Consegui terminar de ler a Caverna do Saramago. Quase um ano de leitura esporádica, inacreditável. Quando eu tava em Madrid, eu retirava 3 livros por semana, lia quase todos, consumi muita coisa, quase tudo em espanhol. Não tinha TV nem muitas baladas diárias como aqui. Uma diferença eu noto no fato de ler menos: meu vocabulario diminui muito, devo falar umas 500 palavras diferentes, enquanto leio devem ser 2000, fora os assuntos correlatos que a leitura estimula. E se alguém pretende escrever roteiros, TEM QUE LER!!!!!
Agora, pra não perder o embalo, vou ler o Evangelho Segundo Jesus Cristo, que há anos me devo. O Sara tem uma maneira de escrever tão próxima ao fluxo de pensamentos, idéias que surgem simultâneas, umas tomam conta, mas outras seguem em paralelo e logo adiante se cruzam novamente e ambas formam um contexto novo para novas idéias, mas todas sempre ligadas à sua origem etmológica, histórica e moral, em suas diferentes máscaras, algumas disfarçadas de novidade. Sim, uma análise tosca e crua, mas dá vontade de falar desse senhor, ainda que todas as palavras sobre ele não cheguem à altura de todas palavras que ele escreva.