20080705

Vem aí: PULP FRICTION PERESTROIKA

PULP FRICTION NO OCIDENTE SÁBADO!
Dia 12 de julho!!

ORIENTE-SE
O Trio Frictura embarcou no Orient Express em busca da diversão verdadeira, além dos its e hits, e a primeira parada é no leste europeu.

PULP PERESTROIKA!!!!!!!!
Sob os codinomes de Rafalov, Dreguski e Leo Felipenko vão baixar o melhor do som balcânico, o funk europeu. Além do seu jet set list de Rocks, pops, discos e etnics. Para embalar, doses free de Black Russian até 01 da manhã.
Camarada convidado: YOG MARS.
No Ox, lounge com Mr. Diego Carter(kiss my jazz) que vai refrescar seus ouvidos com o melhor da soul 'n jazz music.

A PULP FRICTION vai partir!
SÁBADO, DIA 12 DE JULHO, 22h
Ingressos antecipados a 15, na Lei Básica.
Na hora 20, sempre valendo aquela cervejinha.

20080704

Escrevi e li para o POPULAR DE POESIA:

Levanta-te e anda

Anda levanta anda

Te anda te alevanta

Te alavanca

te anca

te manca

anda te levanta e anda

levanta anda e levanta

anda anda anda

anda anda anda

anda anda anda

homo imobilis vais andar

no lombo de uma tomada

mas vais andar

chegou o tempo novamente

novo chegar

de partir

de tempos em tempos

mexer

procurar melhor

ficar um pouco

e partir novo

parir ovo

e seguir

pra sempre é que se anda

levanta e segue em sempre

20080619

CONECTOR EM CANNES


Nada como ver um blog sendo útil. O mini com seu conector tem feito a mais interessante cobertura do festival de publicidade de Cannes qu eu tenho lido. ou pelo menos a que me dá mais vontade de ler. Mas ele está mais interessado no que se faz em propaganda além de filmes publicitários, que se há muito tempo atrás já foi quase sinônimo de publicidade, com o tempo foram perdendo espaço para as infinitas possibilidades da internet. E a presente revolução é a da interação, do foco mais voltado a participar da vida dos consumidores, do que simplesmente jogar conceitos de mais, melhor ou mais bonito, etc. Isso está mudando, e o blog dele não fala só de PP, claro, uma vez que o rapaz é músico e arrisca umas artes gráficas.
Vale a pena conferir.
Eu trabalho com comerciais há algum tempo já, e tenho notado uma certa decadência de orçamentos, mas ao mesmo tempo, uma tentativa maior pela criatividade. Digo tentativa, e aí está um pouco da frustração atual, porque quem tem grana pra anunciar no caríssimo meio televisão, acaba entrando no RISCO ZERO. Estão lá todos os clichês possíveis, e o que mais me transmite é uma grande insegurança, que acaba limitando a criatividade. Por isso, a maneira de ser criativo é sê-lo na própria mídia, usando internet, ações e eventos. Aí entra meu "outro eu". Como sempre gostei da função"junta-povo" desde quando furava telhas nos telhados da vizinhança, fazendo clipes imaginários com meus colegas no palco mais alto do mundo, ou agora, sócio de uma festa bem sucedida e que sempre gera uma polêmica em torno da questão: tocar pra se divertir, tocar pra trabalhar, ou os dois( a que eu preifiro pensar que existe)?
Bom, ficou a dica, vai lá no MINI!

20080612

Beirut tocando leãozinho de Caetano Veloso


FAz um tempinho que tenho ouvido essa banda, é doce, é folk, tem videos ótimos. São jovens, são hypes, sem querer.

20080611

INSIGHTS

Ontem os tive, quando converso com alguém, às vezes me empolgo e tiro idéias muito da minha caixola, porque grande leitor não sou, não tenho paciência, mas parece que algumas coisas fazem sentido, pelo menos pra mim. Do que me lembro de ontem:
- A fixação quase religiosa dos japoneses pelos ídolos pop e imagens em geral. A base filosófico-cultural japonesa está no zen-budismo. Não há santos, e o buda do zen, quase não aparece, é uma parde branca muitas vezes. E o que esles encontram no mundo ocidental a que foram praticamente empurrados? MUITOS ÍCONES culturais, de todos os tipos. IDORU
- A arte sempre tem narrativa,mesmo quando não há personagem ou contexto, ou conflito. Tudo isto está impresso no PROCESSO do artista, que na sua obra terminada(e o que termina uma obra é o prazo, geralmente). Frase: " Quando vejo uma tela, vejo sempre um grande THE END". è uma frase ridícula, mas pode gerar alguma discussão por aí, boa sorte.
- Essa é bem óbvia, mas muitos não se dão conta. Não exist mais esquerdsa ou direita nos partidos brasileiros, estão todos no centro, e o que pode diferenciar um partido de outro? Marketing, só isso.

20080610


Ontem vi o excelente "Em Paris".
Palavras soltas pra definir: concreto, maduro, humano, vivo, apaixonado.
Esse diretor é muito bom, porque ele realmente passa, com talento, a "coisa viva" que vale a pena ver em um filme. Deixa frivolidades de lado, elas aparecem como brincadeiras. Os diálogos falam de amor, cai no vazio das palavras, mas há honestidade no que os personagens falam. Eu tive verdadeiros arrepios de verdade, de me ver exposto à assuntos que na minha vida fujo. É constrangedor, mas elegante, porque seus personagens, seu cinema quer no fim, amor, e não fazer cinema falando de amor. Não é um filme para exercitar linguagens, estilo, não se pensa nisso. Estamos como em uma conversa rara, franca, ouvindo uma emoção pura, não racionalizada, incongruente, humana. E as palavras são bem escolhidas, e quando viram música, não há vergonha alheia, mas sim encantamento. Quem consegue isso hoje em dia? Desde já, virei fã. E a trilha é ÓTIMA! Entree jazzyes e rocks, e uma música 80's muito bacana que tira um personagem da depressão.

20080609

Mais sobre "Vergonha"

As gravações de gabinete, reveladas pelo vice governador Paulo Feijó, incrimando o governo Yeda, a partira das declarações do seu secretário da articulação política, César Buzatto, me provocaram a escrever. Mas pensando bem, é tão óbvio, o sistema é que está podre. O financiamento público das campanhas é urgente. Reforma política o quanto antes. Enquanto não mudar, vai ser sempre um novo caso de corrupção pra encher o espáço de jornais, rádios e televisões, bem como papos de buteco, beiras de churrasqueira e passeios públicos em geral. Chover no molhado, trocadilho perfeito para este dia de Porto Alegre com 96% de humidade no ar.
Dá vergonha. Mas vergonha de quem? Todo mundo é conivente com a palhaçada instalada. Políticos, eleitores, imprenssa, em graus diferentes de alienamento ou participação, todo mundo sabe disso.
Mas a vergonha mais comum é a que censura manifestações como no video abaixo. Vergonha alheia. Acho que tem que ser estimulada, sacudindo e questionando o que fazemos pelo mundo, e ter feito isso em uma praça de alimentação, foi ótimo. Veja como as pessoas ficam incomodadas, mas aos poucos vão cedendo. O conformismo é forte, mas não indestrutível. Viva a arte, viva a vergonha alheia que os musicais provocam!

20080603

Comunicação, branding, arte, filosofia?

Tell me and I’ll forget; show me and I’ll remember; involve me and I’ll understand.

STRIKE

Imagem forte. A dialética dela? Bem, é a visão do absurdo, um carro, que pelos vidros pretos parece ter vida própria, destruindo a opção humana, coletiva e pacífica pela bicicleta. Imagem de um confronto que realmente vivemos. Nesse caso foi uma saída que provocou emergência.

20080530

DARK? Muitas cores, na verdade...

Momento confessional de blog:
Eu tive uma fase DARK. Gostar de The CUre, basicamente. Lembro de conhecê-los pela Ipanema. O Jimi Joe era o nosso guru, além de alguns programas do "Pra começo de conversa", que teve como apresentadores o Cunha Junior e o Peninha Bueno. Ali éramos expostosao que acontecia no mundo, basicamente na Inglaterra, porque EUA era Madonna, Michael e Bruce Springsteen. Fora o KISS, claro.
Pois bem, o novo tinha seu lugar no Reino Unido. Como adolescente, me encaixava no clichê DEPRÊ. Gostava de ligar o som, deitar no chão e deixar o clima soturno dos Cure me invadir. Charlote Sometimes, A Forest, TODAS músicas do disco "IN CONCERT", de 84, que comprei e vinha com um selo" Recomendado pela Fluminense FM". Imagina,até uma rádio carioca(que era a Ipanema deles) recomendava.
Eu sempre gostei de coisas meio "misticas", acreditava em xamanismos, magias, e tudo isso tinha um nome pra mim na época "som psicodélico". Com o tempo eu descobri que o espiritual deles tava nas drogas mesmo, mas aí já tava nos mestres, Jimi Hendrix e Jim Morrison. Mas na época eu queria o novo, o moderno. E era isso. Tinha uma característica que eu gostava muito nesse som, é que não era estritamente rock e ocidental. As guitarras com seus pedais FLANGER e os teclados com 1000 sons diferentes, levavam suas músicas pra outros continentes. Tons de arábia, de Espanha, de asia, a volta ao mundo em um lado de disco. Isso eu gostava MUITO. QUando fui tocar, um tempo depois, experimentava muito e também gostava desses elementos "de fora". Tudo pra sair da casinha vaila. Hoje os deixo com um exemplo BEM DESCONHECIDO desses tempos "psicodélicos". a banda THE CREATURES, formada pelo casal Bugdie e Siouxie, baterista e vocal do SIOUXIE & THE BANSHEES.
Veja como nessa música e video, eles viajam por vários continentes em 3 minutos.

20080529

Essa foto é de uma tribo que não tem contato com a civilização. O sertanista que localizou disse que não entrega as coordenadas pra ninguém, nem pra Funai. Quando ouço o Lula dizer que a Amazônia é nossa, me dá arrepios. Nós quem, cara-pálida? Não vou perder meu tempo falando em política. Acho que tem que ser assim. Descobrir, resolver, sem entregar as coordenadas.

20080528

VIVE LE CROMA

Efeito muito simples, idéia genial, mas só bate porque foi bem feita. Quando se faz bem feito parece fácil...Esse efeito se chama croma, os garotos segura cartões verdes, e a imagem que se vê é aplicada neles, acompanhando o movimento.
O som é bacana também, são franceses, segundo o http://rraurl.uol.com.br
"A música tem a ‘marca francesa' toda derramada em seu rap low fi guiado por um baixo pulsante, bateria de marcação 1-2 e refrão deliciosamente pop. No lado B, remixes de In Flagranti e dos italianos do Bloody Beetroots, que tiram toda a suavidade da faixa e a mergulharam nas distorções sintéticas do maximal."

20080527

EMERGÊNCIA - Apresentação no Pecha Kucha





2. SAÍDAS

Sempre em vermelho, sempre caixas altas,pouco tempo. A placa que jaz com a epígrafe do que vai ser.

A Emergência precisa de símbolos fortes. Mas as imagens são dialéticas. A mesma que aponta emergência, dizendo que problemas estão acontecendo, fora de controle, também servem para trazer iluminação, caminho, SAÍDA

3.SAÍDA

Sempre em verde, sempre o bonequinho apressado, e uma seta

Para esquerda ou direita, ou em frente. Um passo adiante e você já não está no mesmo lugar. A sabedoria do óbvio. Viva a filosofia das placas. SEM tempo de ler bulas, genérico.

4.Sair do lugar, fábrica, escritório, casa, da rua, saímos, chegamos. Buscar CONFORTO, nem sempre. SALVAÇÃO, do quê, pra quê? Onde? Talvez a única pergunta respondida. Pelo próprio movimento.

“Para onde vamos Dean? Não sei, mas vamos, mas vamos,Sal.”

5.Em trânsito, em transe, a Viva a filosofia do trocadilho fácil.

LIgue o rádio, escute a musica das notícias. tente não escutar os comerciais. Impossível, ouvido não tem pálpebra.

MELHOR CONDIÇÃO



6. ENGARRAFAMENTO

Escolhas apressadas.

O etanol é uma saída ou uma escolha apressada?

Afinal, tem um carro atrás buzinando.

BIBI

Carroças incomodam demais no trânsito

BIBI

Sempre me dá um dó danado de um motorista com carro parado no meio do rush.

7.E MERGIR

NOVAS IDÉIAS EM “EMERGÊNCIA”

Sair do escuro do presente e ver a luz. O mesmo tempo e lugar, outra disposição

Não há mais FUTURO

Mas sim escolhas

Músicas novas são apenas novas escolhas

D tom, de ritmo

Imagens novas são escolhas de cores, olhares, foco.

8. Antes CHAVES agora BOTÕES

VIrar, agora apertar.

automático

eletrônico

positivo

negativo

instantâneo

não contínuo

preciso

material

wireless

inerte

9. URGÊNCIA

O sol vai cair. O sinal está aberto e lá vem os carros.

Força que motiva escolhas. Não há mais tempo para a reflexão. As idéias tem um objetivo concreto. IR EM FRENTE, ESQUERDA OU DIREITA. O instinto de sobrevivência estabelece a nova ética.

Que causa ou conseqüência...Agora é o que fazer.

Diante da avalanche, da enchente ou do ciclone, só se leva o básico, o indispensável. Ou se submerge com tudo, ou se EMERGE com o que precisa. Muitas coisas poucos braços, salvem braços!

10. DESEMBARQUE

É uma saída ou uma chegada?

Chego na estação e saio pra rua.

OU só peço pra descer.

Do que eu desceria?

Surfista prateado, perscrutador de mundos

Vou pesquisar.

Vou sair pra rua.

11. Uma rua de atividade.

Pessoa ou paisagem.

Esquerda ou direita.

Pra onde aponta o olhar.

Dar significado ao que está vivo.

significado a estar vivo.

12. Um evento. Cada manifestação, um senão. Coragem pra fazer e coração tranqüilo pra viver. O verbo sempre. No começo foi o verbo, e no fim o ponto. E no recomeço a sentença. Sempre vai recomeçar. O ponto é a pausa da respiração. Escrever é prender a respiração. Autosustentar o sistema com o oxigênio guardado. Autosustentar o sistema com o pensamento próprio. Sempre resposta, claro. Porque as idéias são tão próprias quanto o oxigênio é do tubo. Não é, sendo.

Vou respirar agora.



20080521


DESEMBARQUE
É uma saída ou uma chegada?
Chego na estação e saio pra rua.
OU só peço pra descer.
Do que eu desceria?
Da minha rotina, sempre, ainda que seja uma rotina privelegiada, que me permite ficar escrevendo em blog, compondo músicas com músicas dos outros, surfando, enfim.
Mas desceria dela. Pra sair pra outra rua.
Uma rua de atividades IMPORTANTES, de paisagens diferentes.
Onde estou, até pessoa é paisagem.

FAZER DE OUTRO MODO
É uma saída. A mesma coisa de sempre, mas de um jeito diferente.
Melhor? Não sei, aí reavalia, segue ou desce.
Transbordo pra outra linha. De ação e de pensamento.
Mijar em pé. Aprendi assim. Mijar sentado? Pode ser melhor mesmo.
Não é tão fácil quanto parece, não sujar um banheiro.


ÁGUA
Pra lavar. Pra recomeçar a partir do que está limpo.
Mais CLARO, aiunda que não transparente, mas só com o que precisa.
Sem sujeira de idéias, de coisas boiando na mente. Quem não as tem?
Eu também tenho medo do mesmo.

20080520

MAIS EMERGÊNCIA


Escolhas apressadas.
O etanol é uma saída ou uma escolha apressada?
Afinal, tem um carro atrás buzinando.

BIBI

Carroças incomodam demais no trânsito

BIBI

Sempre me dá um dó danado de um motorista com carro parado no meio do rush.

BIBI

Vergonha. A gente convive com a vergonha. Ou é o cartão que não passa, o time que não ganha(e perde feio). A corrupção diária. Os presos alojados num conteiner de caminhão. Vergonhas. Não as tem quem não lê notícia, porque se lê é que se importa, deveria ser.
BIBI

Esquerda ou direita.
GPS.
Deveria existir um GPS ético. Ou será o "dia 05", dia de pagar contas. Como posso questionar um assistente que abandona um trabalho por outro em que ganha mais? Afinal, quem está salvando o mundo aqui? É sempre a própria pele. Seja a física ou a ideológica. Então.

Meu GPS ético poderia me dizer. Não mexa com arte, você não é artista, não é seu único recurso. Mas então arte seria sustento e só. É justamente não ser sustento que sustenta pra mim a idéia da arte, em mim. Coisa sem fim. Coisa-fim.

Como é bom, sair pra rua e tirar fotos. Digitar, comentar, relacionar.

O verbo sempre. No começo foi o verbo, e no fim o ponto. E no recomeço a sentença. Sempre vai recomeçar. O ponto é a pausa da respiração. Escrever é prender a respiração. Autosustentar o sistema com o oxigênio guardado. Autosustentar o sistema com o pensamento próprio. Sempre resposta, claro. Porque as idéias são tão próprias quanto o oxigênio é do tubo. Não é, sendo.

Vou respirar agora.