultural. Mas raramente se vê gente de banda em show de outras bandas. DJ? Hoje em dia qualquer um toca. Eu comecei assim, um qualquer um. Mas ficou demais. Agora o que se vê na própria divulgação das festas(sim, nem falo mais de show porque virou raridade) é que o som não é o que importa. Tanto que convivem as mais variadas tribos em busca da...cerveja barata e de GENTE. Como mortos-vivos, são capazes de ficar 2 horas na fila de um lugar porque ele vai bombar. Algum show especial? Não. Gente e...
Agora, qualquer show que cobre 20 reais é caríssimo, o que inviabiliza casas e eventos com qualidade, e muito menos show de fora. Porto Alegre tem o ingresso mais barato do Brasil. Mas eu me pergunto: se a ceva é barata(ok, não é a mais barata do Brasil), se os shows são baratos, se ninguém mais compra cd, as roupas são de brechó, no que gastam o dinheiro? Mas quando tem uma festa open, todo mundo tem 30 reais pra passar a noite bebendo( quem consegue, bebe mais do que precisa). Amigos, o fim chegou. A cultura open acabou com os critérios. E Porto Alegre não passa de uma cidade do interior, onde, na falta do que fazer, se bebe até morrer.
Mas vou estar lá, fazendo a minha festinha, porque foi assim que comecei, ao invés de reclamar, inventei. Dedico esse post a quem se puxa: DISCONEXO, LO PEOR, KISS MY JAZZ, OK:ROCK, BLOW UP e às bandas gauchas, que sinceramente, não sei do que vivem.
Trascender, relativizar, nuvens de confusão? Remédios auditivos, cotonetes mentais: de Arvo Part. http://www.arvopart.info/
Bom para medo de ser cabeça, de ouvir música cabeça, de ler. Desde os anos 80 brincamos de adolescente. Será que a própria brincadeira não pode amadurecer?
Um bom antídoto para a síndrome de ficar velho, é passar a amar coisas "de velho". Tons outonais, livros empilhados, notícias pelo rádio, café com jornal, saraus, jazz, guaíba e música clássica(os primeiros cds eram só de música clássica, lembra?). Há um enorme prazer em flertar com o celestial, o sublime, o equilibrio, a maturidade. Re-compensa.