Talking Heads é pra mim a maior influência entre as bandas desse início de século, desde Rapture até Vampire Weekend,passando por meia Londres e NY. E isso se justifica plenamente em um mundo que divide guitarras com batucadas em qualquer passeio de rua(em metropoles, claro) ou em festas pela madrugada(menos Porto Alegre, que é racista, ponto). Não é vontade de se globalizar, simplesmente é. Um ouvido atento deixa impassível o quadril, mas também pede energia, afro+ rock. O eletro veio, passou, voltou, mas nada mais é do que um jeito de fazer rock através do computador, aproveitando a plasticidade de timbres sintéticos, e a mistura de referências de décadas passadas, 70 com 80. Mas "africanizar" a música é mais "sociológico", mais orgânico e menos racional.
Nesse show os Talking Heads se mostravam frutos dessa mistura, no palco, uma banda two tone, mas no som se vê a herança disco(pô, NY...) e essa ênfase pós punk da guitarra contundente, quase chata, mas que cansou dos riffs de rockenrou clássicos.
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