20091016
Relexions paragraph mode poetry - 1
Eu sou tri do gerundismo:
- Vamos se falando.
Vou explicar,
finalmente,
o porque:
É um desejo de combinar com essa pessoa,
uma próxima combinação,
sem impor um prazo,
sem estipular um estado de espírito.
Só tem um problema.
Não funciona.
Gente é movida a ordem,
a prioridade alheia,
pra desencadear a sequência de eventos,
uma rotina de programação
em uma espaço de tempo.
Um start pra ter um stop.
Over.
Sleep.
20091013
Beijos Roubados - tempos perdidos.
Como se fosse um Buster Keaton(que faz rir mas não ri) pelas diatribes dos relacionamentos conteporâneos, ele passa o tempo todo correndo, fugindo. Do que? Do que se convencionou chamar de vida adulta, responsabilidades. Mas ele não rompe com nada, ele só foge. É moderno pela imaturidade, infantilidade persistente. Afora Alain Resnais, a Nouvelle Vague parece ter uma certa saudade da infância. Gostaria de ver uma versão de Peter Pan filmada por Godard. Ou já existe e se chama Pierrot Le fou?
20091012
A DITADURA DA MODA
20091007
CONCERTO PARA DOIS PIANOS E AEROPORTO
A seguinte situação ocorreu inesperadamente dias atrás na sala VIP do Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo: de um lado, esperando um voo para a Bélgica, o pianista gaúcho Miguel Proença, convidado a abrir a edição 2009 do Festival de Saint-Truiden, pequena cidade a meio caminho entre Bruxelas e Antuérpia; de outro, aguardando sua hora de embarcar para os Estados Unidos, o maestro paulista João Carlos Martins, com apresentação marcada para o Lincoln Center, de Nova York, a convite do pianista americano de jazz Dave Brubeck. Entre ambos, um piano disponível no ambiente.
O resultado foi um concerto improvisado e gratuito, para alegria das cerca de 200 pessoas que circularam pelo local nas três horas em que ambos os pianistas se dividiram na interpretação de obras eruditas antigas e contemporâneas, brasileiras e estrangeiras. Antes de seus respectivos embarques – nos quais cada um voltaria a ser aplaudido de pé pelos passageiros –, Proença e Martins trocaram planos para uma futura apresentação conjunta em São Paulo, em que deverão predominar obras de autores nacionais como Heitor Villa-Lobos, Ernesto Nazareth e Tom Jobim
Fonte: Roger Lerina, ZH.
20091005
Personagens recolhidos das ruas.
No meio da rua um carro está parado, dentro uma loira lixa as unhas, se lixando para o tráfego intenso.
Seu carro tem muitos adesivos, Intense produções, placa do CEARÁ.
Seu rumo, Porto alegre e o norte, Canoas, São Leopoldo, Novo Hamburgo, Caxias, Lajes Argentina, Ceara?
Sozinha no carro, destemida nos seus óculos escuros.
Para pra abastecer. Paga com dinheiro, 100 reais, enche o tanque, com álcool
Seu sotaque denuncia, seu você denuncia.
O que.
20090912
80 80 80 80 PULP 80 80 80 80

É amigos e amigas, chegamos à edição 80, e só nesse caso seremos 80, com o mais do mesmo e inesquecível incansável e incoerente TRIO FRICTURA(LIO, RAFAS & DREGUS), com seu clube da luta particular entre discos, rocks, electros, cumbias, mambos e carimbós, PARA O SEU DELEITE.E no OX...ASTRONAUTA PINGUIM!!!Conhecido mundialmente pela versão instrumental de LUGAR DO CARALHO, é o rei do órgão elétrico, parceiro de Jupiter Maçã e de outros extraterrestres, vai ATERRISSAR na Pulp, com muita fumaça, mostrando o que acontece no espaço com o rock gaucho que é lançado na atmosfera.E para acalmar espíritos perdidos diante de tanta loucura, YOG MARS traz os bons e novos e velhos hits pra cantar e dançar até dizer "São 6 da manhã, pra onde vamos agora?".
20090826
Pulp
O Hitchcockiano TRIO FRICTURA (Lio, Drégus & Rafahell) aterrisa na pista do Cabaret do Beco pra mais uma festa salpicada com pedaços gostosos de muita disco, punk, rock, funk, pop, eletrônica e etnobeats. E Yog MARS, só com as clássicas (e novas) hit parades da véia Pulp guerrêra.Sexta, 28/08, a partir das 23h. Ingressos no local a R$15, ou a R$10 na lista amiga (no site do beco203) . Encore: PULP CABARET Djs TRIO FRICTURA (Lio, Drégus e Rafahell) e Yog MARS Sexta, 28/08, 23h R$15 (no local) ou R$10
20090815
Esse Hitchcock...
Tenho uma relação Janela indiscreta com a Vasco da Gama. Mas aprecio os passantes da rua e sua vida portátil de mochilas, sacolas de compras e cachorros no passeio. É mais um bucolismo do que voyeurismo, mas lembro sempre de uma vez, quando morava na Independência, fundos, uma vizinha que estava fazendo faxina de sutien, muito calor. Não pude deixar de reparar, principalmente quando ela foi limpar os vidros, e bem safada, se mostrou numa performance completa, lá no apartamento deveria estar tocando algo romântico. Como um pavão na gaiola, mesmo sem motivo, a gaiola não deixava outra coisa a fazer que mostrar a linda cauda empoada, no caso o corpo da vizinha. Deixei que terminasse a faxina, também eu dissimulando um afazer doméstico, organizar livros, ao ponto de não deixa-la constrangida ao perceber que fazia de fato um show, e nem que eu estivesse totalmente alheio e indiferente aquela cena inesquecível de um fim de tarde qualquer.20090814
Jazzin' Rollin

20090731
O Clube de Jazz de Porto Alegre

Numa ampla casa localizada no bairro Bela Vista (cujo endereço certo eu nunca lembrava, sabia ir somente na base do “duas ruas à esquerda, uma à direita”) funcionava, nos anos 80, o Clube de Jazz de Porto Alegre (Take Five). Embora o nome fosse pomposo, e presumisse a existência de sócios e burocracias, na verdade tratava-se de um dos programas mais legais e democráticos que havia na cidade para quem curtia boa música, e era despido de qualquer formalidade. Na verdade, tratava-se do porão da casa da Dona Ivone Pacheco, a Grande Dama do Jazz de Porto Alegre, que, de forma super generosa (e diríamos hoje, até algo imprudente) permitia acesso livre ao pátio de sua residência, sendo que o portão da frente ficava apenas encostado, sem sequer um porteiro para fazer uma “triagem nos elementos”. De fato, para ingressar no recinto bastava saber o endereço e abrir a maçaneta do portão, sem pagar ingresso, mostrar documentos, nem nada. Felizmente, ao menos nas vezes em que fui lá, não apareceu nenhum ladrão ou vândalo disfarçado de fã do bebop, o que hoje em dia possivelmente fosse quase um milagre. O endereço, logicamente, não era divulgado publicamente, sob pena de inviabilizar o funcionamento, já que o recinto onde o pessoal tocava era pequeno. Assim, o espaço era divulgado apenas na base da propaganda “boca a boca”, de forma que geralmente se ficava sabendo onde era e quando ia rolar pela dica de algum amigo que já fora lá. Não lembro ao certo quem me deu a dica, mas certamente ou foi o Auriu Irigoite, ou o Henrique Wendhausen ou o Glei Soares, e talvez todos ao mesmo tempo. Levado por estes amigos é que conheci o lugar. A função ocorria apenas na noite de sábado (ou será que era na sexta?), por volta da meia-noite (round midnight, naturalmente), e entrava madrugada a dentro, até de manhã.
O Clube, em realidade, consistia em um verdadeiro sarau, um palco livre, no qual rolavam várias jam sessions, tão próprias do universo jazzístico. É verdade que o palco não era assim tão livre, uma vez que para ocupá-lo o “candidato” devia “mandar bem” no ritmo americano, em qualquer de suas matizes - o que permitia, obviamente, que a coisa às vezes fosse até para o lado da bossa nova e da música instrumental brasileira, mas isto eventualmente -, e definitivamente não era lugar para “bicões”. E, naturalmente, este atributo não era para qualquer um, diante das conhecidas complexidades deste ritmo norte-americano. Havia atrações que eram praticamente “fixas”, ou seja, um pessoal que normalmente sempre ia lá e se apresentava em todas as “reuniões”. Lembro do grande pianista Marcos Ungaretti (que não podia sair de lá sem tocar o “Take Five”, de Dave Brubeck, que, como já adiantamos, apelidava o local), do cantor Richard Emunds (que, além de cantar jazz, interpretava clássicos da Chanson Française), do grande baixista Mário Carvalho (Marião), da pianista Karina Donida, do saxofonista Marcelo Figueiredo, do pessoal da Arqui Jazz Band e da Contraste Combo, que eram especializados no diexieland e nos estilos tradicionais dos anos 20, além, é claro, da própria Dona Ivone ao piano, que sempre nos brindava com suas performances, entre vários outros. E era sempre muito legal ver este pessoal tocar. Mas, naturalmente, a cada “reunião” havia algumas atrações novas e “avulsas” ou “bissextas”. Uma vez vi tocar lá o Professor Menotti, que, na época, já era um senhor de idade. Tratava-se de um dos maiores músicos gaúchos de todos os tempos, ligado ao pessoal da velha boemia da noite portoalegrense. Não sei se ele ainda vive, mas era um fenômeno, tanto ao violão quanto ao piano. Tocando sozinho, ele magnetizava a platéia com o seu domínio harmônico e melódico, era um verdadeiro mestre. Enfim, eram inúmeros os músicos (cantores e instrumentistas) que davam a sua canja no local, que geralmente era freqüentado mesmo preponderantemente por músicos que estavam a fim de conhecer mais sobre o jazz e curtir os improvisos que rolavam. Eu, naturalmente, nunca me aventurei a sequer chegar perto do palco, por razões óbvias.
É indiscutível o fato de que o Clube de Jazz da Dona Ivone Pacheco foi fundamental para a difusão deste tipo de música na capital gaúcha nos anos 80, ainda mais considerando que o público em geral, mesmo o apreciador de música, e da boa, tinha pouco acesso a este estilo. À época - em que ainda não havia o CD, e, obviamente, não existia internet e muito menos MP3 -, os LPs de jazz eram caríssimos, a exemplo dos discos de música erudita, o que dificultava sobremaneira o conhecimento deste ritmo maravilhoso, principalmente por gente como eu e os meus amigos, então estudantes totalmente “duros” e “sem-ter-onde-cair-morto”. Como o jazz não era presença muito freqüente no dial portoalegrense daquela época (diferentemente de agora, em que contamos, por exemplo, com o programa extraordinário do jornalista e crítico musical Paulo Moreira, tremendo especialista no assunto, Sessão Jazz, que rola à noite na FM Cultura ), pode-se dimensionar a importância de um espaço como este. Neste sentido, a generosidade desmedida de Dona Ivone verdadeiramente abriu uma janela em nossos horizontes, contribuindo em muito para o aprimoramento dos conhecimentos musicais e apuração do gosto estético, que nos torna tributários de uma dívida imensurável em relação a ela. Tenho certeza que todos os freqüentadores, fossem músicos ou não, tenham tocado lá ou não, devem ter a mesma visão a respeito da importância do Clube para a difusão do jazz em Porto Alegre, e agradecem pelo maravilhoso trabalho “pedagógico” e, ao mesmo tempo, “lúdico”, de Dona Ivone.
É curioso que uma vez, quando apresentei-me no Foyer do Theatro São Pedro, no projeto Blue Jazz, cantando standards do jazz americano (isto lá por 93 ou 94, vários anos depois de minhas visitas ao clube), ao final do show a Dona Ivone veio falar comigo, com sua simpatia e gentileza inatas, dizendo que tinha gostado muito, que era muito legal alguém fazer aquele repertório em POA, etc. Como era final de show e havia mais pessoas que queriam falar comigo, só tive tempo de agradecê-la pelo carinho e estímulo. Depois me dei conta que devia ter dito a ela que, na verdade, ela era responsável direta pelo trabalho que eu estava fazendo à época, pois foi através de minhas visitas ao seu famoso Clube que se corporificou a minha admiração pelo jazz. Muito obrigado, Dona Ivone.
20090729
Alfa em Jazz
20090710
Pulp Sábado - VIve La France
E a gente adora música francesa, cinema francês, champagne, perfume francês, filósofo francês e Serge Gainsburg.
Show de lançamento do disco da Les Responsables, a banda mais francesa fora da França no mundo!
Les Djs: Os 4 mosqueteiros(Rafahell, Lio, Dreguz e o Dartagnan, Yog Mars, no Ox)
20090707
Mini contos:http://www.ciudadseva.com/textos/cuentos/mini/minicuen.htm
[Minicuento. Texto completo]
Andrea Bocconi
Por fin. La desconocida subía siempre en aquella parada. "Amplia sonrisa, caderas anchas... una madre excelente para mis hijos", pensó. La saludó; ella respondió y retomó su lectura: culta, moderna.Él se puso de mal humor: era muy conservador. ¿Por qué respondía a su saludo? Ni siquiera lo conocía.
Dudó. Ella bajó.
Se sintió divorciado: "¿Y los niños, con quién van a quedarse?"
FIN
20090629
A Day in the Life: Neil Young and...Macca!
20090618
Interface Humana
Hi from Multitouch Barcelona on Vimeo.
20090611
20090603
Fly Fail
Mas nesse caso, eu voaria em Boings, just in case.
Agora, falar em Lost, muito se falou. E nessa semana, do frio também. As pessoas falam, ora.
Quedas
E outras notícias complementares
Respostas enquanto diretor de comerciais.
O diretor de cena é o chef de cousine de um restaurante. O cliente sabe o que quer ver, ele não pede Xis na esperança de receber Y, mas ele quer que o seu X seja feito com os melhores ingredientes, no caso atuação, fotografia, montagem e que sim, tenha um tempero especial, algo que ele não sabe explicar mas que faz a soma de todos ingredientes algo mais do que apenas o que ele espera. Cabe ao diretor cuidar da idéia(pedido) ao escolher, repassar o briefing e julgar o que é melhor para essa idéia. Nesse sentido ele tem a liberdade, mas é uma liberdade de atuação mais do que criação, prque o diretor de cena não tem a mesma convivência que a agência tem com o cliente, não pode saber tanto da cultura do cliente. Assim, o melhor é saber ouvir, saber interpretar e se impor para passar confiança, de que o prato do cliente foi pedido a um Chef de cousine, e não a um cozinheiro qualquer.
2. Qual a importância e/ou dificuldades que o Diretor de cena tem, especificamente, na criação do filme publicitário? Como ele gerencia esta transposição do que tá no papel para a realidade?
maior dificuldade é poder passar toda a cultura do cliente, todas suas referências e paixões e expectativas em 30 segundo, no máximo um minuto. Como raros clientes tem a percepção conceitual apurada, um entendimento intelectual geral do seu negócio, ele tenta se cercar de todos os detalhes e frases de efeito possíveis. Assim acabamos vendo muitas vezes algo como aqueles anuncios de radio na Radio Guaíba, uma voz padrão repetindo diferentes frases. Não tem uma personalidade, é um "briefing" filmado. Isso é muito difícil para o diretor, porque ele não depende só do seu trabalho, e tudo que escapa ao seu controle é difícil de administrar. Depende do atendimento da conta, depende do diretor de criação(que é bom sempre estar ao seu lado) depende do atendimento da produtora. Enfim, depende de outras percepções. Atores, crianças, animais, efeitos, multidões...isso é só diversão.
3. Como tu vê a questão do cinema inspirar a publicidade? E tu acha que é um caminho de uma mão só ou a publicidade pode inspirar o cinema também?
O cinema isnpirando a publicidade é uma coisa relativamente recente. A publicidade começou, e até os anos 70 sempre teve uma lingagem própria e muito direta, porque o públlico para consumia sabão e o argumento podia ser simples. É porque limpa e é pra toda família. Mas com o desenvolvimento da televisao e uma certa decadencia do cinema, as pessoas passaram a consumir mais cinema em casa mesmo, e aí os comerciais apareciam entre cenas do filme. O argumento mais direto acabou parecendo mais óbvio e menos interessante. Assim a publicidade começou a se mesclar com o cinema na televisão. E isso segue até hoje. Isso é uma teoria minha.
4. Qual a tua opinião sobre a utilização de referências? Como tu trabalha com as referências que utiliza nos teus trabalhos?
As referências são facas de 2 gumes. Ao mesmo tempo que dão mais visões além do próprio repertório visual(e que não se dispensa, é usado na própria busca de refrências), as refs também podem engessar um trabalho. Se elas não são adaptadas podem deixar o trabalho sem alma, e isso fica bem evidente, porque 90% das referências que usamos não são brasileiras, tem sempre uma cor de margarina americana. Então tem que cuidar pra transpor, traduzir, tentando manter a "melodia"da idéia visual. Geralmente começamos pela descrição óbvia da cena, por exemplo: menina brincando com cachorro, procuramos no getty images ou no corbis, os sites mais usados. Aí das milhares de coisas que aparecem, vai se selecionando o que tem mais a ver em foto(luz e cor), acting e arte. Pode-se pesquisar em filmes também, que são bons porque não tem aquela coisa mais posada, mais óbvias na relação com a camera. Não são apenas "pessoas sorrindo".
5. Tu teria receio de utilizar alguma referência de sucesso (por exemplo, efeitos matrix hehe) num filme teu? Até onde te preocupa a questão da utilização de referências?
Eu tenho receio se é alguma coisa gratuíta, que não acresente nada ou não tenha nada a ver com o produto. Aí ela adquire uma visibilidade negativa, e por mais bem feita que seja, nunca vai ficar igual(é sempre menos tempo, pessoas e orçamento que o original). Por outro lado, se tem tudo a ver com o produto, pode até não ser perfeita, que funciona.
Era isso,
aquele abraço
20090522
20090521
Levando o cachoro ou dando uma volta.
eu
ou ele me leva.
Lá vou
ele
ou lá ele me leva.
Lá vem
ele ou lá fui
eu
levar.


