Olho no vidro
Um olho no mundo, outro na tela.
20140806
20131202
Re-novas mídias
Me passei muitas vezes, sendo confrontado com a seguinte pergunta(ou sugestão, ou apelo, dependendo da intensidade da relação conselheira): PORQUE NÃO FAZ UM BLOG?
Já tinha, da época que era o que tínhamos. Fui lá mas voltei.
Escrevendo eu posso respirar um pouco fora, botar pra fora esse fluxo absurdo e compulsivo de impulsos, que geram sentimentos. Tem que sair por algum lugar.
Me interessa desmistificar, me emocionar, cuidar e dividir. Arte, ciência, política, razão e emoção.
O espírito do tempo em diálogo com o passado, pra ajudar a enxergar um futuro.
Fique a vontade para discordar, sem dogmas e "como assim?", por favor.
20120202
Nu Brasil #1- Guisado
20120105
Sapore...
20111025
Alejandro Jodorowsky
Alejandro Jodorowsky: Cuando un buscador de la Verdad alcanza la sabiduría, deja de querer ser un Maestro y se convierte en alumno perpetuo. Colmado de humildad, aprende incluso de aquellos que para los otros merecen el desprecio y el castigo. Uno de estos sabios, cuando su caja fuerte fue vaciada por un ladrón, comentó que había aprendido siete cosas de él:
1.- Realiza su labor con disimulo, en un estricto silencio, tratando de no ser visto.
2.- No se desalienta: Lo que no logra realizar en una ocasión, lo logra en la ocasión siguiente.
3.- Actúa en perfecta unión con sus cómplices.
4.- Todo aquello de lo que se apropia lo tiene en poca estima y lo cede a un bajo precio.
5.- Para conseguir lo que quiere no duda en arriesgar su vida.
6.- Si los otros al darse cuenta de lo que logró lo muelen a golpes, él soporta esto dignamente, sin defenderse.
7.- Ama tanto su trabajo que no quiere cambiarlo por ningún otro, sea cual sea la ganancia que se le ofrece.
Y nuestro sabio continuó tranquilamente sus estudios diciendo: “Lo que consiga con dificultad, lo daré fácilmente. Nunca guardaré un conocimiento en la caja fuerte. Si dar es darse, haré como hacen los ladrones: nunca me robaré a mí mismo”.
20110503
pra pensar o que fazer com isso
Sim – a noite virou uma extensão das redes sociais. As pessoas estão realmente mais interessadas em “reencontrar” pessoalmente os amigos com quem passaram o dia conversando, seja no Twitter, via Gtalk, no Facebook ou pelo MSN. E não é que as pessoas deixaram de se interessar por música, mas é que elas querem ouvir músicas que já conhecem, daí um fenômeno recente – de uns dez anos para cá – do frequentador que pede música para o DJ, algo considerado profano nos tempos em que o DJ era o soberano da noite. Talvez isso ocorra porque as pessoas estão ouvindo menos rádio e encontram, na noite, uma alternativa à zona de conforto que era o rádio em seus dias de glória.
Acontece que o DJ está perdendo a importância vertical que tinha sobre a pista – algo que afetou qualquer área que tenha sido invadida pela internet. Do mesmo jeito que as indústrias da música, do cinema, dos games, das notícias, entre outras, a cultura noturna também foi afetada pela horizontalização imposta pela rede. Agora é hora de aprender a lidar com isso para seguir a história.
20110418
Italia, 30 dias. Sapore D´italia.
Uma semana de pré produção, 22 dias filmando e deslocando, 2 folgas. Uns 3000 km percorridos. Roma, Veneza, Padova, Vicenza, Arcie, Auronzo, Pedavena.
Fomos lá com uma missão impossivel, gravar 70 porcento de uma série de 5 programas para a RBS TV, nucleo de especiais, em terra estrangeira. Conseguimos com um misto de coragem e insanidade que acredito seja a receita de 99% das invenções da humanidade. Acumulando expressões nada pacíficas como "tiro no pé", "guerrilha" e "shots", e gravando ao som de "go go go!", fomos vencendo batalha a batalha, sem olhar muito pra trás pra evitar a vertigem. Tinhamos criado coisas ousadas no roteiro, mas essa criação se mostrou bem positiva. Tinhamos a premissa de uma série de comédia em tom documental, mas acho que se fôssemos pra lá esperando coisas interessantes acontecerem, cairiamos no lugar comum. Gravamos o plano B, a realidade inventada, a história pra fazer a criança nanar, a piada pra alegrar a mesa. Verossimilhança? Dá um tempo.
Voltei da viagem com a convicção que a imaginação, o espaço ficcional, a criação, pode ser visto como uma faceta da realidade, do documental. Se todo olhar interfere no objeto, porque não fazer o contrário apenas, deixar o objeto interferir no projeto. Existem milhares de Italias, mas só uma com o Sapore D'Italia. Um brinde de prosecco pra criatividade.
Na foto, minha homenagem às bicicletas de Padova, que levam os ciclistas mais elegantes a todos os seus lugares. Porto Alegre nâo chega lá, mas quem quiser pode.

