20091214

Poluição virtual = puluição real

Redes sociais. Poderia dizer papo de boteco online tb. Se não tem ninguém na roda estimulando uma conversa interessante, proliferam-se os muxoxos sobre o tempo, se fala de dor de cabeça.

Se o clima te dá dor de cabeça, descubra o que está acontecendo(e não é vendo 2012). http://www.avaaz.org/po/

20091016

Relexions paragraph mode poetry - 1


Eu sou tri do gerundismo:
- Vamos se falando.
Vou explicar,
finalmente,
o porque:
É um desejo de combinar com essa pessoa,
uma próxima combinação,
sem impor um prazo,
sem estipular um estado de espírito.
Só tem um problema.
Não funciona.
Gente é movida a ordem,
a prioridade alheia,
pra desencadear a sequência de eventos,
uma rotina de programação
em uma espaço de tempo.
Um start pra ter um stop.
Over.
Sleep.

20091013

Beijos Roubados - tempos perdidos.

Antoine Doinel, o personagem de uma tetralogia de Truffaut, é um retardado, egoísta e oportunista.
Como se fosse um Buster Keaton(que faz rir mas não ri) pelas diatribes dos relacionamentos conteporâneos, ele passa o tempo todo correndo, fugindo. Do que? Do que se convencionou chamar de vida adulta, responsabilidades. Mas ele não rompe com nada, ele só foge. É moderno pela imaturidade, infantilidade persistente. Afora Alain Resnais, a Nouvelle Vague parece ter uma certa saudade da infância. Gostaria de ver uma versão de Peter Pan filmada por Godard. Ou já existe e se chama Pierrot Le fou?

20091012

A DITADURA DA MODA
























Assim como nas ditaduras do século XX, a cultura e o progresso alcançados pela civilização convivia com um retorno ao absolutismo pela força militar e burocratica, a invenção e adaptação da maneira de vestir aos novos meios de produção e consumo era ditado por um senso comum que adaptava um padrão estético vigente? Assim?

20091007

CONCERTO PARA DOIS PIANOS E AEROPORTO

A seguinte situação ocorreu inesperadamente dias atrás na sala VIP do Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo: de um lado, esperando um voo para a Bélgica, o pianista gaúcho Miguel Proença, convidado a abrir a edição 2009 do Festival de Saint-Truiden, pequena cidade a meio caminho entre Bruxelas e Antuérpia; de outro, aguardando sua hora de embarcar para os Estados Unidos, o maestro paulista João Carlos Martins, com apresentação marcada para o Lincoln Center, de Nova York, a convite do pianista americano de jazz Dave Brubeck. Entre ambos, um piano disponível no ambiente.


O resultado foi um concerto improvisado e gratuito, para alegria das cerca de 200 pessoas que circularam pelo local nas três horas em que ambos os pianistas se dividiram na interpretação de obras eruditas antigas e contemporâneas, brasileiras e estrangeiras. Antes de seus respectivos embarques – nos quais cada um voltaria a ser aplaudido de pé pelos passageiros –, Proença e Martins trocaram planos para uma futura apresentação conjunta em São Paulo, em que deverão predominar obras de autores nacionais como Heitor Villa-Lobos, Ernesto Nazareth e Tom Jobim


Fonte: Roger Lerina, ZH.

20091005

Personagens recolhidos das ruas.

Outubro, dia quente à espera de uma tromba dágua.
No meio da rua um carro está parado, dentro uma loira lixa as unhas, se lixando para o tráfego intenso.
Seu carro tem muitos adesivos, Intense produções, placa do CEARÁ.
Seu rumo, Porto alegre e o norte, Canoas, São Leopoldo, Novo Hamburgo, Caxias, Lajes Argentina, Ceara?

Sozinha no carro, destemida nos seus óculos escuros.
Para pra abastecer. Paga com dinheiro, 100 reais, enche o tanque, com álcool

Seu sotaque denuncia, seu você denuncia.
O que.

20090912

80 80 80 80 PULP 80 80 80 80


PULP FRICTION SÁBADO - Com Astronauta Pinguim
É amigos e amigas, chegamos à edição 80, e só nesse caso seremos 80, com o mais do mesmo e inesquecível incansável e incoerente TRIO FRICTURA(LIO, RAFAS & DREGUS), com seu clube da luta particular entre discos, rocks, electros, cumbias, mambos e carimbós, PARA O SEU DELEITE.E no OX...ASTRONAUTA PINGUIM!!!Conhecido mundialmente pela versão instrumental de LUGAR DO CARALHO, é o rei do órgão elétrico, parceiro de Jupiter Maçã e de outros extraterrestres, vai ATERRISSAR na Pulp, com muita fumaça, mostrando o que acontece no espaço com o rock gaucho que é lançado na atmosfera.E para acalmar espíritos perdidos diante de tanta loucura, YOG MARS traz os bons e novos e velhos hits pra cantar e dançar até dizer "São 6 da manhã, pra onde vamos agora?".

20090826

Pulp

O Hitchcockiano TRIO FRICTURA (Lio, Drégus & Rafahell) aterrisa na pista do Cabaret do Beco pra mais uma festa salpicada com pedaços gostosos de muita disco, punk, rock, funk, pop, eletrônica e etnobeats. E Yog MARS, só com as clássicas (e novas) hit parades da véia Pulp guerrêra.
Sexta, 28/08, a partir das 23h. Ingressos no local a R$15, ou a R$10 na lista amiga (no site do beco203) .
Encore: PULP CABARET Djs TRIO FRICTURA (Lio, Drégus e Rafahell) e Yog MARS Sexta, 28/08, 23h R$15 (no local) ou R$10

20090815

Esse Hitchcock...

Tenho uma relação Janela indiscreta com a Vasco da Gama. Mas aprecio os passantes da rua e sua vida portátil de mochilas, sacolas de compras e cachorros no passeio. É mais um bucolismo do que voyeurismo, mas lembro sempre de uma vez, quando morava na Independência, fundos, uma vizinha que estava fazendo faxina de sutien, muito calor. Não pude deixar de reparar, principalmente quando ela foi limpar os vidros, e bem safada, se mostrou numa performance completa, lá no apartamento deveria estar tocando algo romântico. Como um pavão na gaiola, mesmo sem motivo, a gaiola não deixava outra coisa a fazer que mostrar a linda cauda empoada, no caso o corpo da vizinha. Deixei que terminasse a faxina, também eu dissimulando um afazer doméstico, organizar livros, ao ponto de não deixa-la constrangida ao perceber que fazia de fato um show, e nem que eu estivesse totalmente alheio e indiferente aquela cena inesquecível de um fim de tarde qualquer.

20090814

Jazzin' Rollin

















A pista do Ox, na Pulp do último sábado, dia 08/08, foi tomada por trompetes, clarinetes e saxes de puro swing e ritmo, sofisticando a dança de todos. Antes de começar a tocar já havia notado a presença e expectativa de algumas pessoas no Ox, que aos poucos foi enchendo. Pude ver a diversão fluir pelo puro sentimento jazz, que é diferente de cantar velhos hits, novas batidas, tem um charme único. Claro que a festa Kiss My jazz trouxe um pouco disso, mas acabou, e agora é esperar ver onde vou repetir essa bola dentro que foi acreditar no Jazz.

20090731

O Clube de Jazz de Porto Alegre


Nos anos 80/90 nem tudo era Ocidente em Porto Alegre, ou Garagem Hermética. Um porão misterioso nos salvava da escravidão da contemporaneidade, soprando e martelando JAZZ nos ouvidos de uma turma tão curiosa quanto eclética que frequentava o Clube de Jazz TAKE FIVE, da Ivone Pacheco. Eu fazia parte do bando jovem, que às vezes atrapalhava com gritos e fumaças a concentração dos mais velhos, mas assim como eles, aos poucos me hipnotizava. Foi a primeira vez que toquei em um baixo acústico, substituindo o famoso Marião. A liberdade do jazz disfarçou minha ignorância dos clássicos. Achei esse texto que ilustra um pouco mais esse saudável, generoso e claro, fino, muito fino ambiente.

por Rogério Ratner


Numa ampla casa localizada no bairro Bela Vista (cujo endereço certo eu nunca lembrava, sabia ir somente na base do “duas ruas à esquerda, uma à direita”) funcionava, nos anos 80, o Clube de Jazz de Porto Alegre (Take Five). Embora o nome fosse pomposo, e presumisse a existência de sócios e burocracias, na verdade tratava-se de um dos programas mais legais e democráticos que havia na cidade para quem curtia boa música, e era despido de qualquer formalidade. Na verdade, tratava-se do porão da casa da Dona Ivone Pacheco, a Grande Dama do Jazz de Porto Alegre, que, de forma super generosa (e diríamos hoje, até algo imprudente) permitia acesso livre ao pátio de sua residência, sendo que o portão da frente ficava apenas encostado, sem sequer um porteiro para fazer uma “triagem nos elementos”. De fato, para ingressar no recinto bastava saber o endereço e abrir a maçaneta do portão, sem pagar ingresso, mostrar documentos, nem nada. Felizmente, ao menos nas vezes em que fui lá, não apareceu nenhum ladrão ou vândalo disfarçado de fã do bebop, o que hoje em dia possivelmente fosse quase um milagre. O endereço, logicamente, não era divulgado publicamente, sob pena de inviabilizar o funcionamento, já que o recinto onde o pessoal tocava era pequeno. Assim, o espaço era divulgado apenas na base da propaganda “boca a boca”, de forma que geralmente se ficava sabendo onde era e quando ia rolar pela dica de algum amigo que já fora lá. Não lembro ao certo quem me deu a dica, mas certamente ou foi o Auriu Irigoite, ou o Henrique Wendhausen ou o Glei Soares, e talvez todos ao mesmo tempo. Levado por estes amigos é que conheci o lugar. A função ocorria apenas na noite de sábado (ou será que era na sexta?), por volta da meia-noite (round midnight, naturalmente), e entrava madrugada a dentro, até de manhã.
O Clube, em realidade, consistia em um verdadeiro sarau, um palco livre, no qual rolavam várias jam sessions, tão próprias do universo jazzístico. É verdade que o palco não era assim tão livre, uma vez que para ocupá-lo o “candidato” devia “mandar bem” no ritmo americano, em qualquer de suas matizes - o que permitia, obviamente, que a coisa às vezes fosse até para o lado da bossa nova e da música instrumental brasileira, mas isto eventualmente -, e definitivamente não era lugar para “bicões”. E, naturalmente, este atributo não era para qualquer um, diante das conhecidas complexidades deste ritmo norte-americano. Havia atrações que eram praticamente “fixas”, ou seja, um pessoal que normalmente sempre ia lá e se apresentava em todas as “reuniões”. Lembro do grande pianista Marcos Ungaretti (que não podia sair de lá sem tocar o “Take Five”, de Dave Brubeck, que, como já adiantamos, apelidava o local), do cantor Richard Emunds (que, além de cantar jazz, interpretava clássicos da Chanson Française), do grande baixista Mário Carvalho (Marião), da pianista Karina Donida, do saxofonista Marcelo Figueiredo, do pessoal da Arqui Jazz Band e da Contraste Combo, que eram especializados no diexieland e nos estilos tradicionais dos anos 20, além, é claro, da própria Dona Ivone ao piano, que sempre nos brindava com suas performances, entre vários outros. E era sempre muito legal ver este pessoal tocar. Mas, naturalmente, a cada “reunião” havia algumas atrações novas e “avulsas” ou “bissextas”. Uma vez vi tocar lá o Professor Menotti, que, na época, já era um senhor de idade. Tratava-se de um dos maiores músicos gaúchos de todos os tempos, ligado ao pessoal da velha boemia da noite portoalegrense. Não sei se ele ainda vive, mas era um fenômeno, tanto ao violão quanto ao piano. Tocando sozinho, ele magnetizava a platéia com o seu domínio harmônico e melódico, era um verdadeiro mestre. Enfim, eram inúmeros os músicos (cantores e instrumentistas) que davam a sua canja no local, que geralmente era freqüentado mesmo preponderantemente por músicos que estavam a fim de conhecer mais sobre o jazz e curtir os improvisos que rolavam. Eu, naturalmente, nunca me aventurei a sequer chegar perto do palco, por razões óbvias.
É indiscutível o fato de que o Clube de Jazz da Dona Ivone Pacheco foi fundamental para a difusão deste tipo de música na capital gaúcha nos anos 80, ainda mais considerando que o público em geral, mesmo o apreciador de música, e da boa, tinha pouco acesso a este estilo. À época - em que ainda não havia o CD, e, obviamente, não existia internet e muito menos MP3 -, os LPs de jazz eram caríssimos, a exemplo dos discos de música erudita, o que dificultava sobremaneira o conhecimento deste ritmo maravilhoso, principalmente por gente como eu e os meus amigos, então estudantes totalmente “duros” e “sem-ter-onde-cair-morto”. Como o jazz não era presença muito freqüente no dial portoalegrense daquela época (diferentemente de agora, em que contamos, por exemplo, com o programa extraordinário do jornalista e crítico musical Paulo Moreira, tremendo especialista no assunto, Sessão Jazz, que rola à noite na FM Cultura ), pode-se dimensionar a importância de um espaço como este. Neste sentido, a generosidade desmedida de Dona Ivone verdadeiramente abriu uma janela em nossos horizontes, contribuindo em muito para o aprimoramento dos conhecimentos musicais e apuração do gosto estético, que nos torna tributários de uma dívida imensurável em relação a ela. Tenho certeza que todos os freqüentadores, fossem músicos ou não, tenham tocado lá ou não, devem ter a mesma visão a respeito da importância do Clube para a difusão do jazz em Porto Alegre, e agradecem pelo maravilhoso trabalho “pedagógico” e, ao mesmo tempo, “lúdico”, de Dona Ivone.
É curioso que uma vez, quando apresentei-me no Foyer do Theatro São Pedro, no projeto Blue Jazz, cantando standards do jazz americano (isto lá por 93 ou 94, vários anos depois de minhas visitas ao clube), ao final do show a Dona Ivone veio falar comigo, com sua simpatia e gentileza inatas, dizendo que tinha gostado muito, que era muito legal alguém fazer aquele repertório em POA, etc. Como era final de show e havia mais pessoas que queriam falar comigo, só tive tempo de agradecê-la pelo carinho e estímulo. Depois me dei conta que devia ter dito a ela que, na verdade, ela era responsável direta pelo trabalho que eu estava fazendo à época, pois foi através de minhas visitas ao seu famoso Clube que se corporificou a minha admiração pelo jazz. Muito obrigado, Dona Ivone.

20090729

Alfa em Jazz

Conversando com minha garota, falando que hoje se dividem pessoas em Alfa, Betas e mainstream, sendo as primeiras produtoras e fonte de referência, os segundos são disseminadores do conteúdo dos primeiros e os terceiros consomem o que todos consomem(e podem).
E que na vida a gente tem que ser alfa em alguma coisa, beta em várias e um pouco de mainstream pra relaxar.
Se fosse escolher uma só coisa pra ser alfa, seria o jazz.
O Jazz junta meu interesse por música, é a evolução máxima de um gênero popular, o Blues, em direção a uma forma de arte, além de ótimo entretenimento. Também é cinema, trilha pra todos estados de espírito e histórias, alem de estar presente em grandes filmes como o Ascensor para o Cadafalso, de Alan Resnais. E também é muito fetiche, grandes nomes, compositores e interpretes "deuses" de um ou mais estilos, uma variedade de histórias tristes e engraçadas, mas sobretudo heróicas, de gente que em busca da melhor música, fazia literalmente de tudo, pra siar do mundo com uma coleção de obras primas.
Antes de tudo é bom escolher uma coisa para se aprofundar e que ao mesmo tempo emocione muito, não?

Assim, estou lendo a História social do Jazz, Do Eric Hobsbaw, compedio da formação de um povo por e através do jazz. Assistindo uma série de dvds da Gnt só sobre Jazz, e tirando o pó de meus vinis, rasgando com agulha nova, emoções sonolentas.

Deixo-vos com o sublime: Miles Davis e John Coltrane em So What, gravação de 64.
 

20090710

Pulp Sábado - VIve La France

Porque a França não é só Airbus.

E a gente adora música francesa, cinema francês, champagne, perfume francês, filósofo francês e Serge Gainsburg.

Show de lançamento do disco da Les Responsables, a banda mais francesa fora da França no mundo!

Les Djs: Os 4 mosqueteiros(Rafahell, Lio, Dreguz e o Dartagnan, Yog Mars, no Ox)

20090707

Mini contos:http://www.ciudadseva.com/textos/cuentos/mini/minicuen.htm

Tranvía
[Minicuento. Texto completo]

Andrea Bocconi

Por fin. La desconocida subía siempre en aquella parada. "Amplia sonrisa, caderas anchas... una madre excelente para mis hijos", pensó. La saludó; ella respondió y retomó su lectura: culta, moderna.

Él se puso de mal humor: era muy conservador. ¿Por qué respondía a su saludo? Ni siquiera lo conocía.

Dudó. Ella bajó.

Se sintió divorciado: "¿Y los niños, con quién van a quedarse?"

FIN

20090629

A Day in the Life: Neil Young and...Macca!

Essa música sempre me emocionou muito. E vendo essas veias aí adquiriu um significado maior. Um dia na vida, a vida é um dia. Estou no meio da tarde, mas a noite que esses caras mostram estar, me mandam de volta pra manhã.

20090603

Fly Fail

O que tem se falado é que um equipamento poderia ter gerado o problema. Acontece que há milhares de aviões no ar com o mesmo equipamento, e que deveriam ser chamados para um recall. O que custaria isso? Quantas pessoas deixariam de viajar por isso? Enquanto não aparece a caixa preta, sempre são só especulações. A verdade é que esse Aibus possui um sistema de estabilização automática, que é difícil de ser cancelada pelo piloto, que pode errar e já provocou quedas anteriores. Chegar a essa conclusão acarreta muitas consequências. Sem provas, é o que chamamos de inconsequência.
Mas nesse caso, eu voaria em Boings, just in case.
Agora, falar em Lost, muito se falou. E nessa semana, do frio também. As pessoas falam, ora.

Quedas

E outras notícias complementares

Respostas enquanto diretor de comerciais.

1. Na tua concepção, qual o papel do Diretor de cena na publicidade?

O diretor de cena é o chef de cousine de um restaurante. O cliente sabe o que quer ver, ele não pede Xis na esperança de receber Y, mas ele quer que o seu X seja feito com os melhores ingredientes, no caso atuação, fotografia, montagem e que sim, tenha um tempero especial, algo que ele não sabe explicar mas que faz a soma de todos ingredientes algo mais do que apenas o que ele espera. Cabe ao diretor cuidar da idéia(pedido) ao escolher, repassar o briefing e julgar o que é melhor para essa idéia. Nesse sentido ele tem a liberdade, mas é uma liberdade de atuação mais do que criação, prque o diretor de cena não tem a mesma convivência que a agência tem com o cliente, não pode saber tanto da cultura do cliente. Assim, o melhor é saber ouvir, saber interpretar e se impor para passar confiança, de que o prato do cliente foi pedido a um Chef de cousine, e não a um cozinheiro qualquer.

2. Qual a importância e/ou dificuldades que o Diretor de cena tem, especificamente, na criação do filme publicitário? Como ele gerencia esta transposição do que tá no papel para a realidade?

maior dificuldade é poder passar toda a cultura do cliente, todas suas referências e paixões e expectativas em 30 segundo, no máximo um minuto. Como raros clientes tem a percepção conceitual apurada, um entendimento intelectual geral do seu negócio, ele tenta se cercar de todos os detalhes e frases de efeito possíveis. Assim acabamos vendo muitas vezes algo como aqueles anuncios de radio na Radio Guaíba, uma voz padrão repetindo diferentes frases. Não tem uma personalidade, é um "briefing" filmado. Isso é muito difícil para o diretor, porque ele não depende só do seu trabalho, e tudo que escapa ao seu controle é difícil de administrar. Depende do atendimento da conta, depende do diretor de criação(que é bom sempre estar ao seu lado) depende do atendimento da produtora. Enfim, depende de outras percepções. Atores, crianças, animais, efeitos, multidões...isso é só diversão.

3. Como tu vê a questão do cinema inspirar a publicidade? E tu acha que é um caminho de uma mão só ou a publicidade pode inspirar o cinema também?

O cinema isnpirando a publicidade é uma coisa relativamente recente. A publicidade começou, e até os anos 70 sempre teve uma lingagem própria e muito direta, porque o públlico para consumia sabão e o argumento podia ser simples. É porque limpa e é pra toda família. Mas com o desenvolvimento da televisao e uma certa decadencia do cinema, as pessoas passaram a consumir mais cinema em casa mesmo, e aí os comerciais apareciam entre cenas do filme. O argumento mais direto acabou parecendo mais óbvio e menos interessante. Assim a publicidade começou a se mesclar com o cinema na televisão. E isso segue até hoje. Isso é uma teoria minha.

A influência da publlicidade no cinema veio com uma renovaçao de diretores que vieram da publicidade, ou que por outro lado, começaram a fazer além de cinema, publicidade. O processo de produção e de leitura da obra são diferentes em um campo e outro, e há muitas coisas boas da publicidade a contribuir no cinema. Uma maior objetividade e poder de síntese, um cuidado visual melhor e o próprio uso de referências que nem sempre é feito no cinema. Mas também há problemas, pois há partes mais sensíveis no cinema em que uma maior sutiliza deve estar presente, como na interpretação dos atores e na montagem, em que cenas diferentes devem "conversar"para chegar a um resultado final macro, longo.

4. Qual a tua opinião sobre a utilização de referências? Como tu trabalha com as referências que utiliza nos teus trabalhos?

As referências são facas de 2 gumes. Ao mesmo tempo que dão mais visões além do próprio repertório visual(e que não se dispensa, é usado na própria busca de refrências), as refs também podem engessar um trabalho. Se elas não são adaptadas podem deixar o trabalho sem alma, e isso fica bem evidente, porque 90% das referências que usamos não são brasileiras, tem sempre uma cor de margarina americana. Então tem que cuidar pra transpor, traduzir, tentando manter a "melodia"da idéia visual. Geralmente começamos pela descrição óbvia da cena, por exemplo: menina brincando com cachorro, procuramos no getty images ou no corbis, os sites mais usados. Aí das milhares de coisas que aparecem, vai se selecionando o que tem mais a ver em foto(luz e cor), acting e arte. Pode-se pesquisar em filmes também, que são bons porque não tem aquela coisa mais posada, mais óbvias na relação com a camera. Não são apenas "pessoas sorrindo".

5. Tu teria receio de utilizar alguma referência de sucesso (por exemplo, efeitos matrix hehe) num filme teu? Até onde te preocupa a questão da utilização de referências?

Eu tenho receio se é alguma coisa gratuíta, que não acresente nada ou não tenha nada a ver com o produto. Aí ela adquire uma visibilidade negativa, e por mais bem feita que seja, nunca vai ficar igual(é sempre menos tempo, pessoas e orçamento que o original). Por outro lado, se tem tudo a ver com o produto, pode até não ser perfeita, que funciona.

Era isso,

aquele abraço

20090519

Esquinas

Vemos as esquinas de fora, dois lados que se encontram.

Quem vê da esquina, vê passando ao largo desse encontro.

Mesmo quando só espera, espera o que há de encontro nessa esquina.

Já está nela, um lugar próprio, ocupando o seu espaço nesse encontro.

De todos os lados. Uma esquina, muitos lados.

20090514

Momento blog das antigas #2

De volta ao carro, às caminhadas, à redenção, aos normais.
Da experiência com as muletas, bom notar a gentileza das pessoas, as dificuldades de quem usa e a importância de um joelho saudável.
Mais um tempinho de bengalinha(charmosa) e fisioterapia(saudável).

20090508

So Fucking disco - Considere tocada amanhã

Pase Rock - So Fucking Disco
Found at bee mp3 search engine

Antroproducentrismo#2: Urro + Jupiter(free your mind and your idol will follow)

Já viram isso?
É o som tá cachorro, parece improviso e é. Eu tocava nessa banda com meu irmão, que aparece no video Rose's Dream. No meio do show pintou o Júpiter, que subiu ao palco "daquele jeito". Olhamos um pro outro e, como nunca tocamos covers de rock, engatamos um, bem no clima, Samba estranho, que é o nome da música. Ficou bem bom, e apesar da gravação mostra que a capacidade de improvisar não tem nada de especial, é natural da música, e que o estranho pode ser bom. Pelo menos eu achei. Bjs e bom fim de semana.

20090506

Antroproducentrismo

Pulp - Nave Mamma


MOTHER PULP convida seus filhos pra mais uma noitada prenhe de muito disco, pop, punk, funk, hip hop e etnobeats. É no próximo sábado, 09/05, a partir das 23h, no Ocidente. Discotecagem a cargo do maternal TRIO FRICTURA (Lio, Dregus e Rafahell) e do fiel pulpilo Yog Mars. No Ox, pista rock pra mãe nenhuma botar defeito. No telão, clipes incríveis, cenas chocantes e outros mimos. Ingressos no local a R$25 (sempre valendo aquela cervejinha) ou antecipados a R$15, nas lojas Amistad.
*E se você é mamãe, basta chegar até a 1h30 e dizer o nome do amado filhinho na bilheteria que paga o valor do antecipado.
O quê? PULP #76 - Edição Mamma Mia
Quando? Sábado, 09/05, 23h
Onde? Ocidente (João Teles esquina Osvaldo Aranha)
Quanto? R$25, no local, ou antecipados a R$15 nas lojas Amistad (sempre valendo aquela cervejinha)

20090428

Saúde!



Gripe porcina.
Ê como ouvi um passageiro falar ao se referir á gripe suina que se espalha pelo mundo, tendo dessa vez o México como produto de exportação. Falava em uma entrevista que entre vãrios depoimentos mostrava que vários passageiros chegavam ao Brasil, alguns com as desinfectíveis máscaras, e estranhavam não serem sequer rastreados, cadastrados por uma autoridade sanitária local.
É a ficção respingando na vida amigos, mundo fascinante esse.
Livro da semana, "A Peste" de Albert Camus.

20090419

Em processo

Primeira edição desse video, umdentre alguns temas que improvisamos no natal passado. Melancólico, claro, mas vai se animando, como la vida misma.

20090418

Be Kind, Rewind. Be cool, Renew

Gostei muito desse filme. trabalho com comerciais, e geralmente nos enchemos de limites para criar as coisas, o tal briefing, mas se tivéssemos liberdade total, o que faríamos? De algum ponto sempre tem que se partir, é o sentido do que estamos fazendo. No caso desse filme o objetivo claro da criatividade empregada para resolver o problema era simplesmente reproduzir com os recursos que tinha a mão, a narrativa de filmes hollywoodianos.

A recriação muitas vezes pode ser mais criativa do quer que a angustia da originalidade produza. To falando pra mim mesmo, que odeio a necessidade por referências que vejo todo dia. Mas reproduzir não precisa ser copiar.

Mas o filme é divertidissimo, Jack Black fazendo papel de Jack Black, Mos Def, que é muito engraçado, sempre meio out, como no seu papel no Mochileiro das Galáxias, e uma impagável Mia Farrow, que há muito não via, bem louquinha...

20090330

Radio parece que foi ontem Head

Momento blog de antigamente 1.

Saco. Fui jogar futebol e, clássico, torci o joelho aos 10 minutos. Diagnóstico provisório: problema no menisco. Vou ter que ficar de molho na semana, espero ler muitoe ainda bem que instalei o wifi e to com note. Entao vou tentar produzir pra n|ao ficar maluco e tvdiota. Boa semana per tutti.

20090327

PULP HOJE

Tá aí, a festa que mais dispensa comentários do sul do país.
Bom fim de semana a todos. Lov u all.

20090323

Show do Radiohead

18:30, começa o Show do Les Hermanos no Just a Fest.
Estou numa van, trancado em um transito lento, vou perder o show.
Entre piadas pra contemporizar a pena, vem surgindo na minha cabeça a melodia, perfeita na frase, salvando os momentos a seguir...You are all i need, you all i need...
Tudo, fila, pessoas, Los Herm,, cerveja, agua banheiro amigos, ponto de encontro..até o Kraftwerk...tudo nessa perspectiva, You are all i need...Radiohead.
DIas de comentarios, ese faço meio gonzo. Frases soltas a desenvolver.

15 step, primeira do show e inicia o rito com uma dança quase africana. Nao é só razao, vamos ver catarse.
Mas ela n vem, fica contida, através da sutileza dos arranjos, minha cabeça dançava nesse desenho de timbres.
E cores, a chuva de tubos de cores, em composiçao com telao e uns lustres, era simples, mas poderoso. FIno, Radiohead, nova palavra pra cool.
E as classicas vem, arrancando suspiros vigorosos da alma.
Estou aqui, voces estao aí, esse é o mundo, esse é o melhor dos mundos
A beleza encontra na melancolia a sua face mais pura.
Fotos? Videos? eu ouviria finalmente o ultimo disco.

Thks Ise
Mais, depois.

20090316

Folhas de outono

Acordo pensando que nada é o bastante
pra me tirar da cama
quando levanto quero abrir janelas deixar o sol entrar e queimar todo o pó e mofo e sono.
o coração amassado como a cara, não sabe se quer, vai pra vida a partir da tampa da patente que se levanta.
O mijo sai, a sincronia entre pau e alvo reaquece as sinapses.
O espelho é um contador sem números.
Mas pronto, o gosto da boca já está melhor.
Acordar e sorrir é tão difícil como parece a quem não tem esse hábito.
E nasce o primeiro sorriso meia boca do dia.

A poesia manda acabar esse texto naquele ponto ali.
A vida, melhor, diz que isso é só poesia e que mais fácil ainda que sorrir é reclamar da vida.
O frio da manhã de outono é ótimo, Ciclos da vida, sejam sempre benvindos.

20090309

PULP FRICTION #74 - SÁBADO 14 NO OCIDENTE +...


PULP FRICTION #74 - SÁBADO 14 NO OCIDENTE +...

É a Pulp de volta às aulas, aos projetos, aos prazos, aos abraços de COMO VAI VOCÊ!?
Discotecagem do IMORTAL Trio Frictura, LIO, DREGUZ e RAFAHELL, com toda aquela esquizofrenia musical que abre as cabeças a mais de 6 anos em Porto Alegre, primeira festa de tudo isso que rola em por aqui hoje em dia.
No OX, os convidados Yog MArs e LUFE BOLLINI.
E recebendo o FESTIVAL INTERNACIONAL DE CINEMA DE POA, na festa mais cinematográfica do velho oeste.
Ingressos a valorosos 25 reais. Antecipados, nome na lista e apresentando canhoto do ingresso de algum filme do Festival de cinema, 15 reais.
Sempre valendo aquela cervejinha a mais.
Antecipados nas lojas AMISTAD da Nilo e Padre Chagas.

PULP FRICTION
Sábado 14 de março
Bar Ocidente, 23 h.

20090305

FLU - Latino tracks Vol 1

Maravilha esse novo som do Flu, latino sem perder a ternura conteporânea.
O Flu é autor de várias trilhas e tem um trabalho próprio com 2 discos já, batalhava em Porto Alegre(eu era fãzaço de Defalla) até tomar a sábia decisão musical e profissional e existencial de ir pro Rio, onde além de nadar bastante, pegar jacaré, sacar os melhores chopps e dividir o prazer da vida com a Carô, também fez a Banda Leme, junto com o De leve e o Granja.
Esse trabalho aí reune trilhas feitas para o programa XPress da MTV internacional.
Pra deixar de fundo de uma vida boa.

20090219

ANTROPRODUTOR EM FÉRIAS


Deixo-vos com um fliers que fiz pra pulp cabaret, que rola sexta que vem.
Eu vou estar na praia, pensando em tudo o que está acontecendo no mundo, na minha vida e de meus próximos.
Espero escrever, desenhar, jogar volley, fazer mojitos, namorar, pegar jacaré, fazer trilhas e tudo o mais que houver nessa vida.
Um grande abrazzzzzzz

20090216

"Ingenuity" of the market.

Uma explicação bem-humorada pra entender facilmente como a economia mundial entrou num buraco. Claro que existem milhares de outros mecanismos por trás, mas esse é o prego que furou o pneu e que, pela altíssima velocidade fez, a todos, capotar. Em pensar que em nome deste tipo de pensamento raso e fútil, regulado pela lógica escrota do dinheiro, depauperamos os recursos do planeta, colocando em risco de sobrevivência, com dignidade, um verdadeiro milagre do universo, que é infinito, e que somos nós, humanos, terra, uns idiotas irresponsáveis e inconscientes.


20090215

FELLINI - Amanhã é tarde.


Cadão Volpato, voz, gaita e letra, e Thomas Pappon, tudo o mais, gravaram esse disco a dois, 2003, no apartamento, e reavivaram uma das mais adoráveis bandas brasileiras, FELLINI, que para divertir, ser irônico, e pensar, fazia anti-rock. O resultado pode indicar o que seria uma boa música brasileira contemporânea. Eles fazem, desde 1984, foram até 91, voltaram no TIM FESTIVAL em 1999, resgatando o repertório. E Acabaram achando essas novas músicas, no AMANHA É TARDE, descobri só agora e pela primeira vez entro na brincadeira deixando o link pra baixar ele inteiro aqui.

Tocaram aqui em Porto Alegre num show que não lembro porque não fui, mas devia ser algo de vida ou morte, porque eu AMAVA essa banda.


Bem, ainda amo, participei de uma banda tributo, junto com o genial SÉRGIO TAVARES. Foi muito prazeroso, por assim dizer. Mas agora vem um reencontro. Ouvir esse disco de agora, foi como se reencontrasse um antigo amor, platônico, dos 20 anos, época de descobrir-se nos gostos e amar com facilidade.

É a mesma banda? É. Mas não parece velha, parece mais segura, do que fala, do que gosta e do que é melhor, essencial. Assim ouço essas músicas tranquilas, mas que através da poesia revelam imagens instigadoras, sem subterfúgios, com sinceridade, mas para isso, e é o que mais destaca nessa banda, ELEGÂNCIA. Pessoas inteligentes no uso de suas referências, que conseguem usar elementos brasileiros em suas boas e velhas escalas rocks e dissonantes, de violão, aquele mesmo instrumento que os punks usam nas ruas e parques, mas como se deixassem, com generosidade e simpatia, o cara da capoeira ao lado entrar com um berimbau, como na música "Besouro", letra que fala:

"você daqui há uns 20 anos, remando contra a maré...
Você é forte com um touro mas no fundo é uma flor...
seus interesses pela ordem, mamãe, irmã, papai moto e trator...
a cidade é um estouro, onde você vai morar?"

A música lembra a ZUM-ZUM-ZAZOEIRA do show que não vi, mas não precisou, tá no utube.
Bem, estou reapaixonado. Com vocês FELLINI.

20090209

Radiohead no Grammy.

Estou bem feliz com o show do Radiohead em sp.
E a piada é sempre a mesma: vai cortar os pulsos?
Bem, dar uma olhada nesse video mostra uma contradição nesse papo.
Eu sempre achei uma banda antes de tudo estimulante, que apesar de ter um tom menor, triste, nunca é um chororô autopiedoso, mais bem uma melancolia que está naturalmente na vida, em cada fim, em cada desilusão. Acaba sendo no fim das contas, uma celebração disso como vida mesmo, JOY de estar vivre, que dá pra sentir na interpretação do Tom nesta incrível versão de 15 step apresentada essa no Grammy2009.
Boa semana a todos!

20090203

Sopa de letrinhas, um joguinho



1 .
Agarrar o livro mais próximo


2 . Abrir na página 161

3 . Procurar a quinta frase completa

4 . Colocar a frase no blog

5 . Não escolher a melhor frase, nem o melhor livro!

6 . Utilizar mesmo o livro que estiver mais próximo;

7 . Passar para cinco pessoas.

Bom, também adoro brincadeiras, mas tenho preguiça com correntes, mas achei sagaz a idéia da Lucia Carolina, de mandar e indicar os blogs para a platéia. Despertar esse "clube de leitura" acho fascinante.

O livro que tinha mais próximo, Philip Roth, " O animal agonizante", terminava na página 127...
O outro livro era HOMO LUDENS, do Johan Huizinga, muito interessante, porque avalia o papel dos jogos como central(não único, claro) na construção da nossa cultura. Enfim, tudo a ver com esse jogo, não?

Enfim, a frase:

"O público era arrastado por ele para o mesmo estado de espírito."

Adorei, é claro.


20090202

Zeitgeist #2

Bem, pra quem se interessou no assunto, espero que renda muito, o diretor se chama Peter Joseph. Ganho prêmios nesse festival chamado artivist que a petrobras patrocina, será uma megacorporação benigna?

20090201

Zeitgeist

Esse video é daqueles que de tanto me perguntarem se eu já tinha visto, vi, e saí perguntando, já viu?

Pra quem gosta de teorias da conspiração é prato cheio, mas tem muitas coisas que fazem sentido mesmo, e que depois de expostos com extrema clareza e objetividade, o roteiro é preciso e as cenas de arquivo são muito boas, acabamos com uma forte sensação de irrealidade na realidade.

É trabalho profissional, tem inclusive um site dedicado a ele http://www.zeitgeistmovie.com/

Depois de ver, a pergunta, irresistível: e agora Obama?

20090126

Franciscano, a sandália.

...é difícil cobrir com couro um mundo inteiro cujo chão é feito de espinhos. Mas você pode cobrir seus pés com couro e não se machucar. Mais ainda, você pode compartilhar com outras pessoas a habilidade de procurar o courto, cortar e amarrá-lo nos pés. Não buscando cumprir o velho plano de um mundo sem espinhos, mas de oferecer a cada pessoa a liberdade de não se machucar.

Linda frase pra começar a semana, bom como esse post do mini.

Boa semana a todos.

20090119

Adoro o PITCHFORK

Tem coisas mais divertidas, claro, mas pra quem gosta, assista esse documentário com a fluidez e boa qualidade e bom gosto e tudo mais do pitchfork.
Não deixe de vasculhar no site.

http://pitchfork.tv/week/joy-division/part-1

FIGURAÇA DA SEMANA(enquanto seu Obama não vem)

Well...done!
Depois de conquistar o cessar fogo graças à minha campanha amplamente difundida pelo uso ÚTIL do lenço palestino( 2 amigas botaram na sacada e soube que alguns djs numa festa ousaram tocar com o lenço), um pouco de cultura inútil, tema tão aprazível da miríade de blogs e blogs e blogs e..

SAINDO DA ZONA DE CONFORTO
Há muito ouço falar sobre "sair da zona de conforto", buscar desafios, expandir seus limites conhecidos, acreditar que é possível.
Gosto muito de exemplos, e, bem sucedido ou não, é ao menos digno de nota.
Vejam o que o Joaquim Phoenix aprontou com sua carreira, ao decidir trocar Hollywood pelos palcos...até aí normal, mas, fazendo hip hop? Gostei do desempenho dele como Johnny Cash, mas como hiphoper OGRO tá mais pra comédia.
Mas enfim, gente que sai da zona de conforto acaba levando outras pessoas pra fora da zona de conforto. Pode ser bom.

20090112

LENÇO PALESTINO - um modo MAIS ÚTIL de usar



Como se diz na Espanha, MUY DE MODA estes lenços palestinos durante todo o ano de 2008.
Então todo moderninho tem. Até eu tenho, mas quando usava me sentia um tiozito metido a modernito.
Bom, enfim achei uma coisa útil pra fazer com ele.
BOTAR NA JANELA EM APOIO AO POVO PALESTINO.
VOCÊ, MODERNO, FAÇA O MESMO.
SEJA ÚTIL.
A grande tendência para os próximos anos.

Essa nova guerra velha já conta 245 CRIANÇAS mortas. Elas estão no fogo cruzado de interesses muito grandes. Hoje li uma frase que me fez pensar melhor e ponderar em relação aos israelenses. Os palestinos deveriam amar mais suas crianças do que odiar os israelenses. O povo palestino está sendo USADO como escudo pelo HAMAS, que, financiado pelo Irâ, usa a proximidade do território com Israel para criar essa tensão e desmoralizar Israel frente à opinião pública mundial. Por outro lado, Os Israelenses estão cometendo crimes de guerra, pelo uso de armas químicas, execuções sumárias, e bombardeios em lugares onde o mais correto seria um resgate.

Então, pela paz, e por uma palestina livre e realmente independente: PENDURE SEU LENÇO PALESTINO NA JANELA!

E AÍ? FELIZ 2009?

Mudança? Só porque muda o último número do ano?
Mudança vem de dentro, e só.
E lá dentro não tem relógio.
Nunca é cedo demais, nunca é tarde demais.
O forte ou fraco é a motivação, a resolução de fazer isso.
Isso provoca mudanças.
Ninguém muda por ficar alguns dias sem celular.
O cara até pára e pensa.
Mas sua forma de lidar com o mundo volta a ser a mesma ao primeiro contato com outros humanos.
Se já era um escroto, vai continuar.
Até tomar a rasteira final.
Coragem. Os dias estão bons para isso!
Vai aí um clipinho do N.A.S.A.
Do Brazuca ZÉGON.
Um cara que sempre foi gente boa.
Só mudou de ares.
A música é muito boa e tem vocais de David Byrne e Chuck D.