Ontem fui no piscinão de Ramos de Porto Alegre, ou seja, o Lami. Milhares de pessoas. Era o Ghanges de Porto Alegre, a sorte é viver nesse país amado que as pessoas não jogam seus mortos no rio, ou queimam. E ainda tem gente que quer ir à India. Eu quero, mas só se for BEM subvencionado. Porque pobreza com vontade é o que acontece. No Oriente dá a impressão que as pessoas se acham obrigadas a ser pobres. O Marrocos, que não é oriente mas a cultura é, tem muita pobreza, medo e sacanagem. Já foram tão explorados que é isso aí. Os europeus, com sua estúpida arrogancia colonizadora já se sentiram donos do Marrocos. Mas eles se viram. Expulsaram os Espanhóis matando 11000 soldaditos del Generalíssimo Franco. Claro que para dar espaço ao explorador local, produto nacional. Mas quando se vai pra lá ainda se sente essa mágoa. Mas daí eu dizia que era brasileiro e eles Romário!Ronaldinho! O Felipão não pode ir pra lá. Mas era só pra forçar uma simpatia e te empurrar uma comprinha. Pelo menos o artesanato é muito bom. E a história da pechincha é engraçada. Sempre que se vai pra lá te avisam, TEM que pechinchar. Então tu vai caminhando pelas ruelas e tem que cuidar pra onde olha. Mais de 3 segundos olhando pra mesma coisa, já vem o neguinho, do You Want? Vu le Vu? Quieres? Romario? E não adianta o clássico, bem brasileiro, tô só olhando. Eles dizem, tu precio, que é pra ti dizer quanto custa...Daí tu diz um bem baixo, eles viram as costas rindo. 30 segundos depois, tu já tá lá na esquina e eles voltam, dizendo o precio deles. Daí tu tá de costas, e ele acha que tu AMOU O PRODUTO mas tá PECHINCHANDO. E vão baixando até 300% do valor. É de dar pena. Eu comprei um bongô de cerâmica maravilha por 5 real. Mas são um povo com uma certa poesia, o próprio Alcorão parece um livro de poesia...Recomendo Paul Bowles, jornalista inglês que , como muitos, desiludido com a europa pós guerra, foi para a periferia, Espanha(é até 10 anos atrás não era europa meu chapa) e depois Marocco. Começou a escrever muita ficção a partir da cultura de lá e seus choques com a "civilidade" européia. A obra mais famosa é " O céu que nos proteje" que virou filme do Bertolucci, com o Malcovich e a...esqueci.
Mas eu tava no Lami, já 5 e meia da tarde mas muito quente, mór povão na água, mas eu levo antimicótico na alma, crescido em Tramandaí. A água tava morna, daí eu nadei, nadei, nadei...E depois um churrasquinho, cerveja, Miles Davis(eu tava na casa do Zé do Trumpete). Enfim, nada mal pra um domingo. Só faltou minha gatona. Mas quase tudo é tudo perto do nada.
Tinha que acabar assim, butecofilosofia.