Conversando com minha garota, falando que hoje se dividem pessoas em Alfa, Betas e mainstream, sendo as primeiras produtoras e fonte de referência, os segundos são disseminadores do conteúdo dos primeiros e os terceiros consomem o que todos consomem(e podem).
E que na vida a gente tem que ser alfa em alguma coisa, beta em várias e um pouco de mainstream pra relaxar.
Se fosse escolher uma só coisa pra ser alfa, seria o jazz.
O Jazz junta meu interesse por música, é a evolução máxima de um gênero popular, o Blues, em direção a uma forma de arte, além de ótimo entretenimento. Também é cinema, trilha pra todos estados de espírito e histórias, alem de estar presente em grandes filmes como o Ascensor para o Cadafalso, de Alan Resnais. E também é muito fetiche, grandes nomes, compositores e interpretes "deuses" de um ou mais estilos, uma variedade de histórias tristes e engraçadas, mas sobretudo heróicas, de gente que em busca da melhor música, fazia literalmente de tudo, pra siar do mundo com uma coleção de obras primas.
Antes de tudo é bom escolher uma coisa para se aprofundar e que ao mesmo tempo emocione muito, não?
Assim, estou lendo a História social do Jazz, Do Eric Hobsbaw, compedio da formação de um povo por e através do jazz. Assistindo uma série de dvds da Gnt só sobre Jazz, e tirando o pó de meus vinis, rasgando com agulha nova, emoções sonolentas.
Deixo-vos com o sublime: Miles Davis e John Coltrane em So What, gravação de 64.