Sim – a noite virou uma extensão das redes sociais. As pessoas estão realmente mais interessadas em “reencontrar” pessoalmente os amigos com quem passaram o dia conversando, seja no Twitter, via Gtalk, no Facebook ou pelo MSN. E não é que as pessoas deixaram de se interessar por música, mas é que elas querem ouvir músicas que já conhecem, daí um fenômeno recente – de uns dez anos para cá – do frequentador que pede música para o DJ, algo considerado profano nos tempos em que o DJ era o soberano da noite. Talvez isso ocorra porque as pessoas estão ouvindo menos rádio e encontram, na noite, uma alternativa à zona de conforto que era o rádio em seus dias de glória.
Acontece que o DJ está perdendo a importância vertical que tinha sobre a pista – algo que afetou qualquer área que tenha sido invadida pela internet. Do mesmo jeito que as indústrias da música, do cinema, dos games, das notícias, entre outras, a cultura noturna também foi afetada pela horizontalização imposta pela rede. Agora é hora de aprender a lidar com isso para seguir a história.
2 comentários:
tungado daqui ó http://www.oesquema.com.br/trabalhosujo/
A "soberania noturna dos Djs" me dá calafrios, coisa de menino exibido, chatinho e pega-ninguém.
Acho lindo alguém que coloca som e ama as músicas que seleciona, dança, fecha os olhinhos, tcha tcha tcha. Mas isso não existe, em Porto Alegre.
O que há é uma espécie de masturbação intelectualóide/artística e coletiva: todos exibindo os tamanhos de seus pênis (que pela regra da modernidade são proporcionais à quantidade de referências obscuras/alemãs/islandesas - não importando a qualidade do som, mas sim a dificuldade de identificá-lo e ter amor por ele.
Se os djs fossem honestos, serviriam para alguma coisa.
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