20090729

Alfa em Jazz

Conversando com minha garota, falando que hoje se dividem pessoas em Alfa, Betas e mainstream, sendo as primeiras produtoras e fonte de referência, os segundos são disseminadores do conteúdo dos primeiros e os terceiros consomem o que todos consomem(e podem).
E que na vida a gente tem que ser alfa em alguma coisa, beta em várias e um pouco de mainstream pra relaxar.
Se fosse escolher uma só coisa pra ser alfa, seria o jazz.
O Jazz junta meu interesse por música, é a evolução máxima de um gênero popular, o Blues, em direção a uma forma de arte, além de ótimo entretenimento. Também é cinema, trilha pra todos estados de espírito e histórias, alem de estar presente em grandes filmes como o Ascensor para o Cadafalso, de Alan Resnais. E também é muito fetiche, grandes nomes, compositores e interpretes "deuses" de um ou mais estilos, uma variedade de histórias tristes e engraçadas, mas sobretudo heróicas, de gente que em busca da melhor música, fazia literalmente de tudo, pra siar do mundo com uma coleção de obras primas.
Antes de tudo é bom escolher uma coisa para se aprofundar e que ao mesmo tempo emocione muito, não?

Assim, estou lendo a História social do Jazz, Do Eric Hobsbaw, compedio da formação de um povo por e através do jazz. Assistindo uma série de dvds da Gnt só sobre Jazz, e tirando o pó de meus vinis, rasgando com agulha nova, emoções sonolentas.

Deixo-vos com o sublime: Miles Davis e John Coltrane em So What, gravação de 64.
 

2 comentários:

Dani Hyde disse...

Melhor escolha. Tanto do Alfa quanto do Hobsbawm.
Estou me empenhando na "titulação" de Alfa em Jazz também, acreditando que se a gente entender o Jazz, entende quase tudo.
O livro do Hobsbawm é a base teórica pra qualquer trabalho que eu venha fazer, pelo resto da vida (atualmente, o barroco das Missões). Queiram os deuses da história admitir de uma vez por todas que sem música o ser humano não realiza nada.

Abraço e saudades

Dani

Taís Cardoso disse...

Minha garota é ótimo. Adorei.