20021118

Ontem dei uma choradinha. Depois de ouvir no rádio que o Rinponche tinha morrido, o Lama de Três Coroas. Mas acho que chorei por mim mesmo, por ter me afastado tanto de coisas mais...substanciais, desde que saí daqui e quando voltei, minha religião, minha fé verdadeira, foram as baladas. Sem culpa, acho que tudo é caminho. Mas é que é um ritmo meio voraz...muito no dia a dia, ou noite a noite. O próprio budismo ensina que o momento mais importante é o presente, mas de um jeito ou de outro se põe um tijolinho em cima de outro. No baladismo, às vezes se acaba por usar um tijolo que já estava na parede, resultado: a casa cai.
E pensando naquela carinha velhinha, misto de bondade com a malícia que vem com a experiência, me lembrei de quando me batizou: Padma Tsé Dohl. Nunca soube o que significa. Pode até ser : Mané-de-óculos-que-se-acha, ou Mariposa-quase-Borboleta. Mas foi uma comunhão, uma entrada em um ambiente de procura de uma coisa positiva. Interromper a corrente de pensamentos inúteis e criar fontes de positividade nesse mundo cão.
Ontem perdemos um grande mestre, mas eu ganhei uma lágrima que me fazia falta.